O Estado da Nação em fim da legislatura
Hoje ouvi o início do debate do Estado da Nação, tendo começado pelo
Primeiro Ministro Passos Coelho a elogiar o trabalho do Governo e criticar toda
a oposição.
Não estive a
ouvir o debate na totalidade, mas do pouco que ouvi, porque infelizmente tive
de acompanhar um dos meus irmãos ao hospital, deu para perceber que os dados
maus, não se fala disso, e apenas e só foi falado o que existe de bom. Pois é,
nem tudo é bom e muita coisa foi mal neste Governo. E se não houve mais coisas
más, foi graças ao Tribunal Constitucional que ao vetar os algumas coisas nos
Orçamentos de Estado (OE) de 2012 e 2013, fez com que a economia não caísse
tanto, devido a ter dado mais poder de compra à classe média e média baixa.
Isso foi fundamental, para que os portugueses tivessem mais algum folgo no
"bolso".
Ouvi o Primeiro Ministro acusar o Governo anterior
de aumentar a dívida pública, mas até parece que este Governo ao tomar posse,
tinha uma dívida pública em 94% do PIB e actualmente está nos 130,2% do PIB.
Isto é o quê? Uma diminuição da dívida pública?
Bom, devido ao que ouvi, resolvi ir ao baú do meu sótão
e foi até ao ano de 2012, para recordar o que escrevi e o que comentei na
altura, pelo que segue parte dos meus comentários de 2012.
PEDRO PASSOS COELHO
Durante
a campanha eleitoral, Passos Coelho dizia que os portugueses já não conseguiam
suportar mais sacrifícios, que não era possível ter um governo socialista a
aumentar os impostos e daí o chumbo por parte do PSD e de toda a oposição ao
PEC 4 que o governo de José Sócrates apresentou na Assembleia da República.
Prometeu que não fazia cortes no subsídio de Natal.
Quando
toma posse em Junho de 2011, apresentou um governo de tecnocratas, que nada
percebem de política e que estão no governo para por as contas públicas em
ordem.
·
Primeira grande medida subir o IVA da
electricidade de 6 para 23%.
·
Segunda grande medida cortar 50% do subsídio
de Natal a todos os funcionários, público e privados, assim como aos
pensionistas.
·
Terceira grande medida cortar em 2012 e até
2014 os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e
pensionistas.
·
Quarta grande medida aumentar o IVA dos
produtos de primeira necessidade de 6 para 12% em alguns casos e noutros de 6
para 23%.
·
Quinta grande medida aumento dos transportes
públicos duas vezes no espaço de 4 meses e três vezes no espaço de 13 meses.
·
Aumento das taxas moderadoras em percentagem
muito elevada, com retirada de isenções a bombeiros, dadores de sangue,
reformados, etc.
·
Cortes no Serviço Nacional de Saúde, de forma
a que os doentes oncológicos não conseguem ir ao hospital fazerem os
tratamentos por falta de dinheiro para os transportes.
·
Nomeação de “Boys” para cargos públicos como nunca se viu antes.
Quando
o Primeiro-ministro Passos Coelho diz no parlamento que custe o que custar,
Portugal vai cumprir o acordo da troika.
Quando o nosso ministro das finanças diz constantemente que o programa deste
governo vai mais longe que o programa negociado com a troika, então, estamos aqui para empobrecer, para servirmos de
exemplo para a Europa, para prestarmos vassalagem à Alemanha e à França,
nomeadamente à senhora Merkel e ao
senhor Sarkozy.
Temos
um Primeiro-ministro que está cá para servir a Alemanha e não o seu país, quer
ser o bom aluno da CE, não se importando que com isso possa por em causa a
sobrevivência do seu povo. Está-se nas tintas para o povo, apenas quer
continuar a servir os interesses da Alemanha.
Na
passada segunda-feira 6 de Fevereiro de 2011 numa palestra que deu, disse que
os portugueses tinham de ser “menos piegas”.
Os
portugueses são tudo menos piegas, são trabalhadores, são explorados pelos
empresários que não sabem gerir as suas empresas, são respeitados pelos outros
povos, devido ao seu profissionalismo no trabalho, são mal governados desde
sempre. Temos políticos que deviam ser deportados por tão mal servirem o país!
Temos
um Primeiro-ministro, aliás quase todos os chefes dos governos anteriores,
nunca trabalharam. Pelo menos da forma como a maioria do povo português. Uma
grande percentagem deste povo começou a trabalhar bastante cedo, por volta dos
14 anos senão mais cedo, e por vezes, em profissões bastante pesadas. Uns
conseguiram estudar à noite, outros não tiveram essa sorte, pelo que dizer que
os portugueses “têm de ser menos piegas”, é uma ofensa para os portugueses em
geral, pelo menos para mim é, pois já levo 46 anos de trabalho e descontos para
a Segurança Social e se eventualmente pedir a reforma sou penalizado por
antecipação da mesma. No entanto, os políticos estão fora desta Lei, para eles
criaram as subvenções vitalícias e as reformas ao fim de dois mandados de
deputados ou de governo.
Ser
piegas é o Primeiro-ministro estar constantemente a dizer que a austeridade que
impõe aos portugueses, foi negociado pelo acordo do PS com a troika, quando o partido dele, também é
responsável por essas negociações. Pelo menos como já foi dito mais de uma vez,
tanto pelo Primeiro-ministro, como pelo ministro das finanças que estão a ir
mais longe que o programa de entendimento com a troika. Se estão a ir mais longe como afirmam constantemente, então
são realmente piegas em ter de estar sempre a lamentar-se da mesma coisa,
quando estão constantemente a dificultar a vida aos portugueses.
O
Primeiro-ministro Passos Coelho, nascido de uma família pobre transmontana,
dentro de uns anos ou vai ter um cargo político na CE, como o Durão Barroso, ou
vai estar podre de rico como alguns dos seus correligionários de partido.
É
costume dizer-se que as pessoas têm aquilo que merecem, mas os portugueses não
merecem um Primeiro-ministro tão mau! Aliás não merecem um governo péssimo como
este, senão vejamos:
·
Para Ministro da Saúde, escolheram um gestor
do ramo dos seguros de saúde do Millennium BCP. Logo este senhor pretende que
os hospitais privados possam fazer consultas de clinica geral a preços
competitivos com o Serviço Nacional de Saúde, daí o aumento brutal das taxas
moderadoras.
·
Para o Ministério da Economia, foi escolhido
um emigrante que estava no Canadá, percebendo muito pouco da realidade
portuguesa.
·
Para a pasta dos Negócios Estrangeiros, foi
escolhido o líder do CDS Paulo Portas. Ainda decorre o processo da compra dos
submarinos e este senhor volta ao governo, talvez com o intuito de travar
qualquer penalização nas luvas e corrupção que houve com esta compra. Na
Alemanha já foram julgados os implicados e condenados, em Portugal ainda não
passou da fase de Instrução!
·
Para Ministro-adjunto e Assuntos
Parlamentares, foi escolhido o Miguel Relvas, político desde 1985 e que
contratou um motorista a ganhar qualquer coisa como 73.000 €/ano. Como é
possível um motorista ganhar mais de 5.000 € por mês? Quanto ganha o ministro?
Que nome se pode dar a isto?
·
Para as Finanças foi escolhido um tecnocrata
que está a fazer a vida negra aos portugueses, seu nome Vítor Gaspar.
Nas
nomeações deste governo também acontecem coisas engraçadas, tais como a
nomeação de Vasco Graça Moura para o CCB. Um homem com 70 anos, já reformado e
agora eu pergunto, não temos ninguém mais novo com formação cultural para
administrar o CCB? Então, porque é que existem cursos de Gestão do Património?
Não
tenho nada contra as pessoas idosas, até pelo contrário, têm conhecimentos
adquiridos ao longo da vida, mas não podemos menosprezar os mais jovens que têm
novas ideias e formas diferentes de ver as coisas. Também penso que uma pessoa
que já está aposentada tire um lugar a quem está na idade activa, dos 20 aos 65
anos. Também podem dar o trabalho a este senhor, mas deviam suspender a sua
pensão e apenas ficar com o vencimento.
Nesta
nomeação a coisa mais interessante, foi ele ter exigido que fosse retirado dos
computadores do CCB o corrector ortográfico e que lá no CCB todos teriam de
seguir o acordo anterior e não o actual que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro
de 2011. Uma coisa é o senhor Vasco Graça Moura ser contra o acordo
ortográfico, (eu também sou) outra é não seguir a ordem oficial do Estado
português e dizê-lo publicamente, quando está a trabalhar para o Estado.
Por
falar em nomeações, temos mais uma escandalosa, outro “Velho do Restelo” que
foi nomeado para administrador da EDP que também tem 70 anos de idade e que
entrevistado na televisão lhe foi perguntado se não devia suspender a sua
pensão, a resposta não se fez esperar “claro que não, tenho direito a ela”. Até
pode ter direito à sua reforma, ninguém põe isso em causa. O que está errado é
esse senhor ir ganhar qualquer coisa como 500.000 €/ano, mais as alcavalas que
não sabemos. No entanto, são estes ordenados que fazem com que o preço da luz
que pagamos não desça mas aumente todos os anos. Onde está a equidade na
austeridade?
Quando
as desigualdades são tão aberrantes, dá vontade de clamar por uma nova
revolução, mas desta vez “sem cravos”!
Temos
pessoas a morrer por falta de tratamentos, porque não têm dinheiro para pagar
os transportes para ir ao hospital, temos pessoas que possivelmente morrem de
fome e só temos conhecimento meses depois, quando alguém já se fartou de bater
à porta da pessoa em causa e tem de chamar as autoridades, porque algo não bate
certo. Temos idosas que morrem e só ao fim de 9 anos é que se descobre, porque
a habitação foi leiloada pelas finanças (por falta de pagamento do imposto IMI)
e o novo proprietário, além do património herda também um cadáver mumificado.
Ouvimos
os nossos governantes constantemente a dizer que o país viveu acima das suas
possibilidades. O país não viveu acima das suas possibilidades, os políticos
foram muito maus governantes, alguns foram corruptos, outros roubaram mesmo e
depois de tudo isso, tivemos a banca à procura do lucro fácil e das facilidades
de financiamentos a quem não podia pagar nos empréstimos em que se estavam a
meter. Algumas pessoas viveram acima das suas possibilidades, os governos
viveram acima das suas possibilidades, os políticos viveram todos acima das
suas possibilidades e agora todos temos de pagar. Quem não viveu acima das suas
possibilidades também está a pagar uma factura que não é sua. A riqueza
produzida no país não foi dividida equitativamente entre todos, foi muito mais
para os ricos que para os pobres, mas quando chega a hora de pagar, também não
existe equidade na austeridade. Os ricos dizem que são simples assalariados
(Américo Amorim), mas quando as finanças fazem buscas na escrita das suas
empresas, encontram festas de baptizado do neto nas contas de uma das empresas
do grupo. Também aparece o aluguer de um avião sem justificação. A classe média
foi a mais sacrificada nesta austeridade, enquanto que os ricos, cada vez ficam
mais ricos.
Por
tudo isto, acho que é tempo de dizer basta!
Temos
um novo Salazar em curso e antes que ele se agarre ao poder, poderemos ter de
fazer alguma coisa para o evitar.
A
história repete-se e se realmente voltarem aos anos vinte, verificamos que não
estamos longe de voltar acontecer outra ditadura de mais 48 anos, ou pelo menos
mais alguns anos.
Aqui
está perfeitamente representada a comandita que planeou uma estratégia de
enriquecimento ilícito, faltando apenas um elemento para que o conjunto ficasse
completo, o seu nome Isaltino Morais.
Todos
eles foram governantes no mesmo governo, excepto Isaltino Morais que pertenceu
ao governo de Durão Barroso, professor e alunos. Este foi o governo que criou
mais ladrões políticos!
Vítor
Gaspar foi “apanhado” em conversa comprometedora…
Publicado em Fevereiro 9, 2012 por estrelaserrano@gmail.com
A TVI abriu com uma conversa entre Vítor
Gaspar e o seu homólogo alemão, a segredarem (com câmara e microfone por perto)
na reunião do Eurogrupo onde ambos participam em Bruxelas.
A TVI traduziu a conversa em
legenda: o ministro alemão disse a Gaspar, em tom de grande cumplicidade, que
“a Alemanha está disponível para flexibilizar as condições do programa de
assistência financeira a Portugal, mas só depois de a situação grega estar
resolvida.” O alemão falou ainda de dificuldades no seu Parlamento e na opinião
pública que não acredita na seriedade das decisões que estão a ser tomadas, em
particular para a Grécia.
Gaspar agradeceu e disse,
“fizemos progressos e agora precisamos de trabalhar” mas não pareceu muito
entusiasmado, ou porque não acredita na promessa ou porque não pretende
desviar-se do rumo que o Governo está a seguir de sacrificar ao máximo os
portugueses.
José Alberto Carvalho, que
introduziu a peça, explicou que a TVI a divulgou porque contém informação
relevante. Pretendeu assim explicar o facto de a conversa não ter sido gravada
com conhecimento dos dois ministros.
Ora, o local estava aberto à
imagem e os conversantes não são cidadãos comuns nem estavam em espaço privado.
Mas mais importante é o facto de o ministro alemão ter dito coisas muito
relevantes. Desde logo ficamos a saber que se não houver flexibilização do
“nosso programa de assistência” é porque o governo teima em manter uma cruel
austeridade, sacrificando os portugueses por motivos puramente ideológicos.
Veremos qual a reacção do
ministro à divulgação desta conversa e se o primeiro-ministro continuará a
dizer que “nem mais tempo nem mais dinheiro”. Agora é um dos nossos “patrões”
que oferece …mais tempo…
Vítor Gaspar foi “apanhado” numa conversa que
o vai comprometer perante os portugueses.
Será
que vai continuar a ser mais papista que o Papa?
Cada exemplar do programa do
Governo custou 120 euros aos portugueses
14.02.2012 - 16:38 Por
Margarida Gomes
MIGUEL RELVAS Ministro-adjunto
O livro foi pago pelo
gabinete do ministro Miguel Relvas (Rui Gaudêncio)
Governo mandou fazer 100 livros e pagou 12 mil
euros por ajuste directo a uma gráfica.
O gabinete do ministro-adjunto
e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, encomendou em Dezembro, à Gráfica
Maia Douro, SA, a produção, por ajuste directo, de uma centena de exemplares do
programa do Governo, denominado Compromisso para uma Nação Forte.
O preço contratual foi de 12
mil euros, o que significa que cada exemplar, feito em papel couché semimate,
custou 120 euros. O contrato data de 9 de Dezembro e o prazo de execução foi de
10 dias.
Fonte do gabinete do
ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares confirmou ao PÚBLICO que os
serviços gráficos se destinaram à impressão do programa do Governo, composto
por 100 exemplares. Informa também que foi efectuado por ajuste directo,
atendendo ao valor da aquisição "sem prejuízo de contactos informais com
vista à obtenção de diferentes orçamentos".
No e-mail enviado ao
PÚBLICO, o ministério acrescenta que "foram contactadas, informalmente,
três outras empresas, tendo esta [a Gráfica Maia Douro, SA] apresentado o valor
mais baixo".
O encargo foi suportado pelo
orçamento do gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares,
atendendo a que Miguel Relvas "é o membro do Governo que tem
responsabilidades de apoio ao primeiro-ministro na coordenação política".
A capa do livro tem um fundo
em tons de cinza-prata e apresenta uma ilustração em alto-relevo. Segundo
adiantou ontem fonte do gabinete de Miguel Relvas, os exemplares destinam-se
exclusivamente ao Governo.
Trata-se de uma edição, toda
a cores, cujo conteúdo é idêntico ao programa de Governo e ao balanço dos 100 primeiros
dias do XIX Governo Constitucional.
A
ignorância e as mentiras de Miguel Relvas
Dia 29 de Outubro de 2011: por Ricardo
Santos Pinto
Como seria de prever, o
Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos
subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma
inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de
dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos
Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.
No meio disto tudo, as
declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam
um ministro que não sabe do que fala – e quem não sabe é ignorante – e que
falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem
mente, é mentiroso.
Diz Miguel Relvas que há
muitos países que só têm 12 vencimentos, citando a propósito a Holanda, a
Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não
mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode
considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos
governantes não se importem de passar por ignorantes.
Como Miguel Relvas deve
saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual – aliás, é assim que
se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o
ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14
meses.
Quanto aos exemplos dados
por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos
eles.
Em Inglaterra, o rendimento
anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 Semanas,
senhor ministro.
Na Holanda, os trabalhadores
têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou
seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um
mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.
Na Noruega, o rendimento
anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11
meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrem recebem, no mês de
férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?
Para além das mentiras e da
ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é
possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11
689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega
(22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar
definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?
O Governo até pode ter
legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam
parte do Programa de Governo ou do acordo com a troika. O que não pode é mentir
descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se
nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e já estamos fartos destas
mentiras. E que tal mentiras novas?
