O justiceiro Carlos Alexandre
Não se compreende o que pensa o senhor Juiz Carlos Alexandre. No caso
Sócrates, enviou o ex-Primeiro Ministro para a prisão, mas quanto a Ricardo
Salgado e este que foi denominado como o "dono disto tudo", com
possibilidades de destruir todas as provas e mais algumas sobre a sua
incriminação na falência do "Universo Espírito Santo", continua em liberdade, apesar da caução de 3 milhões de euros.
Durante cerca de 1 ano em que este senhor foi acusado pela falência do
BES e das empresas que giram à volta desse banco, teve tempo mais que
suficiente para destruir provas, manipular outras provas ou fazer tudo o que lhe
dá na alma a fim de encobrir a sua culpabilidade no assunto. Pois, mas Ricardo
Salgado, continua em liberdade, quando devia estar preso. Foram feitas
Comissões de Inquérito na Assembleia da República, em que Ricardo Salgado
mentiu com todos os dentes que tem na boca, mas nada aconteceu. Não quero dizer
com isto, que estou a julgar e a condenar Ricardo Salgado, mas não podemos
comparar os valores que estão em causa entre a dita corrupção do engenheiro José Sócrates e a vigarice
efectuada por Ricardo Salgado, em que estão em causa de alguns milhares de
milhões de euros.
José Sócrates está preso, Ricardo Salgado está em liberdade. Dois pesos,
duas medidas, esta á a Justiça portuguesa. Não quero dizer que José Sócrates
não possa estar culpado no caso de corrupção, até porque eu não sou nem nunca
fui sombra dele, para estar completamente ao corrente de tudo o que ele fazia.
No entanto, acho que os indícios de criminalidade, estão mais explícitos no
caso de Ricardo Salgado, que no caso de José Sócrates, até porque, Ricardo
Salgado viu hoje serem-lhe confiscados bens, casas, barcos, automóveis, ouro,
etc., para ressarcir o Estado ou credores ou vitimas da falência do BES[I].
No caso do José Sócrates ainda não li em lado nenhum que haja sequer uma
acusação concreta de qualquer crime cometido pelo ex-Primeiro Ministro, nem tão
pouco que tenha sido arrestado o que quer que seja do património de Sócrates.
A Justiça em Portugal anda um pouco ao sabor da corrente, isto é, quando
a maré sobe, a água no rio vai para um lado, quando a maré desce, a corrente
muda e vai no outro sentido. Hoje é o PSD que está no poder, então, a
"Justiça" faz-se em determinado sentido, ou seja protegendo as
pessoas ligadas ao partido ou à coligação. Amanhã, se os votos mudarem o, ou
os, partidos da governação, então, possivelmente os senhores juízes vão fazer
outras leituras da LEI.
Será que estou enganado? Acho que não. Justiça é coisa que não existe em
Portugal, não é o caso de José Sócrates ou Ricardo Salgado, que me fazem dizer
isto, não, são muitas outras coisas que me fazem chegar a esta conclusão. Desde
experiência própria, em que estou há cinco anos com uma situação em Tribunal em
que já perdi as contas das sentenças a meu favor, mas que existem sempre
recursos atrás de recursos, para que não se faça justiça. O caso da Face Oculta
em que já saíram as sentenças e houve condenações, mas os recursos
que a "LEI" faculta... Os condenados continuam em liberdade. O caso
da compra dos submarinos, que na Alemanha deu condenações aos fabricantes dos
mesmos por corrupção, por cá, não se chegou a bom porto, ou seja, a maré correu
para o lado oposto. Sabe-se que entrou muito dinheiro na conta do CDS,
efectuado depósitos diariamente, no valor de 9.999,00 € para que não houvesse
buscas à origem do dinheiro, isto até perfazer um milhão de euros. Isso foi
notícia de jornais, mas arquivou-se o caso dos submarinos. Na Grécia, sim,
nesse país com o qual não queremos comparação, o Ministro que assinou a
adjudicação da compra dos 4 submarinos comprados à Alemanha, apanhou 20 anos de
cadeia por corrupção, mas por cá, o Ministério Público mandou arquivar o
assunto. Não temos ninguém corrupto no
caso dos submarinos.
VIVA A NOSSA JUSTIÇA.
Assim sendo, a nossa Justiça mais parece uma palhaçada, aliás, não nos
podemos esquecer de tudo o que se passou com as alterações efectuadas nas
Comarcas Judiciais, em Setembro do ano passado. O CITIUS crachou e o resultado,
foi que a Ministra da Justiça, assumiu as responsabilidades, mas não se
demitiu, mas obrigou dois técnicos a
demitirem-se que foram mais tarde admitidos noutro serviço do Estado. Pois, a
culpa com este Governo morre sempre solteira.
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