Matosinhos
exige demissão de Miguel Relvas
13 Fevereiro 2012 | 13:23 Rui Neves -
ruineves@negocios.pt
Os 10 presidentes de Junta
de Freguesia do concelho de Matosinhos, que surgem unidos contra a reforma
administrativa proposta pelo Governo, vão esta tarde exigir a demissão do
ministro dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas.
“Estamos perante um retrocesso
na vida democrática portuguesa e o mínimo que se pode exigir é a demissão do
senhor ministro Miguel Relvas", afirma Pedro Sousa, presidente da Junta de
Freguesia de Leça da Palmeira o membro da Comissão Coordenadora do Movimento
Freguesias Sempre.
Esta exigência será
anunciada logo à tarde, nas instalações desta autarquia, numa conferência de
imprensa onde estarão presentes os 10 presidentes de Junta de Freguesia do
concelho de Matosinhos.
Na ocasião, Pedro Sousa vai
apresentar as conclusões dos pareceres elaborados pelo geógrafo Rio Fernandes e
pelo escritório de advogados Pinto Júnior Associados, que apontam “os
principais erros desta proposta de lei e as suas fragilidades”.
Esta conferência de imprensa
servirá também para dar nota dos resultados do encontro de hoje entre as duas
plataformas defensoras das freguesias: o “Movimento Freguesias Sempre” e um
outro denominado “Freguesias Sim”.
Com esta iniciativa, Pedro
Sousa pretende “galvanizar todos os autarcas e trabalhadores da Administração
Local para um grande encontro nacional”.
“Urge desencadear um amplo
protesto e, se necessário for, que haja uma nova Janeirinha", conclui o
autarca.
A Janeirinha foi o nome pelo
qual ficou conhecido o movimento contestatário que eclodiu a 1 de Janeiro de
1868, como protesto às leis que criavam o imposto de consumo e procediam à
reforma administrativa do território, que levou à queda do governo quatro dias
depois. Curiosidade: este acontecimento veio a dar origem ao título do jornal
diário “O Primeiro de Janeiro”.
“O dia 13 marcará o início
de uma nova fase da nossa luta contra o autismo deste Governo. Chegou a hora de
mobilizarmos o Pais contra esta reforma arbitrária, chantagista e aritmética”,
considera Pedro Sousa.
Miguel
Relvas afirma orgulho nos portugueses que foram para Moçambique
Por Agência Lusa, publicado em 19 Dez
2011 - 23:18
O Ministro dos Assuntos
Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou hoje o seu “orgulho” nos portugueses que
“em dificuldades” partiram para Moçambique e “agora estão a ter sucesso na construção
do país”, comentando as declarações do primeiro-ministro publicadas no domingo.
Em entrevista ao “Correio da
Manhã” publicada no domingo, Pedro Passos Coelho admitiu que os professores
portugueses podem olhar para o mercado da língua portuguesa, principalmente
para o Brasil e Angola, como uma alternativa ao desemprego que afecta a classe
em Portugal.
Instigado pelos jornalistas
a comentar estas declarações, Miguel Relvas disse que “as declarações do
primeiro-ministro são muito claras e objectivas”, criticando que “quem tem uma
visão conservadora e desadequada da realidade não consegue acompanhar aquele
que é o sinal dos tempos”.
O ministro dos Assuntos
Parlamentares confessou hoje um “grande orgulho” por ter visto, na sua última
viagem a Moçambique, “jovens portugueses com formação superior que estão a ter
sucesso na construção daquele país”.
Miguel Relvas afirmou que
“todos os dias se encontram homens e mulheres portugueses que tiveram
dificuldades perante as atuais circunstâncias de viver em Portugal e partiram
para outros países”.
O governante considerou que
estes emigrantes “são uma fonte de orgulho” e “demonstram que sempre que os
portugueses têm uma visão universalista têm sempre sucesso”.
Questionado sobre se estava
a sugerir a emigração para Moçambique, depois da sugestão feita por Passos
Coelho para o Brasil e para Angola, o ministro negou a sugestão e recusou-se a
prestar mais declarações aos jornalistas.
Miguel Relvas falava à
comunicação social no final das comemorações do 20.º aniversário da Área
Metropolitana de Lisboa, onde defendeu uma reforma administrativa sem
facilitismos.
“Todas as reformas à partida
são difíceis. Eu não acredito em reformas feitas com palmas. Não acredito. Uma
reforma feita com palmas é como uma lei aprovada na Assembleia da República por
unanimidade: dificilmente são cumpridas”, afirmou.
O ministro defendeu ainda
que reformas como a das autarquias “têm de ser feitas com dificuldade, e essas
dificuldades têm de ser vencidas pelas nossas convicções: a aposta num caminho
novo”.
O governante sublinhou que
“a reforma administrativa é um pilar fundamental das reformas estruturais que o
País tem de fazer”, elogiando o caso de Lisboa, que elaborou por sua iniciativa
um mapa de novas freguesias.
Miguel
Relvas: Portugal deve "olhar para outros mundos"
Na opinião do
ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, "nos últimos 20 anos
estivemos demasiado preocupados com a Europa".
15:38 Sábado, 7 de Janeiro
de 2012
Miguel Relvas lamenta que não haja emprego
para uma geração bem preparada
Mário Cruz/Lusa:
O ministro-adjunto e dos
Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu hoje que Portugal deve
"olhar para outros mundos" e menos para a Europa e valorizou a
existência de uma nova emigração protagonizada por uma "juventude bem
preparada".
"Se nós olharmos para a
nossa história, sabemos que sempre que nos encostaram ao oceano foram os
momentos de maior glória da nossa história", disse Miguel Relvas.
Na sua opinião, "a
verdade é que nos últimos 20 anos estivemos demasiado preocupados com a
Europa".
Ressalvando que os
portugueses "não devem deixar de olhar para a Europa", o
ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse que "Portugal é forte
quando olha para o mundo", acrescentando que "a vocação do Atlântico
Sul é a vocação da nossa história".
Para o governante, que
falava nos Paços do Concelho de Penela, vive-se "um tempo de incerteza em
Portugal como em toda a Europa" e o país "precisa necessariamente de
exportar e precisa de encontrar novos mercados".
Importa, no entanto, que
esses mercados não sejam "os que vivem hoje no mesmo mar de incertezas em
que nós nos encontramos", referindo que a situação de Espanha deve
preocupar Portugal.
Miguel Relvas recordou a sua
recente viagem a Moçambique e disse ter apreciado em Maputo, em contacto com
jovens licenciados portugueses que trabalham no país, a sua maneira de
"ver o mundo com outros olhos" e a sua "capacidade se
adaptarem" a novas realidades.
"Temos uma
adaptabilidade de tal forma que nos permite estarmos nas Américas, na Ásia ou
nas Áfricas como estamos no nosso continente ou no nosso país", afirmou.
"Está na hora e na
altura de sabermos aproveitar essa condição natural" dos portugueses, pois
"foi também por dificuldades que vivemos à época que nós fomos à vida, à
procura de outros mundos e de outros mercados", no século XV, disse.
Ao conversar com jovens
portugueses, em Maputo, "tive grande orgulho naquilo que vi e ouvi",
perante um "outro tipo de emigração", diferente da dos anos 60, com
destino à Europa.
"Investimos
numa geração e não lhe damos emprego"
"Esta é uma emigração
muito bem preparada. Nós investimos significativamente nos últimos 20 anos numa
geração e hoje não lhes damos aquilo de que eles precisam, que é o
emprego", referiu.
Em Moçambique, com aqueles
jovens, Miguel Relvas disse ter ficado "com a sensação de que pátria deles
é o momento onde estão, a circunstância em que estão".
O ministro visitou o Paços
do Concelho de Penela, no âmbito de um programa que incluiu visitas ao Centro
de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaud, ao SmARTES - Casa
das Indústrias Criativas e ao Penela Presépio, uma iniciativa que tira partido
das condições naturais e patrimoniais desta vila muralhada cuja fundação é
anterior à da nacionalidade.
Na visita esteve acompanhado
pelo secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa,
Paulo Júlio, que era o presidente da Câmara local antes de entrar para o
Governo, cargo em que foi substituído por António Alves.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/miguel-relvas-portugal-deve-olhar-para-outros-mundos=f698430#ixzz1mSA6ScBQ
Este ministro contratou um motorista
a ganhar qualquer coisa como 73.000 €/ano, o que dá um vencimento mensal
superior a 5.000 €. Portanto, este senhor não pode ser sério, esse vencimento
não corresponde ao valor que deve ser pago a quem exerce esta profissão.
Este senhor, assim como mais alguns
colegas de governo, dizem aos portugueses que devem emigrar. Não sei se é por
ele ser “retornado” que vem agora com esta filosofia ou se é alguma amargura
que lhe vai na alma pela independência das ex-colónias. Apenas sei, que a
emigração deve ser a última alternativa, pois deslocalizar parte da família não
será a melhor solução.
Hoje dia 15 de Fevereiro de 2012, o
governo vai alterar a mobilidade da “Função Pública”, isto quer dizer que um
funcionário que está na situação de “mobilidade”, a todo o momento pode ser
transferido para um concelho longe da residência para preencher uma vaga que
exista nessa localidade. Isto até poderia ser uma situação normal, se o governo
não pretendesse fazer isto à falsa fé, isto é, o trabalhador nem sequer será
questionado se pode ou não ir para o local A ou para o local B. O trabalhador
não se pode opor, caso contrário, poderá ser despedido com justa causa. Julgo
que será mais uma forma encapotada para despedir bastantes trabalhadores da
função pública que se encontram na “mobilidade”.
Todos os dias ao ler os jornais,
aparecem cada vez mais notícias de pessoas que abandonaram os seus tratamentos
nos hospitais por falta de dinheiro para pagarem o transporte. Os idosos com
“pensões de reforma” bastante baixas, são as principais pessoas que abandonam
os tratamentos. Para esta situação o governo diz que não tem dinheiro, que tem
de haver racionalização nos gastos do dinheiro público, mas ao mesmo tempo o senhor
Ministro-adjunto gasta sem mais nem para quê 12.000 € em 100 livros com o
programa do governo e os primeiros 100 dias de governação. Até parece que é
para haver regozijo desta forma de governar!
Todos os dias somos confrontados com
notícias de idosos que aparecem mortos sozinhos em casa. Aliás, desde o início
do ano que apareceram mortas bastantes pessoas, umas morrem em casa, outras
suicidam-se atirando-se para a linha do comboio, ao rio, etc. Isto acontece
devido ao aumento do custo de vida que cada vez é mais caro, não havendo
rendimento, na classe média e média baixa, para aguentar esta situação.
Este governo tem ministros que
seguem uma política que é para destruir tudo aquilo que foi conseguido pela
população ao longo de anos. Este é um governo completamente “liberal” para não
dizer ultraliberal, pois parece ter alguma felicidade na austeridade imposta,
pois todos dizem que querem ir mais longe que o programa negociado com a troika. Ora quem pretende ir mais longe
que o que foi negociado com a CE e o FMI, então só se pode entender que
realmente são pessoas que gostam de ver sofrer o seu próprio povo.
Votação
ultrapassou o número de deputados de PSD e CDS, pelo que teve apoio de outros
partidos.
Diz ser a maior honra da sua
vida.
A deputada do PSD Assunção
Esteves é a nova presidente da Assembleia da República. Depois do problema com
Nobre na segunda-feira, os sociais-democratas conseguiram encontrar uma solução
de consenso.
Assunção Esteves conseguiu
reunir 186 deputados, pelo que conseguiu cativar votos para além das bancadas
do PSD e do CDS. Os dois partidos juntos somam 132 deputados. Em 229 votos
(Manuel Pizarro não esteve presente), registaram-se ainda 41 votos brancos e
dois nulos.
A divulgação dos resultados,
bem como a restante sessão já teve presente na bancada do Governo o novo
ministro-adjunto dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
«A
maior honra»
No primeiro discurso como
presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves diz ser «a maior honra
da carreira», aproveitando para dedicar «este momento de orgulho a todas as
mulheres». Agradecendo ao PSD, avisou que a nova função é «por natureza não
partidária».
Mais à frente, e na
sequência dos elogios vindos de todas as bancadas, acrescentou que está neste
lugar com «espírito de missão e alegria cristã», frisando que «a política é um
exercício de virtude».
Assunção Esteves, de 54
anos, foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de juíza no Tribunal
Constitucional, onde esteve entre 1989 e 1998, e também a única eurodeputada
eleita para o Parlamento Europeu nas eleições de 2004, pela lista de coligação
Força Portugal (PSD/CDS-PP).
Licenciada em Direito pela
Faculdade de Direito de Lisboa, onde também fez um mestrado em ciências
jurídico-políticas, Assunção Esteves foi eleita deputada pelo círculo de Vila
Real, em 1987, na primeira maioria absoluta liderada por Cavaco Silva.
Entre 1989 e 1998, Maria
Assunção Andrade Esteves, nascida em Valpaços a 15 de Outubro de 1956, foi juíza
do Tribunal
Constitucional, escolhida
pela Assembleia da República.
Em 2002, voltou ao
Parlamento, durante a vigência do governo liderado por Durão Barroso, tendo
assumido nessa legislatura a presidência da Comissão Parlamentar de Assuntos
Constitucionais, Direitos,
Liberdades e Garantias. Em 2004, deixou as funções de deputada para assumir as
de eurodeputada, que manteve até 2009.
No PSD, integrou o conselho
de jurisdição nacional (1998-1999), foi membro da comissão política nacional
(1999-2000) e vice-presidente (2006-2007), durante a liderança de Marques
Mendes.
Assunção Esteves foi uma das
apoiantes de Pedro Passos Coelho quando o actual primeiro-ministro se
candidatou pela primeira vez à liderança do PSD, nas quais foi derrotado por
Manuela Ferreira Leite.
Em Março de 2010, quando o
novo primeiro-ministro venceu as eleições para a presidência do partido,
considerou que a sua vitória seria o ponto de partida «para um novo tempo
político» e dirigiu-se a Passos Coelho como depositário de uma imensa esperança
dos militantes».
Nas últimas legislativas foi
eleita pelo círculo de Lisboa, tendo ocupado o sexto lugar na lista de
candidatos «laranja».
Assunção Esteves, que
preside à mesa da Assembleia distrital do PSD de Lisboa, tem publicado vários
trabalhos técnicos relacionados com a sua área de formação académica e o livro
«A Constitucionalidade do Direito à Resistência». É assistente de direito
público na faculdade de Direito de Lisboa.
O nome de Assunção Esteves,
que se tornará na segunda figura do Estado, foi proposto pelo PSD depois de o
independente Fernando Nobre, eleito.
Nas listas do PSD, ter
falhado por duas vezes a eleição (não obtendo os necessários 116 votos
favoráveis) na primeira sessão plenária, que decorreu segunda-feira.
A Presidente da
Assembleia da República reformou-se aos 42 anos por se sentir muito cansada.
(Basta ver a cara da senhora com 54 anos, para se ver que está realmente muito
cansada?!. De fazer o quê? Eu diria que rejuvenesceu, pelo aspecto.) No
entanto, desde essa data tem mantido uma vida bastante activa politicamente,
pelo que o cansaço foi apenas um pretexto para mais uma reforma política e que
é normal entre a classe que nos governa. Estas mordomias deveriam terminar, mas
como terão de ser os deputados a legislar, já sabemos que isso nunca
acontecerá. Muitas destas regalias foram implementadas no tempo em que Cavaco
Silva era Primeiro-ministro e foi aí que começou o despudor por parte dos
políticos. Daí para cá, foi ver quem mais “tachos” arranja e quem é mais
corrupto.
O ministro da Saúde, Paulo Macedo,
sublinhou hoje que mais de seis milhões de utentes vão ficar isentos do
pagamento das taxas moderadoras, considerando que existe um aumento no acesso à
saúde com as alterações introduzidas.
«Temos mais de seis milhões
de pessoa isentas, nós aumentámos o acesso à saúde através das taxas
moderadoras. O que fizemos foi que quem pode pagar vai pagar mais, pelo
contrário, há uma maior isenção para quem tem menos posses», afirmou Paulo
Macedo, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião no Parlamento
com os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP.
Questionado se os deputados
compreenderam os aumentos que vão ser introduzidos nas taxas moderadoras, o
ministro da Saúde notou que antes de falar de aumentos de 100 por cento «vale a
pena primeiro explicar tudo».
«Estamos a falar de que o
financiamento da despesa de saúde vai passar de um por cento para dois com
taxas moderadoras», disse.
Por outro lado, continuou o
titular da pasta da Saúde, é importante ter presente que uma ida às urgências
apenas ocorre uma ou duas vezes num ano.
«É totalmente diferente um
aumento desta magnitude numa urgência hospitalar, que é algo extraordinário, do
que algo que é uma despesa, que se tem que fazer no dia-a-dia», assinalou,
garantindo que o Governo está «muito tranquilo» com a decisão de aumentar as
taxas moderadoras.
Ainda relativamente às
isenções, o ministro da Saúde garantiu que um utente que recorra às urgências
«referenciado dos cuidados primários está isento», assim como os utentes que
fiquem internados.
«Ninguém deixa de ser
atendido por não ter fundos», garantiu ainda.
Quanto à forma como será
feita a prova de condição económica, Paulo Macedo adiantou que existirá uma
ligação directa dos serviços hospitalares com a Direcção-Geral dos Impostos.
Na segunda-feira, no
programa da RTP, Prós e Contras, o ministro da Saúde anunciou que a partir de
Janeiro de 2012, as consultas nos centros de saúde passam de 2,25 euros para 5
euros, enquanto nas urgências hospitalares a taxa moderadora passa de 9,60
euros para 20 euros.
Fonte: Lusa / SOL
Tags: Saúde, Taxas Moderadoras, Paulo
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Isenção de taxas moderadoras
para deficientes das Forças Armadas é 'da mais elementar justiça'
Este
é outro problema com que as pessoas se deparam hoje em dia. Antes de este
governo tomar posse, os reformados tinham isenção de taxas moderadoras, assim
como os bombeiros, dadores de sangue. Hoje os pensionistas só estão isentos os
que aufiram menos que o ordenado mínimo e só nos cuidados de saúde primários,
os bombeiros e os dadores de sangue, também só têm isenção nos cuidados de
saúde primários, pelo que tem havido boicote nas dádivas regulares de sangue e
no passado fim-de-semana estavam em risco os stocks mínimos.
A
Juntar a este problema houve o corte no pagamento de transporte dos doentes
oncológicos, que têm de se deslocar aos hospitais e Oncologias do país,
periodicamente para tratamentos. Como consequência imediata desta situação, é a
falta dos doentes aos tratamentos.
Na
guerra de números entre sindicatos e governo, existe sempre diferenças brutais
nas contas. O governo diz que as isenções nas taxas moderadoras ultrapassam os
seis milhões de habitantes, isso não é verdade, pois só os reformados que
ganhem menos que o salário mínimo e que vivam sós é que estão isentos. Um casal
de idosos em que um ganhe 400 € e outro ganhe 600 € e ambos reformados, têm de
pagar taxas moderadoras, porque juntos recebem mais de dois ordenados mínimos. Daí
que a demagogia deste governo é qualquer coisa de fenomenal nos governos do
após 25 de Abril de 1974.
Seguro
volta a acusar Governo de "partidarizar" o Estado e não acredita em
80% de reconduções
Publicado às 13.05 de 17 de
Fevereiro de 2012, no JN
O líder do PS, António José
Seguro, voltou hoje a acusar o Governo de "partidarizar" a
administração do Estado e de ter feito 2421 nomeações e disse não ser verdade
que tenha havido 80% de reconduções.
Na primeira intervenção da
oposição após o discurso do primeiro-ministro, que abordou as reformas na
administração central e no sector empresarial do Estado, o secretário-geral
socialista ironizou: "Bonitas palavras, mas a realidade desmente-o".
Aos "sinais de
desgovernamentalização" apontados pelo Governo, Seguro ripostou com
"factos de partidarização" e afirmou que o actual Governo PSD/CDS-PP
já fez 1138 nomeações para cargos dirigentes, 803 para gabinetes e 480 para de
grupos de trabalho.
"Um total, de 2421
nomeações" resumiu, usando ainda a capa de hoje do JN para sustentar a sua
intervenção.
"Guerra entre PSD e CDS
pela liderança do Hospital do Baixo Vouga, este facto desmente todas as
palavras, uma por uma, que o senhor acabou aqui de dizer", considerou o
socialista.
Por seu lado, Passos Coelho
respondeu a Seguro no mesmo tom irónico, afirmando que "a tentação de
seguir a agenda mediática é realmente muito forte" e considerou que acusar
o actual Governo de partidarização "dá vontade de rir".
"Eu sei que o anterior
líder do PS defendia as nomeações políticas, não sei é se é essa a opinião do
senhor deputado ou não", continuou o primeiro-ministro, frisando que o
Governo alterou a lei das nomeações e que esta "vai ser executada".
Passos reiterou ainda que
este Governo "reconduziu cerca de 80 por cento daqueles que já estavam em
funções".
O líder do PS contestou:
"Não é verdade que os senhores tenham reconduzido 80 por cento, o que
aconteceu é que esses ainda não foram substituídos".
"Faça um favor à
verdade, não volte a insistir no que não é verdade", acrescentou.
Perante esta afirmação,
Passos disse não se querer "alongar explicações sobre nomeações porque
elas são por demais evidentes".
"Qualquer trabalho
minimamente sério pode comprovar o que disse, não é por repetir mil vezes que a
realidade será diferente", reforçou.
Durante o debate, António
José Seguro referiu-se ainda às mudanças na mobilidade laboral para criticar o
Governo.
"Eu sei bem qual é a
sua política para a função pública, foi aliás muito bem explicada pelo CDS.
Quem está mal que se mude, é a mobilidade para o desemprego", afirmou o
socialista.
Já o primeiro-ministro
assinalou que esta é "matéria prevista no memorando de entendimento"
e voltou a usar da ironia.
"Claro, nós já nos
vamos habituando a que o PS, para cada medida que está lá, diga que concorda
genericamente porque assinou o memorando, mas que discorda das medidas do
Governo para a concretizar", afirmou.
Esta
situação das nomeações já foi comentada em páginas anteriores, mas diariamente
aparece mais uma notícia de uma ou outra nomeação. Para quem fala
constantemente em reformas efectivas e eficazes para a nossa economia, continua
a ser mais do mesmo, isto é, demagogia e mais demagogia, mas no fundo tudo fica
na mesma. (Mudam as moscas mas a merda é a mesma).
Sempre
que existe diálogo entre o governo e a oposição, vem sempre a citação ao
“memorando da troika”.
Cavaco Silva cancela visita a escola devido a protesto de alunos
O presidente da República
cancelou a visita à Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, por
alegada falta de segurança no local, marcado por um protesto dos estudantes.
Fonte da presidência diz que cancelamento se deveu a "um impedimento"
O cancelamento da visita do
Presidente da República, Cavaco Silva, à escola António Arroio, em Lisboa,
"deve-se a um impedimento que impossibilitou a sua realização", disse
à agência Lusa fonte de Belém, sem adiantar pormenores.
A mesma fonte acrescentou
ainda que foi acertado que a visita, com início previsto para as 10.30 horas,
iria realizar-se apenas com a presença do secretário de Estado do Ensino e
Administração Escolar, João Casanova de Almeida.
Os alunos queixam-se de
"falta de condições" Escola Secundária Artística António Arroio, que
tem cerca de 1200 alunos. Os estudantes exibiram cartazes com dizeres como
"Falta de impressoras" ou "Sem Refeições".
Esta não é a primeira vez
que os alunos aproveitam a visita de uma figura pública para se manifestarem.
Em 2009, José Sócrates, então primeiro-ministro, recebeu uma grande vaia quando
foi apresentar as obras de requalificação da escola.
As obras, que decorrem
actualmente na escola, são uma das razões do protesto dos alunos, que se
queixam, ainda, da falta de um refeitório. Uma queixa também referida pela
Associação de Pais, que entregou um documento aos jornalistas.
Interpelado pela comunicação
social enquanto visitava a escola, o secretário de Estado desvalorizou a
ausência de Cavaco Silva, considerando que por certo o Presidente da República
"terá uma razão de fundo" para não se ter deslocado à escola.
"Só pode ter sido um
imponderável, não vamos entrar em qualquer tipo de especulação", disse
João Casanova.
Questionado se esse
"imponderável" poderá estar relacionado com a concentração de alunos
que aguardava a chegada de Cavaco Silva, João Casanova pediu para "não se
especular sobre nada", referindo não ter tido "oportunidade de
observar qualquer a manifestação".
O secretário de Estado
admitiu, contudo, que "é normal que a juventude se insurja sobre
determinadas medidas", prometendo "a seu tempo" ver o que se
passa.
Entretanto, à medida que
João Casanova visitava a escola, sempre acompanhado pelo director da escola e
pela assessora para a área da Educação do Presidente da República, Susana
Toscano, alguns dos alunos que estavam pelo menos desde as 10:00 concentrados
junto ao portão começaram a entrar para os corredores.
"Governo fascista é a
morte do artista" era uma das frases gritadas pelos alunos, que no final
confessaram a desilusão pelo cancelamento da visita do Presidente da República.
Fonte
JN de 17 de Fevereiro de 2012
Esta
manifestação pelos estudantes está relacionada com o corte do desconto nos
“passes de estudante”, falta de condições na escola e das refeições escolares.
Neste
caso temos mais uma vez a situação de se olhar para o país como se olha para a
contabilidade de uma empresa, se dá prejuízo é para fazer cortes profundos. Não
se colocam professores, aumentam-se o número de alunos por turma e dá-se
trabalho aos amigos e correligionários do partido e os restantes professores
vão para o desemprego.
País gasta 46 mil euros por
aluno dos 6 aos 15 anos
Portugal gasta cerca de 46
mil euros com a educação de um aluno dos seis aos 15 anos de idade, segundo um
relatório da OCDE divulgado, esta quinta-feira, com dados do PISA de 2009,
programa internacional de avaliação de alunos.
No topo da tabela de investimento está o
Luxemburgo, com quase 123.200 euros, no entanto, com um nível de aproveitamento
inferior na aprendizagem de Matemática e Ciência.
Portugal atinge quase 500
pontos na tabela de literacia, enquanto o Luxemburgo se fica pelos 475 pontos.
Os melhores resultados
escolares são obtidos por Xangai-China - acima dos 550 pontos - e um
investimento pouco superior a 40 mil euros no percurso escolar em análise.
O relatório diz que a
riqueza nacional ou maiores investimentos em educação não garantem uma melhor
prestação.
"Entre as economias
desenvolvidas, o montante gasto em educação é menos importante do que a forma
como esses recursos são usados", lê-se no texto.
Os autores exemplificam que
países que gastam mais de 100 mil dólares por estudante dos seis aos 15 anos,
como o Luxemburgo, a Noruega, a Suíça e os Estados Unidos da América,
demonstram níveis de desempenho similares a países que gastam menos de metade
desse montante por estudante, como a Estónia, a Hungria e a Polónia.
A principal conclusão é que
o dinheiro por si só "não pode comprar um bom sistema de educação".
Os sistemas escolares de
sucesso, nestas economias, tendem a privilegiar a qualidade dos professores
sobre o tamanho das turmas.
"Ao nível dos países, o
PISA descobriu que o tamanho das turmas não está relacionado com os sistemas
escolares mais bem posicionados", dizem os relatores.
Os sistemas com melhores
prestações no PISA "acreditam que todos os estudantes podem alcançar"
resultados e dão-lhes a oportunidade para lá chegar, destaca-se no documento.
O relatório diz ainda que,
de um modo geral, os países com um bom comportamento no PISA atraem os melhores
alunos para a profissão docente, oferecendo-lhes bons salários e reconhecimento
profissional.
Os países que investem em
salários mais elevados para os professores tendem a ter classes maiores.
Fonte:
JN de 17 de Fevereiro de 2012
Temos muitos professores que estão a
dar aulas, não por vocação, mas porque na altura em que terminaram o curso era
o emprego mais fácil de arranjar e com menos trabalho. Quando se é professor
por vocação, então as coisas mudam, pois aí o professor trabalha bastante mais,
porque em casa já está a preparar as aulas do dia seguinte e se algum aluno
está a ficar para trás, tenta fazer com que esse alune recupere a fim de ficar
em linha com os restantes. Também existem professores que já estão cansados de
passarem anos e anos de trabalho e começam a não ter paciência para aturar
adolescentes, pelo que não são bons professores. A juntar a isto, existe ainda
o caso da indisciplina nas escolas, porque retiraram autoridade aos professores
e os alunos fazem praticamente tudo que querem.
Ministro da Educação
Mais um tecnocrata e gestor de
empresas, independentemente de ter dados aulas no ensino secundário e na
faculdade em Lisboa. Daí os despedimentos de muitos professores, o encerramento
de muitas escolas e os alunos a terem de percorrer alguns quilómetros para irem
à escola. Não existe transporte escolar para todos, com os cortes nos
orçamentos camarários. Este cenário é para todo o país. Daí que daqui a uns
anos vamos passar a ter mais analfabetos e a iliteracia vai voltar a aumentar
em Portugal, mas como estamos a voltar ao tempo do “Estado Novo”, pelo menos a
política começa a ser parecida, só falta transformar o SIS em PIDE/DGS.
Indicadores
do desemprego são "aflitivos" e de "gravidade extrema"
Publicado às 21.55 do dia 17
de Fevereiro de 2012 pelo JN
O economista João Ferreira
do Amaral e o antigo ministro das Finanças José Silva Lopes avaliaram esta
sexta-feira os recentes indicadores do desemprego em Portugal como
"aflitivos" e de "uma gravidade extrema".
Os dois responsáveis falavam
à margem da conferência "Sim ou não ao Tratado Intergovernamental?",
realizada esta sexta-feira na Faculdade de Direito de Lisboa.
Para Ferreira do Amaral, os
níveis de desemprego alcançados em Portugal são de "uma gravidade
extrema", acreditando que durante 2012 irão aumentar.
"Evidentemente quando
há uma recessão, o desemprego aumenta, não só porque não se criam novos postos
de trabalho, porque se perdem muitos. Este ano vai aumentar mais, porque a recessão
vai ser mais profunda", afirmou o economista, em declarações aos
jornalistas.
O professor catedrático
destacou especialmente o desemprego ao nível dos mais jovens. "É condenar
toda uma geração a não ter perspectivas de futuro", sublinhou.
A taxa de desemprego
disparou no quarto trimestre para os 14%, face aos 12,4% observados no
trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil,
divulgou na quinta-feira o INE.
De acordo com os mesmos
valores, a taxa de desemprego dos 15 aos 24 anos atingia os 35,4% no final de
2011.
O também economista e
ex-ministro das Finanças Silva Lopes também acredita que o desemprego irá
aumentar. "É aflitivo e tenderá a crescer. A Grécia já vai em 20%",
disse o economista, recordando as dificuldades sentidas pelo Estado helénico
para ultrapassar as medidas impostas pela 'troika' (Banco Central Europeu,
Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).
"Sou a favor da
disciplina orçamental e de ajustamento, e um país como o nosso não pode escapar
a estas medidas, mas (...) há limites para tudo e esses limites no caso da
Grécia não estão a ser observados e no caso de Portugal, por enquanto talvez
ainda, mas não tenho a certeza que não venhamos a precisar de apoios
complementares para que isso não suceda. Se entramos no caminho da Grécia, é a
destruição do país", referiu Silva Lopes.
Sobre a terceira avaliação
da 'troika' ao programa de ajuda a Portugal, a decorrer, e a atribuição de uma
nova tranche, João Ferreira do Amaral acredita que Portugal irá cumprir os
objectivos e assegurar o financiamento, mas defende que o Estado português
devia começar a negociar a flexibilidade do programa.
"Portugal deve cumprir
os objectivos da 'troika', justamente para assegurar o financiamento, mas ao
mesmo tempo, na medida em que esse cumprimento seja visível, deve também
começar a negociar uma flexibilização de prazos e de intensidade",
concluiu.
Silva Lopes também espera
que avaliação da 'troika' decorra de forma positiva, "sem surpresas",
recordando o caso da Madeira.
Sobre as futuras avaliações,
o antigo ministro mostrou-se mais apreensivo. "Estou para ver o acontece
nas outras a seguir", disse ainda aos jornalistas.
A
situação começa a ser tão grave, que os economistas deste país começam a ter
grandes dúvidas se o caminho que está a ser seguido pelos governantes, não nos
levem para um buraco sem retorno. Na verdade é que sem haver crescimento da
economia, não conseguimos pagar os juros que nos cobram nos empréstimos que
obtemos. Isto é a pescadinha de rabo na boca, estamos a dar a volta
constantemente, isto é, voltamos constantemente ao princípio e não conseguimos
ver luz ao fundo do túnel. Sem crescimento não aumentam os postos de trabalho,
sem trabalho não há crescimento.
Neste momento temos cá a troika para mais uma avaliação do
programa negociado, mas sempre que esses senhores aparecem por cá, querem
renegociar mais algumas coisas que atrofiam ainda mais a economia ou as bolsas
dos portugueses. O que seria importante era o governo negociar mais tempo para
o pagamento da dívida e atenuar a austeridade e a partir daí, sim poderíamos
ter crescimento, logo aumento de postos de trabalho.
Diariamente
somos confrontados com notícias que se não fossem tão penalizadoras para todos
nós, até daria vontade de rir, pois ontem dia 21 de Fevereiro de 2012, veio uma
notícia no jornal Público a dizer que os portugueses iriam receber menos no fim
deste mês de ordenado, devido ao aumento da retenção na fonte de mais 2% de
IRS. Isto porque acabaram algumas deduções aos benefícios fiscais para 2012 e
para que os contribuintes não tenham de ter de pagar mais aquando do acerto de
contas em Março de 2013.
Com
esta notícia, postei no Facebook o
seguinte:
Se
bem me lembro, (assim começava Vitorino Nemésio) as suas conversas televisivas,
mas o que pretendo dizer é o seguinte:
O
senhor Passos Coelho como líder da oposição fez pressão sobre o governo
Sócrates, para que este não retirasse benefícios fiscais aos contribuintes,
isto para que o Sócrates visse o orçamento passar na Assembleia da República.
Hoje que o senhor Coelho tem maioria no parlamento e está-se nas tintas para os
portugueses. Retirou uma quantidade de benefícios fiscais e todos nós vamos
sentir no bolso esses cortes!
E
esta é a realidade portuguesa, austeridade, aumento de impostos directos e
indirectos, aumentos de transportes, aumentos da electricidade, enfim, tudo
aumenta menos os ordenados e pensões. Nos benefícios fiscais cortados pelo
governo, encontram-se as despesas da educação, os PPR e as despesas com a saúde
serão mais limitadas. No entanto, o orçamento de 2011 só foi aprovado porque
Passos Coelho exigiu ao José Sócrates que mantivesse esses benefícios fiscais.
Como as coisas mudam quando se está na oposição e depois quando se é governo.
Isto passa-se com todos os membros do governo, assim como com os deputados, que
passam a ter a mesma filosofia quando fazem parte da panela.
Os
correligionários do partido do governo defendem todas estas medidas, dizendo
que nos armários dos ministérios só lá estavam esqueletos, querem dizer que o
governo anterior comeu a carne toda e só deixou ossos para o actual governo.
Estas lamentações também são cíclicas, porque sempre que muda o governo as
queixas são semelhantes. Ontem foi a vez de António Capucho vir em defesa da
sua “dama”, com a história dos esqueletos deixados pelo governo de Sócrates e
para as suas declarações deixo estas palavras:
(O
senhor Capucho tem muita graça, não foi só o PS que fez o acordo com a troika, o PSD e o CDS também lá
estiveram a negociar. Já é tempo de deixarem de ser “piegas” e começarem
assumir o memorando como co negociadores, pois esta é a verdade. Além disso,
este governo desde que tomou posse, disse sempre que queria ir para além do
acordo com a troika, por isso, a
questão da política liberal é por ideologia própria do governo! Aliás, este
Primeiro-ministro é demasiado “Salazarento”, talvez por não ter vivido grande
tempo durante o “Estado Novo”, era um puto de 6 anos quando o Salazar morreu,
porque se eventualmente tivesse vivido com a política da “rolha”, talvez
pensasse de outra forma. Ou talvez não, se calhar até é por isso que quer ser o
seguidor de Salazar.)
Hoje
começamos a ver que os governantes se queixam da perda de receitas com os
impostos, só no mês de Janeiro, perderam qualquer coisa como 9% em relação ao
mesmo mês do ano passado. É muito dinheiro!
Já
não venho aqui fazer comentários há um tempinho, (12-03-2012) e entretanto
houve algumas novidades políticas, alguns disparates.
O
Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças tinham dito que os cortes salariais
eram para todos os funcionários públicos, assim como para todas as empresas do
Estado. Até aqui, estaria tudo certo, desde que o senhor Ministro das Finanças
não viesse dar o dito por não dito e fizesse uma excepção para a TAP, pois esta
empresa tinha um pré-aviso de greve de 24 dias se não fosse revista a situação
de cortes salariais. Resultado, houve uma excepção e a TAP não fica no rol dos
funcionários públicos e das empresas do Estado que terão efectivamente um
decréscimo salarial de 5%. Logo a seguir foi feita mais uma excepção, desta vez
para a CGD e agora vamos esperar para ver quem segue para aumentar a lista.
Entretanto,
também houve uma situação muito caricata que deu e continua a dar muito que
falar, que é o seguinte:
No
passado ano, o governo resolveu interromper a suspensão de pagamento de
portagens durante o mês de Agosto como era habitual, na ponte 25 de Abril.
Devido à situação de crise financeira que o país atravessa, até se aceita isso.
Mas o interessante desta situação, é que as Estradas de Portugal, empresa
pública que gere as portagens e estradas de todo o país, descontaram as
portagens que a Lusoponte recebeu durante o mês de Agosto de 2011, com a
passagem de veículos na Ponte 25 de Abril, no montante de 4,4 milhões de euros,
no seu pagamento de compensações no mês de Outubro, tendo o Secretário de
Estado, ordenado à EP que efectuassem o pagamento das ditas portagens. Isto
acabou por dar polémica, pois soube-se no princípio deste mês o que se estava a
passar, isto é, da EP ter retido e acertado contas das ditas portagens
cobradas, mas o Secretário de Estado mandou a EP pagar as portagens, originando
um duplo pagamento, pois com isso a Lusoponte cobrou portagens que no contrato
não constavam e as compensações por não haver recebimento de portagens em
Agosto. Quer isto dizer que o erário público pagou a dobrar ao amigo Ferreira
do Amaral, administrador da Lusoponte.
Esta
situação deveria ter dado a demissão do Secretário de Estado, pois não zelou
pelos interesses do país, mas sim pelos interesses da empresa privada
Lusoponte. No entanto, o Ministro Miguel Relvas, neste fim-de-semana, veio
dizer que a administração da EP iria ser demitida. Portanto, chego à conclusão
que o senhor Ministro Miguel Relvas pretendia era que a Lusoponte recebesse a
mais os 4,4 milhões de euros e que ficasse tudo caladinho e as EP não
divulgassem o que se estava a passar.
Também
no início deste mês soubemos da morte de mais de 6.000 pessoas,
maioritariamente idosas que faleceram em Portugal. Nos noticiários são
comentados alguns casos de pessoas que deixaram de comprar medicamentos por
falta de dinheiro, outras pessoas deixaram de ter aquecedores ligados na casa,
devido ao elevado custo da electricidade. Portanto, o resultado dessas mortes
está de certa forma relacionado com a austeridade, pois não existe dinheiro nos
orçamentos familiares que chegue a fim de as famílias continuarem a gastar
electricidade com aquecimento das casas e com medicamentos que são necessários
para manterem o mínimo de saúde das pessoas idosas do agregado familiar.
Cada
vez se nota mais a falta de equidade nos sacrifícios pedidos aos portugueses,
desde das excepções que começam a vir ao de cima nos cortes salariais, alegando
que são excepções e que se mantem o corte salarial nessas empresas, mas de
forma diferente, o que não dá para compreender, pois se um trabalhador ganha X,
terá de ter um desconto de 5% sobre esse valor. A questão na minha óptica é
outra, se a empresa como por exemplo a TAP, declara 24 dias de greve, podemos
estar a dizer que o prejuízo será de tal ordem que se pode encerrar a TAP logo
de seguida. Mas como se quer privatizar a TAP, então abre-se uma excepção, para
que os potenciais compradores possam ser beneficiados na alienação da TAP.
Esta
semana a UE, disse que Portugal não pode vender o BPN nas condições que está a
negociar com o BIC, o que está em causa é um empréstimo de 300.000.000,00 € a
juro 0%. A UE exige que o juro a cobrar seja de 3% no mínimo para que o negócio
se faça, caso contrário é anulada a venda do BPN. Ora esse juro dá um montante
de 27 milhões de euros nos três anos do empréstimo, se o BIC se propõe pagar 38
milhões de euros, quer dizer que o Governo de Portugal, além do dinheiro que já
injectou no BPN, mais de 5.000.000.000,00 €, ainda iria perdoar juros no valor
de 27 milhões e receberia pelo BPN apenas 38 milhões, que no fundo seria
exactamente 11 milhões, pois 38-27=11, esta são as contas que se têm de fazer.
Agora foi solicitado pelo PS uma comissão de inquérito na AR para se debater o
caso BPN, vamos ver o que dá.
Hoje
14 de Março de 2012, vem nas notícias dos jornais a diferente forma de o
Governo tratar as grandes empresas e o povo em geral. Quero dizer com isto o
seguinte:
As
produtoras de electricidade deste país, cobram taxas aos consumidores,
referente às rendas que pagam pela instalação de parques eólicos, construções
de barragens, centrais eléctricas, etc. Esse montante cobrado em taxas aos
consumidores, representam milhões de euros anuais que as produtoras recebem, a
maior fatia vai para a EDP. No memorando da troika
está previsto acabar com esta situação que dá uma margem de lucro substancial
às produtoras de electricidade. O Secretário de Estado da Energia, demitiu-se
por ter sido impedido de levar a bom termo a imposição do memorando da troika, isto é, acabar com o
financiamento das rendas às produtoras de energia. Foi substituído no cargo por
um administrador da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), o que
dá a ideia de alguma promiscuidade entre a ERSE e as produtoras de
energia.
O
Ministro das Finanças e o Secretario de Estado Carlos Moedas, estão unidos para
favorecer os grandes grupos económicos como a EDP, nem que para isso tenham de
ir contra o memorando da troika. No
entanto, no Jornal Económico de hoje, vem uma notícia que a troika poderá bloquear a quarta tranche
do empréstimo a Portugal se não for cortadas as rendas às produtoras
energéticas a operar em Portugal.
Estas
coisas nunca são feitas sem haver conversações de bastidores com as entidades
interessadas no negócio, até porque na semana passada o administrador da EDP
António Mexia, numa entrevista na RTP 1, disse que em Portugal a energia é mais
barata que em Espanha e que a média dos países da Europa. Não ponho isso em
causa, até porque os salários são bastante mais altos em Espanha que em
Portugal, basta começar pelo ordenado mínimo, que em Portugal é de 485,00 € e
em Espanha é de 641,40 € e que este ano deverá subir entre 1,5% e 2,5%. Já no
resto da Europa terão salários ainda mais altos. Só o senhor António Mexia é
que tem um salário superior à média europeia para as mesmas funções. Talvez por
isso nos queira colocar a todos os portugueses na mesma bitola, quando não é o
caso.
É
muito fácil cortar salários aos funcionários públicos e pensionistas, porque
estes não têm meios de fazer pressão sobre o Governo, os sectores mais fortes
como a TAP ou a CGD, conseguem ter essa força para imporem ao Governo excepções
nesses cortes.
26/03/2012
Para aqueles que acreditam em tudo o
que este Governo diz, devem estar atentos ao que se passa efectivamente no
país.
Todos
nós estamos a sofrer com a austeridade, uns mais que outros, pois a equidade na
austeridade não existe.
Para
algumas empresas deste país a situação não podia ser melhor, apresentam lucros
fabulosos, alegando que a maior fatia foi conseguida no estrangeiro, mas isso
não invalida de estarem a roubar todos os portugueses e as empresas
portuguesas. Estou a falar de EDP, em que todos pagamos nas facturas as ditas
rendas que a troika já mandou acabar
com isso, mas que o Governo de Passos Coelho, é demasiado lesto a adicionar
medidas “punitivas” para todos nós, mas demasiado lento nas medidas impostas
pela troika sobre as empresas que
geram demasiados lucros anuais, como é o caso da EDP.
Este
Governo toma medidas impopulares e para saírem dos gabinetes têm de andar com
mais de uma dúzia de guarda-costas para evitarem algum contra tempo menos bom.
No entanto, somos todos nós que estamos a pagar esses guarda-costas e que
porventura não ficará barato.
Ainda
ontem no discurso de encerramento do Congresso do PSD, o Primeiro-Ministro,
disse que devemos seguir o exemplo da Alemanha, parece-me que a Alemanha não é
exemplo para ninguém, pois quando precisou de auxílio da CE, aquando da
unificação, cá estávamos todos para comprar produtos alemães a fim de ajudar.
Agora que estão três países europeus a necessitar de ajuda financeira, os
Bancos alemães ajudam para ganhar dinheiro como nunca ganharam. Portanto, o senhor
Passos Coelho que não venha com subserviência à Alemanha!
É
preciso o Ministro das Finanças Alemão falar do desemprego em Portugal que é
demasiado elevado e que pode gerar conflitos nas ruas. Este Governo não vê que
as medidas tomadas para além do memorando da troika será inevitavelmente um motivo de descontentamento popular e
que pode levar a actos semelhantes aos que vimos recentemente na Grécia. Basta
ver o que se passou a semana passada na baixa de Lisboa, próximo do Largo
Camões, em que a polícia bateu e destruiu a explanada de um café, bateu a de
forma a lembrar o tempo de Salazar, em que a polícia de choque não olhava em
quem batia. Isto revolta o mais pacato dos cidadãos!
A
demissão do Secretário de estado da Energia, ainda não foi explicada pelo
Governo, alegando que a saída do Secretário de Estado tem a ver com razões
pessoais e familiares. No entanto, a verdade há-de vir ao cimo como azeite em
água, é tudo uma questão de tempo. Para já só sabemos que foi uma batalha
travada com a EDP e que o Secretário de estado acabou por ser o elo mais fraco
e que em vez de ter a solidariedade do Governo, nomeadamente do
Primeiro-ministro, acabou por ser demitido. Isto é o que sabemos até ao
momento.
Portanto,
todas as promessas feitas por este Primeiro-ministro durante a campanha
eleitoral, esfumaram-se em menos de um ano de governação e apesar da
austeridade aplicada até ao momento, as contas públicas não vão ser o que o
governo diz, vai haver derrapagem no défice, pois a economia está em
desaceleração total, pelo que as receitas fiscais estão muito abaixo do
esperado. Quer isto dizer que possivelmente haverá mais aumentos de impostos
até ao final do ano.
O
Primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, prometeu, este
domingo, "acabar com os privilégios dos sectores mais protegidos da
economia" portuguesa, incluindo a energia, defendendo que todos têm de
contribuir para a recuperação do país.
No discurso
com que encerrou do XXXIV Congresso do PSD, na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico,
em Lisboa, Passos Coelho afirmou que tem "um projecto ambicioso para
Portugal" e que quer "construir uma sociedade mais aberta, mais
democrática na economia, mais justa na repartição do rendimento", o que
implica "acabar com os privilégios que permanecem nos sectores mais
protegidos da economia" em Portugal.
"E
seremos determinados, através de toda a transformação legal e negocial, que nos
permitirá reduzir esses privilégios, acabar com esses privilégios e
democratizar ainda mais a nossa economia e o nosso país", assegurou Passos
Coelho.
Isso será
feito "também na energia, acabando com o défice tarifário pesado que todos
os portugueses, famílias e particulares ou empresas, têm vindo a
suportar", acrescentou.
"Nós
temos de olhar para todos os portugueses e poder dizer-lhes: não há uns que
possam mais e outros que possam menos. Respeitamos todos, mas todos têm de dar
um contributo para a recuperação do país", defendeu o primeiro-ministro e
presidente do PSD.
Passos
Coelho disse que a eliminação de "privilégios" e a
"democratização" da economia portuguesa passará também pela
renegociação dos contractos de parcerias público privadas, referindo que, se
nada fosse feito, estes custariam aos contribuintes "mais de mil dois
milhões de euros todos os anos a partir de 2014 e por quase 35 anos".
Fonte: Jornal Público de 26 de Março
de 2012
Estas são mais umas mentirinhas com
que o Primeiro-ministro se entretém a dizer aos portugueses sempre que tem de
fazer um discurso para dentro do partido. Dá a ideia que o Primeiro-ministro se
convence a ele próprio que se disser muitas vezes a mesma mentira, esta se
torna em verdade. Poderá ser isso para ele e os seus correligionários de
partido, mas não será com toda a certeza para os portugueses em geral. Nós os
que sentimos no dia-a-dia com o aumento constante dos produtos de primeira
necessidade, já não acreditamos nos discursos entusiastas de encerramento de um
Congresso do partido.
A viúva de
José Afonso mostrou-se, este domingo, indignada com o uso, por parte do PSD, de
versos da autoria do cantor no congresso do partido, que decorreu este
fim-de-semana. "Quero protestar contra o uso, pelo PSD, no seu Congresso
deste fim-de-semana, de versos de José Afonso", refere Zélia Afonso numa
nota escrita.
A viúva do
autor de temas como "O que faz falta" e "Grândola Vila
Morena" refere que fica "satisfeita" quando vê "a obra
musical do Zeca a ser estudada e até interpretada, por exemplo, por jovens que
nem sequer o conheceram em vida" e considera que "isso significa que
a sua mensagem artística e humana permanece viva e actual".
"Penso
também que a sua obra ultrapassa fronteiras, por exemplo partidárias. Mas a
vida e as suas canções não só nunca se cruzaram com o PPD, ou com PSD que se
lhe seguiu, como estiveram, no tempo histórico em que coincidiram, em lados
opostos da barreira", refere.
Zélia Afonso
considera que, "se fosse vivo", José Afonso "estaria na primeira
fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de
Passos Coelho".
"Porque
os responsáveis do PSD não podem ter dúvidas acerca disso, além de abusiva no
plano legal, a utilização de versos seus na entronização do chefe deste partido
e primeiro-ministro é também manipuladora e insultuosa. A memória de José
Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de
propaganda", conclui.
Nascido a 2
de agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, em
Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
Fonte: Jornal Público de 26 de Março
de 2012
A necessidade de tentar demonstrar
que está ao lado do povo, chega ao ponto de utilizar música que nunca antes
tinha sido tocada ou cantada pelo PSD, quer em comícios, campanha eleitoral ou
congressos. Nem após o 25 de Abri de 1974, que os partidos de esquerda, até ao
PS, terminavam os comícios ao som de “Grândola vila morena, terra da
fraternidade, o povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade”. Na verdade,
antes de Pedro Passos Coelho estar à frente dos destinos do PSD, o partido era
essencialmente Social-democrata, hoje é completamente neoliberal, pelo que o
uso da música ou poemas de Zeca Afonso será com certeza, uma ofensa à memória
do poeta e artista de esquerda, que lutou com as suas canções contra o fascismo
de Salazar e Caetano.
Carlos Manuel Félix Moedas
(Beja, 10 de agosto de 1970. É licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto
Superior Técnico e actualmente é Secretário de Estado Adjunto do
Primeiro-Ministro
Este
Secretário de Estado foi responsável pelo pagamento duplicado das portagens de
Agosto de 2011 à Lusoponte no valor de 4,4 milhões de euros. Tendo mentido ao
Primeiro-Ministro sem que nada lhe tenha acontecido.
O Eixo Atlântico afirmou hoje que a modernização da
ligação ferroviária entre Porto e Vigo custaria "menos de metade" das
indemnizações que o Governo português terá de pagar pelo cancelamento das obras
do TGV.
"Enquanto
que a indemnização [pelo cancelamento do TGV] às empresas rondará os 300
milhões de euros, que deverão ser pagos inteiramente pelo Governo português, a
modernização da linha do Minho custa no máximo 180 milhões de euros, menos de
metade, dos quais o governo português só deverá contribuir com 27
milhões", afirma o Eixo, em comunicado.
Em causa
estão 100 quilómetros de linha, entre Nine e Valença, num investimento estimado
"até" 180 milhões de euros, que poderia ser comparticipado por fundos
comunitários.
"Por
outras palavras, os impostos dos portugueses vão pagar 300 milhões de euros em
troca de nada e como consequência de decisões políticas erróneas", diz
ainda o Eixo Atlântico, que reúne as 34 maiores cidades da Galiza e do Norte de
Portugal.
"Pelo
contrário, modernizar a linha do Minho entre Nine e Valença, servindo uma área
funcional de dois milhões de pessoas e reactivando uma economia muito
fragilizada tanto pela crise como pelos erros históricos dos sucessivos
governos - sistema de pagamento de portagens - custaria aos cofres portugueses
menos da décima parte do que, insistimos, vão pagar para tapar um erro político
e administrativo", acrescenta o comunicado.
Numa reunião
realizada em Viana do Castelo, em Setembro de 2011, políticos, autarcas,
empresários e utentes do Norte e da Galiza aprovaram uma declaração conjunta
enviada aos ministros das Obras Públicas de Portugal e Espanha solicitando este
investimento "prioritário" na linha ferroviária entre Porto e Vigo.
No
documento, os promotores assinalavam que a modernização da linha é "uma
pretensão das comunidades do Norte de Portugal e da Galiza", sendo
"tecnicamente financeira e viável" e que pode ser executada "até
final deste Quadro Comunitário de Apoio".
O objectivo
passaria por, segundo um estudo realizado sobre as formas de modernização
daquela linha, permitir uma viagem entre Porto e Vigo em 75 minutos, para as
viagens directas, apenas com paragens em Barcelos, Viana e Valença.
A redução
dos tempos de viagem, actualmente em cerca de três horas, seria conseguida
através da electrificação, com novo material circulante e pela sinalização da
linha.
"Revalidamos
a nossa petição remetida anteriormente aos dois governos para que a próxima
Cimeira Ibérica aprove a ligação Porto-Vigo através da modernização da linha
existente e não se cometa de novo outro erro histórico e que uma vez mais
tenham de ser os portugueses a pagar com os seus impostos ou com a ruptura das
suas empresas", remata o comunicado do Eixo Atlântico, actualmente
liderado pelo autarca de Viana do Castelo, José Maria Costa.
Fonte DN de 26 de Março de 2012
Não interessa de quem é a culpa
desta situação, se é deste Governo ou se é do anterior, o que interessa, é que
todos nós portugueses vamos ter de pagar uma indemnização, ao consórcio que
assinou o contracto com o Governo português, que é um mandatário de Portugal.
Lei obriga à incorporação de produto nacional, o que
permitiu aos cinco operadores certificados em Portugal ganharem 215 milhões de
euros em 2011.
"Um
decreto-lei assinado por Manuel Pinho em 2010, que obriga à incorporação de uma
percentagem de biodiesel nacional no gasóleo rodoviário, custou em 2011 cerca
de 215 milhões de euros aos condutores portugueses", escreve hoje o
Correio da Manhã.
Os
beneficiados com "esta imposição (que deverá durar até 2014) foram cinco
empresários que investiram em fábricas de produção de biodiesel em Portugal. A
Iberol, de João Rodrigues, e a Biovegetal, do grupo SGC, de João Pereira
Coutinho, são os principais produtores, seguidos da Prio - grupo Martifer - e
da Torrejana. A Sovena, do grupo Nutrinveste, também tem fábrica certificada de
biodiesel", indica o jornal.
O diário
cita um relatório da Autoridade da Concorrência em que se refere que "a
incorporação de biodiesel no gasóleo rodoviário terá encarecido o preço médio
em cerca de 3,7 cêntimos por litro, em média, nos nove primeiros meses de
2011". Segundo o jornal, esta entidade irá analisar a questão em breve.
Fonte: DN de 26 de Março de 2012
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2384620&especial=Revistas
de Imprensa&seccao=TV e MEDIA
Isto demonstra o que valem os
políticos portugueses, são uns vendidos às grandes empresas, protegem-nas a
todo o custo, contra aqueles que os elegeram nas eleições. A incompetência de
alguns políticos dá vontade de apelar à revolta, porque todos nós sabemos que
não existe pena judicial para os políticos portugueses, mesmo que sejam
julgados e condenados. Não se pode brincar com o dinheiro dos contribuintes,
nem dar regalias para determinados grupos económicos beneficiarem, para mais
tarde darem guarida a esses políticos que fecharam contractos que lesaram os
contribuintes em milhões de euros. Tudo isto, porque a corrupção e
promiscuidade andam de braço dado entre políticos e determinados grupos de
empresários. Estes interesses instalados, deveriam ser suspensos de imediato,
mas os contractos são elaborados de tal forma que se houver interrupção dos
mesmos, a indemnização é extremamente elevada.
Vai fazer um mês que não escrevo
nada sobre o que se está passar no país, mas muitas polémicas surgiram neste
último mês.
Há duas semanas atrás foi anunciado
no Parlamento pelo Ministro das Finanças, que houve um lapso e que os subsídios
de férias e de Natal cortados aos funcionários públicos e pensionistas, só
voltavam em 2015 e faseadamente, isto é, poderá ser reposto inicialmente 25% do
subsídio e lentamente ao longo dos anos chegar novamente à totalidade.
Tudo isto provocou uma onda de
revolta, tanto dos partidos políticos da oposição, como também da imprensa
escrita e falada, nomeadamente das televisões que se fartaram de questionar o
Primeiro-ministro e o Ministro das Finanças sobre o assunto. O Primeiro-ministro,
inclusivamente deu uma entrevista à RTP 1, através do programa “Jornal da
Noite” em directo de Moçambique onde esteve numa visita para vender 7,5% da
posição que o Estado português detinha em Cabora Bassa, na barragem com o mesmo
nome desde o período da guerra colonial.
Esses
7,5% foram vendidos por cerca de 30,5 milhões de euros, quando tinha sido feita
uma avaliação dos 15% que Portugal detinha do capital da barragem em 77,5
milhões de euros.
Pedro
Passos Coelho vendeu 7,5% à empresa distribuidora de electricidade de
Moçambique pelo montante acima indicado, e vendeu À REN (Rede Eléctrica
Nacional), os restantes 7,5% pelo valor em falta, isto é, 47 milhões de euros.
Portanto, vende-se a Moçambique por baixo valor e a REN tem de arcar com o mau
negócio de pagar mais pelo mesmo número de acções. Algo vai mal neste negócio!
Na
entrevista dada em directo de Moçambique, Pedro Passos Coelho, também explicou
o porquê de ter sido feito à socapa a suspensão das reformas antecipadas para o
sector privado da economia.
No
espaço de uma semana o Concelho de Ministros aprovou uma Lei, para suspender as
reformas antecipadas aos trabalhadores do sector privado, que tenham mais de 55
anos e 30 de descontos para a Segurança Social, com perda de uma percentagem
anual, pela antecipação da dita reforma. Esta Lei foi aprovada e promulgada
pelo Presidente da República em tempo recorde, uma semana. A justificação dada
pelo Pedro Passos Coelho foi, que se não tivesse sido dessa forma, haveria
muitas pessoas que correriam à Segurança Social requerer a reforma antecipada.
Temos
de pensar que o Estado é uma entidade de bem, que cumpre os acordos feitos com
os parceiros sociais, com os trabalhadores ao longo dos anos, e que não vai
andar a mudar as regras sempre que lhe convier por isto ou aquilo. Houve uma
quebra de confiança por parte dos contribuintes da Segurança Social, até porque
ficaram de fora desta lei, os funcionários públicos, que foram admitidos antes
de 2005. Isto porquê? Porque em 2005, houve uma reforma da Segurança Social,
que não mexeu nos direitos adquiridos dos trabalhadores e nessa mesma reforma,
entraram para o regime geral da Segurança Social, todos os funcionários
públicos que fossem admitidos ao abrigo da nova lei. Daí que, apenas ficam de
fora os funcionários públicos admitidos até essa data, para que o governo possa
despedir de mútuo acordo, funcionários públicos e que os possa enviar para a
reforma antecipada. Dois pesos duas medidas. Até porque no caso da Segurança
Social, o dinheiro pertence aos trabalhadores que descontam mensalmente, assim
como as entidades empregadoras e o Estado apenas gere esses fundos da Segurança
Social.
O
caso do “lapso” do Ministro das Finanças, e a suspensão das reformas
antecipadas, provocou uma onda de contestação sobre o assunto, que ainda não
parou. O modo como foi feito, quebrar com os direitos adquiridos dos
trabalhadores mais antigos, sem que isso se justifique, com o desemprego a
aumentar mensalmente, já está em 14% da população. Uma forma de resolver parte
do desemprego, seria mandar para a reforma antecipada os trabalhadores que
estão desempregados, que já tenham mais de 55 anos e de 30 anos de descontos
para a Segurança Social. Essa situação iria beneficiar a médio e longo prazo, a
sustentabilidade do sistema da Segurança Social, porque quem antecipa a idade
da reforma, perde uma percentagem de 6% por cada ano antecipado. Portanto, o
governo apenas mandou para diante o aumento das pensões, porque travou até 2014
as antecipações das reformas.
Hoje
véspera das comemorações de mais um aniversário, da passagem do 25 de Abril de
1974, vem na imprensa diária a informação que o “Movimento dos Capitães de
Abril” e o antigo Presidente da República Portuguesa Mário Soares e o
socialista Manuel Alegre, não vão estar presentes nas comemorações oficiais na
Assembleia da República, amanhã dia 25 de Abril. Claro que não se fizeram
esperar os comentários de personalidades da maioria que nos governa:
O
Primeiro-ministro disse que há pessoas que pretendem ser protagonistas em datas
históricas, que são para comemorações do povo e não de pessoas.
Como
ele está errado neste assunto, quando se deu o 25 de Abril, Passos Coelho
estava prestes de fazer 10 anos. Nessa altura quase que se pode dizer, que
tinha acabado de abandonar as fraldas e Mário Soares ou Manuel Alegre, já
tinham dado provas mais que suficientes de lutadores antifascistas.
Mário
Soares faz parte da história de Portugal. Mário Soares irá ficar na história
como lutador antifascista e de lutar pela democracia no “Verão quente de 75”.
Enquanto Pedro Passos Coelho, irá ficar na história pela negativa, pelo
Primeiro-ministro que pior governou o país, que mais austeridade infligiu ao
povo e que se desculpa constantemente com a má governação do engenheiro
Sócrates.
CDS/PP,
o líder parlamentar disse que o partido socialista enquanto governo afectou
muito a democracia. Em relação a esta notícia, postei no Facebook o seguinte:
Quando
um partido político que está no governo e implementa uma política de
extrema-direita, quer o quê, que o Movimento dos Capitães de Abril, festejem
com eles a passagem de mais um aniversário da data em que o país acordou para a
democracia e liberdade. Este partido não está a colaborar na política de destruir
toda a economia deste país com o “ir mais além, do que o memorando da troika”.
Dizer
que o desvario do governo socialista afectou muito a democracia é treta! Tudo
isto começou com Cavaco Silva, nos anos oitenta e daí para cá têm sido todos os
governos a fazer a mesma porcaria de política que nos levou onde estamos hoje.
Não é o feito deste ou daquele partido, é tudo junto e todos têm culpas no
cartório, nomeadamente o CDS/PP com a compra dos submarinos no valor de 1.000
milhões de euros e que meteu dinheiro ao bolso com esse negócio!
Todos
os partidos estão implicados no pedido de resgate de Portugal e muitos cidadãos
também, que se endividaram para além das suas possibilidades, comprando casa,
carro acima das suas posses, etc.
DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO
(Coluna de opinião do Semanário Expresso)
Terça-feira, 6 de
Março de 2012
Senhor Primeiro-ministro, depois das
medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a
nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece
rugir!...
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um
Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso,
um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se
revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são
suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse
argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco
Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da
Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas,
a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos
pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O
resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e
investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis,
que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de
novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral
deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta
gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto
de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por
esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda.
Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros
para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como
motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu,
entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como
excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em
mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra
saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa
do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas
mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda
maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão
assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com
ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com
muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde
vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca
descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de
crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?
O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos
indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra
hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de
euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura.
Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim
Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias
público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se
V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas
de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até
porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou.
Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em
deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que
anunciou, para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o
Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato
académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom
aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração.
Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora
Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de
um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao
desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa
independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro,
antes que seja o Povo a demiti-lo.
Este
artigo de opinião, que saiu no Semanário Expresso, está de acordo com as coisas
que já escrevi há meses atrás nestas minhas “memórias”.
Voltando
à questão das comemorações do 25 de Abril, o General Pires Veloso, afirma que é
necessário efectuar outro 25 de Abril, e os meus comentários no Facebook, foram
o seguinte:
O general Pires Veloso, um
dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975, considera que é preciso um novo 25
de Abril em Portugal. O militar, que esteve por dentro do contragolpe militar
que pôs fim ao chamado "verão quente", diz agora que é essencial que
haja um movimento dos cidadãos capaz de repor a verdade na sociedade
portuguesa.
Concordo
perfeitamente com o General Pires Veloso!
Isto
não é demagogia, isto é o que se passa neste país, em que os políticos se
servem do Estado, para usufruírem regalias que não deviam ter!
Quando
os políticos, tiverem direito à reforma, só ao fim de 40 anos de desconto para
a Segurança Social, quando os políticos, forem julgados, como qualquer cidadão,
que cometa uma infracção grave, quando os políticos, forem penalizados pela má
gestão dos dinheiros públicos, quando os políticos, forem obrigados a
indemnizar o Estado, pelos erros graves de gestão do erário público, então,
estaremos em democracia!
A
revolta que existe em muitos cidadãos deste país, com tudo o que se passa
acerca da austeridade, imposta pelo governo e que a própria troika já disse que pode ser
contraproducente, pelo que austeridade sem crescimento económico e sem aumento
de emprego, será muito mau e não permitirá atingir o limite do défice. Ou
melhor, atingir o défice à custa de desemprego e sem crescimento económico, não
leva o país a lado nenhum.
Amanhã
dia 25 de Abril de 2012, dia em que é comemorado a passagem do 38º aniversário
da “Revolução dos Cravos”, espero que não haja problemas nas manifestações que
estão agendadas, até porque a polícia está preparada para abortar todas as
manifestações contra o governo. Segundo notícias que foram públicas nos jornais
no dia de ontem, a polícia não permitirá manif’s, que não tenham sido
autorizadas. Como este tipo de manifestações de alguma forma são espontâneas, a
polícia irá bater com toda a certeza. Vamos ver como será a reacção popular à
carga policial.
Custo
do trabalho em Portugal é metade da média europeia
“Publicado às 12.48,
no Jornal de Notícias”
O custo médio por
hora de trabalho em Portugal atingiu os 12,10 euros em 2011, um valor que
compara com os 27,60 euros da zona euro, indicam dados revelados esta
terça-feira pelo Eurostat.
De acordo com a
primeira estimativa divulgada pelo gabinete de estatísticas da UE, já o preço
médio por hora de trabalho na União Europeia foi de 23,10 euros.
Os países com melhor
média são a Bélgica (39,30 euros), Suécia (39,10) e Dinamarca (38,60), ao passo
que os valores mais baixos foram registados na Bulgária (3,50 euros), Roménia
(4,20) e Lituânia (5,50).
O Eurostat adianta
ainda que o custo por hora de trabalho aumentou 0,60 euros na União Europeia
(UE) e 0,70 euros na zona euro em 2011, com Portugal a subir abaixo da média
(0,10 euros).
Esta é mais uma demonstração que o caminho que estamos a
seguir não é o melhor. Na Europa dos 17, somos o país mais barato em termos de
mão-de-obra, mas no custo de vida, possivelmente estaremos no topo, isto é,
ganhamos menos, mas temos de pagar tudo mais caro que os outros países. Quando
se ouve os executivos da EDP (Electricidade de Portugal), a dizer que é preciso
nivelar o preço da energia pelo resto dos países da Europa, deviam antes,
começar por aumentar os ordenados dos seus funcionários para o mesmo nível dos
trabalhadores europeus. Só assim, seria possível subir o preço da energia, mas
também devia de deixar de receber subsídios para as energias renováveis, que
todos os portugueses pagam nas facturas da electricidade. Enriquecer a “roubar”
o povo, devia ser proibido!
Nesta altura, tudo serve para arranjar dinheiro, a
Ministra da Agricultura, pretende criar uma taxa sobre a qualidade, às grandes
superfícies, quer isto dizer, que nasce mais um imposto para todos nós
pagarmos. Não é consensual a criação deste imposto, no próprio partido CDS/PP,
questionam a colega de partido e Ministra da Agricultura, desta taxa a criar às
grandes superfícies. Desta forma não custa governar, se não existe dinheiro
para qualquer coisa, introduz-se mais um imposto ou taxa e assim o dinheiro
aparece.
Em anos anteriores, o Ministério das Finanças, fazia os
reembolsos do IRS, para os cidadãos que preenchessem a “Declaração
Electrónica”, após 20 dias da mesma ter sido submetida, através da Internet.
Este ano, o Ministro das Finanças já veio dizer que a data dos reembolsos é até
30 de Junho, pelo que já estamos a sentir nos bolsos, a falta desse dinheiro,
que é nosso e que o governo tem lá sem juros desde Janeiro de 2011. Esta
atitude do Ministro das Finanças, é contrária à política do Primeiro-ministro,
enquanto líder da oposição, no passado ano de 2011. Mas como diz o ditado:
“Olha para o que eu digo e não para o que faço”. Exige-se quando se está na
oposição, faz-se campanha e promete-se este mundo e o outro, mas depois de
ganhar as eleições tudo altera e é para fazer o contrário de tudo o que se
prometeu. Assim são os nossos políticos!
O
mesmo Ministro das Finanças, (soube-se hoje dia 30 de Abril de 2012), tem em
depósitos 18 mil milhões de euros, mas a notícia segue abaixo:
Governo
tem 18 mil milhões de euros da 'troika' a render na banca
Publicado às 00.21de 30 de
Abril de 2012
NUNO AGUIAR
Parte do dinheiro que o Estado
português já recebeu da troika está depositado em bancos privados à espera que
o Ministério das Finanças dê luz verde à sua utilização.
No total, entre depósitos no
Banco de Portugal (BdP) e noutros bancos, são mais de 18 mil milhões de euros.
A maior parte desse valor são verbas emprestadas pela troika e ainda não
usadas.
Temos
a economia de rastos, cortam-se salários aos funcionários públicos e reformados
e deposita-se dinheiro em banco privados a render não sei o quê, mas que devia
ser injectado na economia, a ver se Portugal saia do marasmo em que está
metido. Com estas atitudes e pedir aos portugueses um esforço brutal para
suportar a austeridade que o governos nos impõe, é demais! Julgo que a oposição
vai começar a tomar medidas sobre esta notícia e como o 1º de Maio está à
porta, pode muito bem servir, para começar a desacreditar mais o governo.
Ontem
30 de Abril, o governo declarou que os subsídios de férias e de Natal, só em
2015 é que começarão a ser progressivamente (25%) devolvidos aos funcionários
públicos e pensionistas. Quer isto dizer, que só em 2018 é que estes
trabalhadores e reformados voltam a ter por inteiro os respectivos subsídios de
férias e Natal. Para os reformados, isto é um roubo, porque estes descontaram
sobre todas as remunerações que fizeram ao longo da sua carreira contributiva,
e o Estado apenas é o gestor desse dinheiro. Esta data de 2015, também tem
qualquer coisa por detrás, pois é o ano de eleições legislativas, pelo que
governo não devolve mais cedo os subsídios, para poder fazer um bonito em ano
de eleições.
No
dia de ontem, o governo aprovou em conselho de ministros, o Documento
Estratégico de Orçamento (DEO), e enviou-o para Bruxelas sem ter negociado com
o Partido Socialista. Com esta situação, foi criada entre o governo e PS, em
que o Secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, disse que o
governo escolheu seguir o caminho sozinho. Portanto, estamos próximos de uma
ruptura política entre governo e oposição. Vamos ver o que os próximos dias nos
indica sobre este assunto. Esta situação é idêntica ao que se passou há um ano
atrás, em que o governo de José Sócrates, enviou o PEC 4 para Bruxelas, sem ter
dado qualquer satisfação à oposição, daí ter o governo caído. Mais uma vez
Pedro Passos Coelho demonstra que na oposição era uma coisa e que no governo é
outra. Tudo o que acusou o governo de Sócrates, agora está ele a fazer a mesma
coisa, não dando o tratamento que dizia merecer do Sócrates. Mais uma vez, dois
pesos duas medidas.
Já
se sabe o porquê da demissão do Secretário de Estado da Energia, pois quando
ele acabou o estudo dos custos das rendas da energia, no fim desse dia o
Presidente da EDP António Mexia, já estava conhecedor do mesmo. Ora, o
Secretário de Estado não gostou desta quebra de sigilo, fosse por que fosse, e,
o resultado foi o pedido de demissão.
Primeiro
de Maio, dia do trabalhador, em todos os países, menos em Portugal. O grupo
Gerónimo Martins resolveu abrir a sua cadeia de distribuição, “Pingo Doce” e
para que houvesse gente nos estabelecimentos, resolveu anunciar uma promoção de
50% de desconto em compras acima dos 100 euros. Foi uma loucura total!
·
Não houve solidariedade para com os
trabalhadores que foram obrigados a trabalhar, porque senão ser-lhes ia
instaurado um processo disciplinar. (Pelo menos foi a ameaça que chegou à
imprensa).
·
Houve “Dumping” na venda dos produtos, pois a
margem de comercialização não permite um desconto de 50% sem que haja prejuízo
na venda.
·
As pessoas que foram às compras,
maltrataram-se umas às outras e lutaram para obterem um carrinho de compras.
·
Mais uma vez fomos manchete de jornais
estrangeiros e pela negativa.
Com
estas atitudes de alguns empresários que temos no país, demonstra que a
“vingança” do patronato está a começar a fazer-se.
Ø Com
as mudanças das leis laborais, com o acordo da “Concertação Social”, que o
governo não cumpre a parte dele, não pôs em marcha o crescimento económico,
para atenuar o desemprego, acabamos por ficar na mão dos “ditadores” e maus
patrões.
Mais
um 1º de Maio para esquecer, ou para lembrar, mas pela negativa e esperar que
para o ano isto não se repita.
Hoje
à noite já houve novidades no Telejornal sobre o assunto do “Pingo Doce”. A
ASAE, verificou algumas facturas de compra de produtos e encontrou “Dumping”,
no arroz, em Whisky e outros produtos. Pelo que pode haver uma coima até 30.000
euros. O crime compensa, no 1º de Maio, o Pingo Doce facturou 11 milhões de
euros, pelo que uma coima, que pode ir até 30.000 euros é ridícula!
Ontem
dia 6 de Maio, houve eleições Presidenciais em França e ganhou o François
Hollande, pelo que poderá haver alguma mudança na política europeia. A senhora
Merkel, já convidou François Hollande para fazer uma visita à Alemanha, a fim
de terem uma reunião de trabalho. Durante a campanha eleitoral, François
Hollande, afirmou que era preciso haver uma política de crescimento da economia
na europa, que não pode ser só austeridade. Essas palavras fizeram com que a
senhora Merkel, começasse a mudar o seu discurso e acrescentar crescimento nas
suas palavras. Temos de esperar alguns dias para ver como vai evoluir a
política na Europa.
Na
Grécia, também houve eleições legislativas, mas se até agora as coisas não eram
fáceis na Grécia, a partir de ontem, ficaram piores! Os dois partidos que
habitualmente fazem alternância, tiveram uma quebra de cerca de 50% de votos e
de deputados no parlamento. A esquerda radical e a extrema-direita, foram os
mais beneficiados pelo descontentamento da população com os políticos. Vai ser
muito difícil formar governo, mas como o processo é muito rápido na Grécia,
demora apenas três dias de cada vez, para se chegar a um governo e vai no
máximo até cerca de 15 dias para que o Presidente grego, volte a convocar novas
eleições, caso não haja nenhum partido que consiga fazer um governo de maioria.
A Lei da Grécia, não aceita governos minoritários, pelo que terá de haver
negociações e acordos a fim de ser possível o governo de maioria.
Os
mercados financeiros reagiram mal as estas eleições, tanto à mudança em França,
como o resultado das eleições gregas, que dispersaram os votos e deputados
eleitos por cerca de uma dezenas de partidos políticos. A reacção foi má e as
“Bolsas de Valores” caíram bastante na manhã de hoje, pode ser uma situação
passageira. Os juros da “dívida soberana portuguesa” aumentarem em todas as
maturidades, pelo que para nós portugueses, para já foi mau estes resultados.
No entanto, como estamos sob resgate financeiro do Banco Central Europeu (BCE)
e do Fundo Monetário Internacional (FMI), não implica ter de se pagar mais
juros, porque quem nos empresta o dinheiro são essas duas entidades
financeiras.
Ontem,
o senhor Romano Prodi disse, que a França deve juntar-se à Itália e à Espanha e
formarem em frente dentro da Comunidade Europeia (CE), a fim de travarem a
austeridade, seguida de mais austeridade. É preciso haver crescimento, e só
austeridade não resolve o problema da Europa. É necessário haver controlo nas
contas públicas, não se pode descontrolar os défices de cada país, mas também
não se cresce só com austeridade. Portanto, a Europa tem de arranjar mecanismos
de fazer a economia crescer, sem que isso provoque o descalabro das contas
públicas.
O
Primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, também informou que pretende ter um
bom relacionamento de trabalho com François Hollande, apesar de serem de
famílias políticas diferentes.
Pode
ser que esta mudança de partido, em França, provoque uma onda de mudança na
Europa, onde se vão realizar eleições nos próximos tempos. Julgo que a seguir,
vai ser a Itália a ser chamada às urnas. Em Setembro do próximo ano, será a vez
da Alemanha. Ontem também houve eleições regionais numa pequena região Alemã e
o partido da senhora Merkel perdeu. Tem sido uma constante, de o partido da
senhora Merkel perder todas as eleições regionais, a que se tem submetido.
Por
cá, Pedro Passos Coelho, também já afirmou que pretende ter excelentes relações
de trabalho com o Presidente François Hollande. Pode ser que deixe de ser o
“aluno exemplar” da Europa. Portugal foi o primeiro país a rectificar o “Tratado
Orçamental Europeu”, e, a França pretende que seja acrescentada uma “adenda”
para o crescimento económico.
Ontem,
foi um dia de boas notícias, além da eleição de François Hollande para
Presidente da França, o Automóvel Club de Portugal (ACP), interpôs uma acção no
Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), contra os ex-ministros Mário
Lino e António Mendonça, assim como contra o ex-secretário de estado Paulo
Campos, por gestão danosa nas PPP das ex-SCUTS.
Todos
nós sabemos que a culpa morre solteira, e que de uma maneira geral, os
políticos são incólumes a estas situações. Cá em Portugal, vemos a justiça a
funcionar mal para os grandes senhores, apenas o “ladrão da maçã” é que vai
preso. Todos os casos de corrupção, que chegam a julgamento, não dão em nada e
políticos que sejam julgados e condenados, também não vão para a prisão, porque
os juízes não emitem os mandados de captura. Temos o caso do Presidente da
Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, que já foi condenado, já transitou em
julgado e a juíza ainda não o mandou para a prisão. Se fosse um sem-abrigo, que
tivesse furtado um chocolate num hipermercado, já tinha sido preso. Portanto,
vamos ver o que dá a denúncia do ACP, mas ao contrário do que eu gostaria que
acontecesse, penso que não vai dar em nada. Possivelmente será gasto dinheiro
em averiguações, em audições, deste ou daquele interveniente no processo, mas
se calhar, chegamos ao fim e não acontece nada, a quem possivelmente meteu
dinheiro ao bolso, com todo este processo das negociações das PPP.
A
corrupção, tráfico de influências, desvios de capitais, etc., raramente os
envolvidos são penalizados. Temos o caso BPN, que julgo haver muita impunidade,
de todos os intervenientes. Também já ouvi um juiz dizer que a justiça
portuguesa não está preparada para um julgamento desta natureza. Logo, podemos
constatar que não irá acontecer nada aos prevaricadores e todos nós
portugueses, teremos de pagar 8,3 mil milhões de euros que alguns roubaram.
Dois
dias depois das eleições em França, o rescaldo dessas mesmas eleições e a sua
importância para a Europa, começa a dar frutos, a CE, já marcou uma reunião
informal para o próximo dia 23 de Maio, a fim de começarem a tratar do
crescimento da economia na Europa. Isto quer dizer, que afinal o resultado eleitoral
de França teve influência nas decisões da Europa. Até a senhora Merkel, diz que
vai receber de braços abertos o François Hollande, na sua visita à Alemanha.
Por
cá, também Pedro Passos Coelho, começa a mudar o seu discurso, e, já afirmou
que quer discutir com a CE e com o consenso do PS, a política de crescimento.
Pode ser que a austeridade abrande, não pode deixar de haver austeridade, até
porque é necessário controlar o défice das contas públicas. É necessário que
haja controlo nas contas, mas que acima de tudo não seja austeridade a seguir a
mais austeridade. É necessário que haja crescimento, para que possam ser
criados postos de trabalho, a fim de a economia seguir o seu rumo normal. O que
não pode acontecer, é diariamente fecharem empresas e perderem-se postos de
trabalho constantemente. Fala-se que no outono poderá haver 1.000.000 de
desempregados, isso poderá ser demasiado perigoso, porque pode provocar
manifestações violentas nas ruas.
Agora,
todas as atenções estão viradas para a Grécia, porque não estão a conseguir
formar um governo, pelo que foi dada a possibilidade ao partido que ficou em
segundo lugar no acto eleitoral de domingo passado. Se não conseguir, o mais
certo será haver novas eleições em Junho, pelo que poderá ser uma desgraça maior,
isto é, se o povo continuar a dar o seu voto ao partido da extrema-esquerda e
ao partido de extrema-direita, então as coisas ficarão feias de mais. A Grécia
deverá sair do euro, falta saber em que condições se poderá dar essa saída,
porque um desses partidos é o que pretende. O de extrema-esquerda, aceita ficar
no euro, mas quer renegociar a dívida, pelo que falta saber se o BCE e o FMI,
estarão interessados em mais acordos que depois não são cumpridos. Pelas
notícias que se ouviram ontem, a Grécia não tem dinheiro para muito tempo, pelo
que precisa de receber mais uma tranche
do empréstimo das instituições internacionais, mas falta saber quem vai formar
o governo e tudo depende disso.
De
regresso ao nosso país, as notícias de hoje, trás uma recomendação do
ex-presidente da República Mário Soares, que diz ao António José Seguro, que
deve romper com a troika. Essa
indicação poderá ser radicalista de mais, mas na verdade é que não pode ser só
austeridade e recessão, tem que haver algumas políticas de crescimento, a fim
de parar com o desemprego. Julgo não ser ainda o momento de posições
radicalistas, mas temos de estar preparados para que isso possa acontecer de um
momento para o outro. Há muitas vozes nesse sentido, nomeadamente de
economistas, que também dizem que a economia não é uma ciência exacta, pelo que
andamos aqui à vontade de alguém que tem poder na Europa e que obriga os
restantes 27 países a aceitarem essas medidas. Nos diversos debates que são
apresentados, quase diariamente nos diversos canais televisivos, os diversos
economistas dão palpites diferentes de como devia ser gerida esta crise, mas
ninguém chega a uma solução, apenas existe consenso, de que, não podemos juntar
austeridade a austeridade. Também há discordância na solução encontrada pelo
governo, de adiar a antecipação das reformas a quem tem mais de 55 anos e 40 de
descontos. Neste caso, quem não defende o governo, diz que a medida foi
empurrar com a barriga para a frente uma despesa que seria mais benéfica agora
para a sustentabilidade da Segurança Social, isto é, quem antecipe a reforma
perde 6% ao ano da sua pensão e se não houver antecipação, a Segurança Social,
vai ter de pagar mais 12% pelo menos a quem se reformar em 2014, data do
adiamento da antecipação das reformas.
Bagão
Félix, que foi ministro da Segurança Social, no governo de Durão Barroso, diz
que o governo não pensou bem no assunto das reformas antecipadas, e, que a
medida não é benéfica para o sistema e que o mesmo não ficaria em risco se
continuasse a ser possível haver antecipação da idade da reforma. Portanto, é
mais uma voz e esta de uma pessoa que estudou profundamente a questão da
sustentabilidade da Segurança Social, sabe e disse numa entrevista, que o
sistema não está em risco até 2050. Se o governo está a projectar um
crescimento da economia de 2%, já a partir de 2013, então não existe nenhum
indicador que ponha em perigo a sustentabilidade da Segurança Social. No
entanto, se o desemprego continuar a subir, se as empresas continuarem a falir,
se não houver crescimento da economia, então sim, estará em risco a
sustentabilidade do sistema. Mas, nesse caso, a culpa é pura e simplesmente da
política de austeridade e das medidas que foram tomadas por este governo, de
facilitar os despedimentos, das alterações das leis laborais em geral, de não
haver financiamento para as empresas, enfim, de parar completamente a economia.
Julgo
que também terá de haver mais controlo de quem recebe “Rendimento de Inserção
Social”, que muitas dessas pessoas, possivelmente não deveriam ter direito a
esse subsídio, nomeadamente a etnia cigana, que são feirantes na sua
generalidade, e que devido à dificuldade de controlo, recebem subsídios em mais
que uma localidade, porque estão recenseados em mais de um sitio e com mais de
uma identidade. São casos específicos que têm de ser averiguados e acabar com
situações fraudulentas. Além de ciganos, também existem pessoas que sem terem
necessidade, aproveitam falhas do sistema de controlo, e beneficiam de um
subsídio para o qual não estão dentro dos parâmetros legais, para auferirem
esse subsídio. Aí a responsabilidade é da Segurança Social que devia ter o
cuidado de verificar as condições de quem pede esse rendimento social. Também
existe fraude, com a colaboração de funcionários da própria Segurança Social e
das Finanças, como há dias veio nos jornais diários uma notícia sobre o
assunto.
Hoje
dia 9 de Maio, veio publicado nos jornais diários, a decisão da Santa Sé, ter
aceitado a proposta do governo português de acabar com dois feriados religiosos
e dois feriados civis. A Santa Sé aceita a redução de dois feriados, mas
temporariamente, isto é, só deixam de ser feriados durante o período de cinco
anos, sendo necessário renegociar novamente, passados cinco anos.
Parece-me
um verdadeiro disparate, até porque não é com menos 4 feriados ao ano, que a
produtividade aumenta. A produtividade deste país, prende-se mais com os maus
gestores que temos, com os maus patrões, que não sabem ser patrões, mas que
pretendem ter escravos a tempo inteiro. Não quero dizer que também não existam
maus empregados, claro que há, mas esses maus empregados, só são maus
empregados, por estarem mal liderados. A produtividade é realmente uma questão
de liderança! No dia em que as entidades patronais sejam instruídas, sejam
humanos, sejam exigentes, e, que saibam realmente liderar equipas de trabalho,
então sim, vamos ser um país bastante produtivo. No entanto, penso que onde
existe menos produtividade, é no sector público, onde o trabalho não é para
fazer, mas sim, para se ir fazendo. No sector público, o trabalho que deveria
ser liderado pelos chefes respectivos e haver exigência nos resultados dos
chefes.
Porque
é que a mão-de-obra portuguesa é bastante apreciada no estrangeiro? Porque os
trabalhadores portugueses são bastante produtivos e perfeitos na execução do
seu trabalho, caso contrário, seriam considerados banais como a maioria dos
emigrantes que vão para esses países europeus.
Quanto
aos feriados civis que são abolidos, na minha opinião, é um erro deixar de se
festejar o dia 5 de Outubro (dia da República) e o 1º de Dezembro, (restauração
da Independência). Esses feriados são parte dos nossos ideais e das nossas
lutas pela liberdade e independência, respectivamente. Não quero dizer que
todos nós tenhamos de ir para as ruas festejar essas datas efusivamente, mas
não devemos deixar de ensinar os nossos filhos e os nossos netos, dessas datas
que foram importantes na história do nosso país. Retirá-los do calendário dos
feriados civis é um erro crasso!
Gostava
de saber quantitativamente qual vai ser o valor do aumento da produtividade com
a abolição desses feriados, primeiro dos civis, depois dos religiosos e por
fim, da totalidade do aumento da produtividade com abolição de 4 feriados no
ano. Penso, que feitas as contas, será parecida com a actual.
Hoje
também foi notícia, a omissão por pate do Ministro das Finanças Vítor Gaspar,
de parte do DEO que foi enviado para Bruxelas (com mapas de previsões da
evolução do desemprego) e o que foi enviado para a Assembleia da República
(omitiu esses dados). Claro que houve problemas na Assembleia da República, foi
pedida a interrupção dos trabalhos e fala-se na transparência que Vítor Gaspar
sempre alude.
Mais
uma vez esta situação demonstra que o governo, está mais preocupado em agradar
à troika e à CE, que fazer algo de
bom pelos portugueses.
Hoje
também é notícia dos jornais diários, o ex-ministro das Finanças Campos e
Cunha, acumula duas meias pensões com o vencimento actual. O próprio político
pediu esclarecimentos, tendo sido informado que existe omissão da lei, que não
fala em meias pensões.
Com
um comum cidadão português, já tinha recebido uma comunicação da Segurança
Social a pedir o reembolso de uma das meias pensões, com ameaças de penhoras e
outras coisas mais, mas como se trata de um político, apenas foi informado que
a lei não previu estes casos. Portanto, vamos continuar com atitudes
diferentes, dependendo do português que é beneficiado, se for político, está
tudo bem, se for um cidadão comum sem responsabilidade pública, então é diferente.
Nesta quarta-feira, começou a “Cimeira
Ibérica”, no edifício da Alfândega do Porto. Devido a estar presente o
Primeiro-ministro de Espanha Mariano Rajoy e o Primeiro-ministro português
Pedro Passos Coelho, juntaram-se em frente do edifício, alguns manifestantes,
contra a introdução de portagens nas antigas SCUTS. Esta situação da introdução
de portagens nas antigas SCUTS, afectam tanto portugueses como espanhóis, pois
para os estrangeiros, a situação ainda é pior, devido à forma de pagamento das
mesmas portagens, porque não existem cabines com portageiros, a fim de fazerem
a cobrança da passagem nas ex-SCUTS. Pelos vistos, até ao início do verão,
deverá estar pronto a funcionar um cartão bancário, onde serão debitadas as
portagens aos estrangeiros. Não sei como vai funcionar, apenas li na imprensa,
que esse cartão bancário, terá de ter a matrícula do veículo associada ao
cartão, pelo que deve funcionar mais ou menos como a Via Verde.
Nessa
cimeira, também foi abordado o tema de transportes ferroviário de mercadorias
em via de bitola europeia e de velocidade alta. Acabamos de perder todo o apoio
de fundos para o TGV e agora estão a pensar e discutiram o assunto deste meio
de transporte para mercadorias. Vai ser necessário Portugal voltar a
candidatar-se a fundos europeus para este fim, visto não haver dinheiro próprio
para semelhante obra. No entanto, quando a obra for adjudicada, será com PPP,
quase de certeza, porque mesmo com fundos europeus, Portugal não terá dinheiro
para adicionar a esses fundos até ao montante necessário para essa obra. Cada
governo quer deixar a sua marca! Parecem certos animais que têm de marcar o
território por onde passam, os governos estão na mesma onda.
António
José Seguro foi recebido esta tarde de quinta-feira, pelo Presidente da
República, para discutirem a questão de a coligação PSD/CDS, estarem a
marginalizar o PS e este estar prestes a romper com o apoio que tem dado na
generalidade às medidas adoptadas pelo governo. Todos nós sabemos que a partir
do momento que se crie instabilidade política no país, dificilmente se volta
atrás. No entanto, o governo tem esticado a corda demais e daí esta conversa
com o Presidente da República, a fim de eventualmente, haver alguma conversa
com o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, para que este mude de atitudes,
porque há um ano atrás, o então líder da oposição, acusou o eng. Sócrates de
anunciar primeiro em Bruxelas as medidas do PEC, que no Parlamento. Agora, foi
exactamente o que Passos Coelho fez. Já se esqueceu do que criticou há um ano
atrás. Aliás, ele tem comido muito queijo e esquece-se com muita facilidade de
tudo o que criticou, o que prometeu em campanha eleitoral, porque faz tudo o
que disse que não ia fazer. Portanto, as palavras dele valem o que valem, a sua
credibilidade começa a ser nula para muitos portugueses.
Todos
nós queremos estabilidade governamental, mas na verdade não pode haver
marginalização de nenhum dos partidos que assinou o memorando da troika. O PS tem aguentado algumas
coisas, que com outro líder no Partido Socialista, já tinha acabado o apoio
tácito ao governo. Não é por acaso que o Partido Comunista (PC) está a marcar
manifestações para a cidade do Porto e para a cidade de Lisboa. A Intersindical
está a fazer a mesma coisa, mas em dias diferentes, porque assim acaba por
haver duas manifestações em cada cidade intervaladas por alguns dias. O jogo
habitual do PC e da Intersindical, como sempre um diz mata, o outro diz esfola.
Até parece que estão a começar a ensaiar um novo PREC, só que já não estamos em
tempos revolucionários, apesar de também parecer necessário, mostrar a umas
quantas pessoas que não nos esquecemos do tempo da revolução dos cravos,
acabado de comemorar, no passado dia 25 de Abril o seu 38º aniversário. Algumas
figuras políticas da actualidade, julgam que podem regressar ao tempo de
Salazar e Caetano, e que para isso, só é necessário implementar algumas
medidas, contra os trabalhadores e contra a população em geral. Não será bem
assim, porque se antes do 25 de Abril, a esmagadora maioria da população era
completamente apolítica, hoje não é bem assim. Todos sabemos ver onde está a
democracia e onde começa o fascismo ou a ditadura. Nessa altura, todos nos
acomodávamos e poucas pessoas iam para a frente das manifestações, ou comícios,
ou quaisquer ajuntamentos que houvesse. Sabíamos que muitos seriam presos torturados
e até deportados para Cabo Verde (Tarrafal). No entanto, hoje isso não será
assim, pode acontecer de alguém ser preso, porque respondeu a agressões da
polícia, isso é o que geralmente acontece nas manifestações. Até à data ainda
não houve nada que não seja cargas policiais, mas no momento em que os cidadãos
começarem a responder a essas cargas, então, teremos uma batalha campal.
Julgo
que o Presidente da República, vai acabar por chamar o Primeiro-ministro a
Belém, para lhe explicar que é melhor para o governo ter o acordo tácito do PS,
que apenas ter o peso dos votos da coligação, porque aí, a comunidade
internacional deixa de dizer que em Portugal, existe uma ampla maioria que
apoia o memorando da troika.
Hoje
dia 11 de Maio, os jornais diários, falam de diversas coisas interessantes e
das quais vou destacar algumas.
A
CE diz que Portugal não vai conseguir atingir a meta do défice para este ano,
que está estipulado em 4,5%. Para mim isso não é novidade nenhuma, porque no
passado ano ficamos abaixo dos valores estipulados pela CE, devido aos Fundos
de Pensões da Banca. Com o desemprego a aumentar, com as receitas de impostos a
baixarem, não é difícil fazer contas rápidas que o défice será superior ao
estipulado pela CE.
Também
foi divulgado pela imprensa, que a CE estima que o desemprego para Portugal
este ano, atingirá 15,5% e que para o próximo ano, ficará nos 15,1%, valores
mais altos que os dados fornecidos pelo governo. Parece que o governo ao fazer
as suas contas, não mete todas as variáveis nos seus cálculos, pelo que são
sempre diferentes mas para melhor que as outras instituições. Julgo que o
ministro Vítor Gaspar, pensa que todos nós portugueses não sabemos ler, que não
nos informamos, que aceitamos todas as suas leituras dos dados como verdadeiras
e que outras instituições não divulga os dados recolhidos no país.
A
EDP e os chineses também são notícia nos jornais de hoje, porque está cá em
Portugal um director da empresa chinesa que comprou as acções que Portugal
detinha na EDP, e que ficou de entregar hoje o cheque de 2,1 mil milhões de
euros, que ainda falta pagar do valor acordado. Pelos vistos está em causa a
questão das rendas pagas pelo Estado à EDP, que terão de ser renegociadas e
possivelmente terminar. Os chineses pretendem manter as rendas chorudas, que
todos nós pagamos na factura da electricidade e que dão lucros fabulosos à
empresa.
Sem
querer apontar o dedo seja a quem for, acho que esta situação está a ser uma
“queixinha” do ”Sherman” da EDP
Eduardo Catroga. Este senhor foi um dos responsáveis das negociações da venda
das acções da EDP aos chineses da Three Gorges. Há cerca de duas semanas atrás,
houve um debate na televisão, em que eram protagonistas Eduardo Catroga e
Medina Carreira. Neste debate, Catroga defendia a continuidade das rendas e
Medina Carreira e cessação das mesmas. O debate foi bastante aceso e quase que
se pegavam, ambos se levantaram das cadeiras e de pé e esbracejar, cada qual
defendia a sua dama. Daí que ache que está o dedinho de Catroga nesta atitude
dos chineses de Three Gorges, até porque ele tem de demonstrar que merece o
cargo de “Sherman” na EDP e o
dinheiro que ganha (500.000,00 € por ano, mais regalias).
Notícia
de “última hora”, os chineses da Three Gorges, já efectuaram o pagamento e já
são donos das acções vendidas pelo Estado português, tornando-se assim o maior
accionista da EDP. Portugal agora só detém 4,14% das acções da EDP. Boa notícia
para o ministério das finanças, que aumenta o saldo das contas bancárias em 2,1
mil milhões de euros. Falta saber se o Ministro das Finanças Vítor Gaspar,
negociou alguma coisa errada com as rendas em relação à Three Gorges.
Outro
assunto que hoje mais uma vez é notícia e pela negativa, é o caso “ISALTINO
MORAIS”. Foi divulgado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que a sentença que
tinha sido dada em relação ao processo de corrupção foi dado como prescrito,
portanto, mais uma vez se demonstra que quem tem dinheiro, pode adiar como quer
as acções judiciais, a fim de beneficiar com as prescrições dos processos.
É
um escândalo para a “Justiça de Portugal”, que casos como estes não tenham o
fim que merecem, que é a prisão dos prevaricadores. Continuo a dizer que um
sem-abrigo, que roube para comer, como já foi o caso na nossa justiça, tenha de
ser perseguido, preso e que sempre que era necessário intimá-lo para uma
audiência, tinha de andar um carro patrulha da PSP à sua procura pelas ruas de
Lisboa. Como os dinheiros públicos podem ser gastos sem respeito pelos
contribuintes.
A
justiça portuguesa, não tem respeito nenhum pelos cidadãos, estes casos de
corrupção de políticos ou de gestores de grandes empresas, normalmente não dão
em nada, porque outro poderes que estão instalados na esfera do governo, minam
todas estas coisas para que não haja sentenças transitadas em julgado. Assim
ninguém pode dizer que “A” ou “B”, foi condenado por isto ou aquilo. No caso
concreto de Isaltino Morais, ele foi realmente condenado, mas como a sentença
não chegou a transitar em julgado, é a mesma coisa como se nada tivesse
acontecido. Esta situação interessa aos políticos, porque assim nada lhes
acontece, mesmo que sejam acusados disto ou daquilo, acabam por conseguir adiar
as sentenças, com recursos atrás de recursos, e, os anos vão passando sem que
realmente paguem pelos seus actos corruptos.
Quando
será que a justiça consegue ter a independência necessária do poder político,
para que os julgamentos sejam completamente livres e transparentes para todos?
Quantas
reformas da justiça terão de ser feitas, para que as leis sejam iguais e
acessíveis a todos?
O
nosso atraso, em relação aos restantes países europeus, está em grande parte na
forma como funciona a justiça. Lá fora, qualquer político é julgado após o seu
mandato, se eventualmente durante a vigência do mesmo, cometeu alguma
ilegalidade. Poderá acontecer isso em França com o senhor Sarkozy, devido a um financiamento ilegal de um partido político. E
assim é que deve ser, não estamos em nenhuma república das bananas, para que
tudo fique na mesma.
Penso
que está na altura de se começar a fazer alguma coisa pela justiça!
Só
vejo o governo preocupado com a austeridade e mais austeridade, mas nas
reformas estruturais que tanto fala, não mexe uma palha.
Ø A
questão das rendas da energia, pouco ou nada foi feito desde a tomada de posse
do governo.
Ø A
questão da justiça, que está exactamente igual ao que era antes de este governo
ter tomado posse.
Ø A
questão da equidade fiscal, no que respeita ao esforço que cada um dos cidadãos
tem de contribuir para a austeridade.
Ø A
igualdade entre os cargos públicos e os cidadãos comuns do país.
O
que é que foi feito até ao momento?
·
Confiscado 50% do subsídio de Natal a todos
os trabalhadores portugueses no ano de 2011.
·
Alterar as isenções de taxas moderadoras no
Serviço Nacional de Saúde (SNS). Com influência na recolha benévola de sangue
por parte dos dadores, que estão a fazer boicote às dádivas.
·
Aumento das taxas de IVA, de quase todos os
produtos para 23%, nomeadamente alguns de primeira necessidade.
·
Retirar os subsídios de férias e de Natal aos
funcionários públicos, pensionista e reformados e partir já de este ano e pelo
menos até 2014, podendo ser restituído parte (25%) em 2015, aumentando 25% ao
ano até 2018. Isto caso o Orçamento de Estado o permita.
·
Aumentar os transportes públicos duas vezes
no espaço de três meses e três vezes no espaço de um ano.
·
Suspender o direito à reforma antecipada aos
contribuintes, que tenham mais de 55 anos e 40 anos de contribuição para a
Segurança Social.
·
Alterou as leis laborais para facilitar os
despedimentos, pondo um plafond no
montante da indemnização, independentemente do número de anos que o trabalhador
tenha.
Enfim,
alterou para pior no que diz respeito às conquistas dos trabalhadores com o
golpe de estado, que acabou com a ditadura e o fascismo de Salazar e Caetano.
Neste
momento, já temos o líder do PS a dizer que vai para a frente das manifestações
de rua, se o Governo continuar a querer desmantelar o SNS e a Segurança Social.
Todos
os ministros das finanças que fizeram parte dos sucessivos governos, tiveram a
sua quota-parte nas desgraças económicas do país e para que fique na história,
vou coloca-los aqui, como co-responsáveis das dificuldades económicas em que
hoje nos encontramos.
Detentor do cargo
|
Tomada de posse
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15 de Maio de 1974
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17 de Julho de 1974
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26 de Março de 1975
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23 de Julho de 1976
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29 de Agosto de 1978
|
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1 de Agosto de 1979
|
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3 de Janeiro de 1980
|
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9 de Janeiro de 1981
|
|
9 de Junho de 1983
|
|
4 de Janeiro de 1990
|
|
3 de Julho de 2001
|
|
5 de Abril de 2002
|
|
17 de Julho de 2004
|
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12 de Março de 2005
|
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21 de Julho de 2005
|
|
21 de Junho de 2011
|
Tabela 1 lista de ministros das finanças após o 25
de Abril de 1974
Todos
estes senhores tiveram a sua responsabilidade na situação das finanças actuais
do país. Uns mais que outros, dependendo da data de governação, e das Mega
obras efectuadas durante o mandato de cada um. No entanto, todos eles quiseram
de uma forma ou outra, ficar na história deste país, uns pela positiva e outros
pela negativa. Claro que desde 1985 é que foram efectuadas as Mega obras e que
começaram as PPP, daí que os ministros das finanças que tiveram a chefia da
pasta desde essa data, é que têm mais responsabilidade no estado actual das
nossas finanças públicas. Além deles, não nos podemos esquecer dos chefes de
governo que tinham a seu cargo a política a seguir para o país.
Primeiro-ministro
(Nascimento–Morte) |
Retracto
|
Início
do mandato
|
Fim do
mandato
|
Eleito
(Governo) |
Partido
|
|||||
Junta de
Salvação Nacional (1974)
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–
|
25 de
Abril de 1974
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16 de
Maio de 1974
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Governos
Provisórios (1974–1976)
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||||||||||
103
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16 de
Maio de 1974
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18 de
Julho de 1974
|
——
(I Prov.) |
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104
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18 de
Julho de 1974
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19 de
Setembro de 1975
|
||||||||
——
III Prov.) |
||||||||||
——
(IV Prov.) |
||||||||||
——
(V Prov.) |
||||||||||
105
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19 de
Setembro de 1975
|
23 de
Junho de 1976
|
——
(VI Prov.) |
|||||||
–
|
23 de
Junho de 1976
|
23 de
Julho de 1976
|
||||||||
Governos
Constitucionais (1976-Present)
|
||||||||||
106
|
23 de
Julho de 1976
|
28 de
Agosto de 1978
|
||||||||
107
|
28 de
Agosto de 1978
|
22 de
Novembro de 1978
|
||||||||
108
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22 de
Novembro de 1978
|
1 de
Agosto de 1979
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109
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1 de
Agosto de 1979
|
3 de
Janeiro de 1980
|
——
(V) |
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110
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3 de
Janeiro de 1980
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4 de
Dezembro de 1980
|
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111
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4 de
Dezembro de 1980
|
9 de
Janeiro de 1981
|
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112
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9 de
Janeiro de 1981
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9 de
Junho de 1983
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113
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9 de
Junho de 1983
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6 de
Novembro de 1985
|
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114
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6 de
Novembro de 1985
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28 de
Outubro de 1995
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115
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28 de
Outubro de 1995
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6 de
Abril de 2002
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116
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6 de
Abril de 2002
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17 de
Julho de 2004
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17 de
Julho de 2004
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12 de
Março de 2005
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12 de
Março de 2005
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21 de
Junho de 2011
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119
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21 de
Junho de 2011
|
presente
|
||||||||
Tabela 2 Primeiros-ministros de após 25 de Abril de
1974
Nesta
tabela estão todos os governantes e responsáveis das políticas seguidas por
cada governo. De 1985 para cá, todos, mas mesmo todos, são os verdadeiros
responsáveis pela actual situação financeira do país. Uns mais que outros, mas
todos fizeram PPP, todos gastaram dinheiros públicos com fartura, todos criaram
“tachos” para os amigos e correligionários, todos aumentaram o número de
funcionários públicos, com a criação de Empresas Públicas e Institutos, que
muito deles nem se sabe para o que servem. Começou nessa data a promiscuidade
dos cargos públicos e dos privados. Muitos dos ministros de Cavaco Silva, hoje
são gestores de empresas e bancos privados, outros têm gabinetes que assessoria
o Estado, e ao mesmo tempo estão no Parlamento como deputados. Isto devia ser
proibido, ser deputado, e exercer a sua actividade como advogado e ao mesmo
tempo, também prestar assessoria ao governo. Esta é uma situação em que os
interesses colidem, mas que quando se pregunta ao Primeiro-ministro, ele
responde que não que não existe colisão nos interesses. Chegamos ao ponto de ter
um Presidente executivo na CGD, que é pago por um banco privado e exerce em
simultâneo a fiscalização dos interesses do banco do Estado e da banca privada,
como se estes não fossem concorrentes no mercado.
Se
hoje tivessem de ser julgados os responsáveis do actual estado das finanças
públicas, de 1985 para cá, teriam de se sentar no “banco dos réus” quase todos
os governantes de cada governo, mas os Primeiros-ministros e Ministros das
Finanças, esses estariam lá todos, porque todos eles são responsáveis de como
nos encontramos financeiramente na actualidade.
Nas
notícias de hoje, também está relatado um caso sobre as “Secretas” e o Ministro
Miguel Relvas, de ter havido troca de informações entre um antigo chefe das
secretas e o Miguel Relvas, na altura da campanha eleitoral de há um ano atrás.
O Ministro já foi chamado ao parlamento e vamos ver como é que vai ficar este
escândalo sobre as “Secretas” e os interesses que estas defendem. É natural que
hoje também seja debatido esse assunto, porque é o debate quinzenal do governo
no Parlamento. Entretanto, amanhã é fim-de-semana, vai haver futebol e tudo se
esquece até segunda-feira. Depois aparecem novos casos e novas novidades, cá
estarei para as comentar e dissertar sobre essas notícias que vão com toda a certeza
aparecer.
Palavras
para quê? É o Primeiro-ministro no seu melhor!
Passos Coelho diz que
desemprego pode ser uma oportunidade
Publicado ontem
O
primeiro-ministro apelou, esta sexta-feira, aos portugueses para que adoptem
uma "cultura de risco" e considerou que o desemprego não tem de ser
encarado como negativo e pode ser "uma oportunidade para mudar de
vida".
Foto: NUNO PINTO FERNANDES/GLOBAL IMAGENS
Durante a tomada de posse do
Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, no Centro Cultural de Belém, em
Lisboa, Pedro Passos Coelho lamentou que "a cultura média" em
Portugal seja a "da aversão ao risco" e que os jovens licenciados
portugueses prefiram, na sua maioria, "ser trabalhadores por conta de
outrem do que empreendedores".
Numa intervenção de cerca de
vinte minutos, o primeiro-ministro defendeu que "essa cultura tem de ser
alterada" e substituída por "um maior dinamismo e uma cultura de
risco e de maior responsabilidade, seja nos jovens, seja na população em
geral"
Passos Coelho referiu-se em
especial aos portugueses que estão sem emprego: "Estar desempregado não
pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo.
Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar
também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre
escolha também, uma mobilidade da própria sociedade".
Segundo Passos Coelho, a
Europa e Portugal precisam de apostar em "modelos de desenvolvimento de
valor acrescentado, de forte base tecnológica" para ganharem
competitividade económica, e não nos preços baixos.
"Essa não é a
competitividade que nos interessa. No curto prazo, no meio da crise em que
estamos, claro que é preferível ter trabalho, mesmo precário, do que não ter,
claro que é preferível trabalhar mais do que não trabalhar, vender mais barato
do que não vender", mas "o modelo para o futuro tem de ser o de
acrescentar valor", reforçou.
O primeiro-ministro terminou
o seu discurso considerando que, para isso, "a economia pública tem de
investir alguma coisa" na ciência, na tecnologia, na inovação, mas que
também deve haver "uma participação crescente do capital privado"
nestas áreas.
Estas
palavras do Primeiro-ministro, revoltam o mais comum dos mortais, mesmo que
estejam empregados e com o futuro garantido.
A
vontade que me dá é realmente mudar de vida, passar a utilizar as técnicas de
combate à guerrilha que aprendi no tempo de Marcelo Caetano, quando andei na
tropa, a fim de servir de carne para canhão, mas que se calhar neste momento
até dava jeito, para iniciar uma revolta armada contra estes “senhores do
poder”.
É
preciso ser demasiado insensível ao flagelo do desemprego para se dizer num
discurso, tamanha barbaridade.
Será
que “esta besta” sabe o que é passar fome?
Será
que ele sabe o que ser um pai, querer dar de comer à família e não ter dinheiro
para comprar os alimentos mais básicos?
Será
que ele sabe do que é capaz um pai, para dar de comer à família?
Então
que se cuide, porque apesar de andar com 16 guarda-costas, pode eventualmente
ter um acidente.
Depois
deste desabafo carregado de ódio e irritação, vou fazer o meu comentário a esta
notícia.
O
Primeiro-ministro, começa a ver que apesar de ter enveredado pelo caminho do
“custe o que custar”, não vai conseguir atingir a meta a que se propôs, até
porque foi pelo lado errado. Não se pode num momento de crise económica, criar
um Código laboral, em que o despedimento é facilitado, não existe travões ao
despedimento, criam-se bancos de horas para deixar de pagar as horas
extraordinárias, e facilita-se o mais possível a vida aos patrões.
Esta
politica do “custe o que custar”, aumentou os impostos de tal forma, que uma
grande parte dos pequenos e médios empresários tiveram de fechar as portas,
porque não conseguiram sobreviver a essa carga fiscal. Daí o aumento
desmesurado do desemprego.
As
metas do défice para 2012, não vão ser atingidas, vamos ultrapassar os 4,5% do
PIB, que está previsto. O desemprego vai ultrapassar os 15%, pelos dados da CE,
chegará em 2012 aos 15,5%.
O
que é que corre bem para o governo? Ser o aluno perfeito, que faz tudo o que a troika quer, sem protestar e ainda
ultrapassa o memorando de entendimento com a troika.
Temos
o exemplo de Espanha, que unilateralmente disse à CE que este ano vai
ultrapassar o défice a que era obrigado, que precisa de mais um ano, para
chegar a essa meta. Aqui é respondido pelo Primeiro-ministro, que Espanha não
pediu ajuda externa, claro que não, mas pelos vistos, não vai demorar muito a
ter de fazê-lo, infelizmente para os espanhóis como para Portugal, que tem como
melhor cliente a Espanha.
A
dissonância entre membros de governo é enorme, porque enquanto o Ministro das
Finanças, na parte da manhã de ontem, num discurso em Cascais, disse mais ou
menos isto:
“As
pessoas conseguem ultrapassar doenças graves, como o cancro, conseguem
relativamente bem, esquecer e viver com esse drama, conseguem esquecer o
desaparecimento de um ente-querido ou amigo chegado, mas com o desemprego não,
é uma catástrofe, que não se consegue ultrapassar”.
Foram
mais ou menos estas as palavras, e que, demonstra bem as diferenças de opinião
entre ambos. Enquanto que o Ministro das Finanças demonstra compreender o drama
do desemprego, o Primeiro-ministro, não mostra sensibilidade para o facto.
Durante
o fim-de-semana, o assunto não foi esquecido, houve alguns programas
televisivos que falaram do assunto, assim como, todos os comentadores, em
geral, deram uma “bicada” no assunto.
Hoje,
nova semana e mais elementos novos a juntar às questões mirabolantes do país:
Então
nós não temos um dos submarinos da classe “Tridente”, adquiridos pelo actual
Ministro dos Negócios Estrangeiros e na altura da compra era Ministro da
Defesa, Paulo Portas, parado por falta de dinheiro para combustível?!
De
que nos serve ter dois submarinos actuais, se não temos dinheiro para os ter a
navegar a fazer patrulhamentos?!
Teria
sido uma compra completamente necessária, ou foi uma das Mega obras, neste caso
aquisição, de bens para o qual não temos dinheiro para sustentar. Já nem falo
nos 1000 milhões de euros que custaram os dois submarinos, (foi necessário ir
buscar os “Fundos de Pensões” da PT, a fim de haver dinheiro para o pagamento)
nem na corrupção e subornos com a sua aquisição.
Este
tipo de negócios que são feitos por um ministério, na aquisição de um bem, que
depois não se consegue pagar a sua manutenção e terá de ficar parado, gastando
dinheiro dos contribuintes, de qualquer maneira e não se tem de justificar essa
aquisição, nem responder pelas suas consequências, devia acabar em definitivo,
com o julgamento dos culpados.
Neste
fim-de-semana, também aconteceram eleições regionais na Alemanha da senhora Angela Merkel, que perdeu de uma forma
que não deixou margens para dúvidas a ninguém. Hoje toda a imprensa
internacional fala do assunto. Quer isto dizer, que o seu “reinado” está a
chegar ao fim.
Por
cá, tivemos o Primeiro-ministro na “Feira do Livro” em Lisboa, que quando se
preparava para sair da mesma, foi vaiado de tal forma, que teve de ser
protegido pela polícia e ainda houve uns chega para lá, por parte da polícia,
aos manifestantes improvisados. Cada vez começa a ser mais frequente os apupos
e vaias, sempre que um membro do governo aparece num sítio qualquer, quer em
deslocações oficiais, como em deslocações particulares.
Também
ficamos a saber, que a redução dos utentes nas urgências dos hospitais, deve-se
à migração para clínicas privadas, através de seguros e ADSE. Era de esperar
que esta situação acontecesse, mas também penso que as medidas tomadas foram
com esse fim. Assim, o senhor ministro está a favorecer as clínicas dos
“amigos”, ou não fosse ele gestor de seguros de saúde do BCP.
Constitucionalista critica tentativa de responsabilizar cidadãos pela crise.
Publicado ontem 14 de Maio de 2012
261 12 1
O constitucionalista Pedro
Bacelar de Vasconcelos criticou, esta segunda-feira, no Porto, a tentativa de
"responsabilizar falsamente um povo inteiro pelas desgraças que lhe
ocorrem", apontando a situação de crise que se vive, nomeadamente, na
Grécia e em Portugal.
Pedro Bacelar de Vasconcelos
No entender do
constitucionalista, não tem sentido "responsabilizar exclusivamente os
próprios povos que se vêm em dificuldades, impondo-lhes políticas de
austeridade de sentido único, que miraculosamente deveriam suscitar o
florescimento da iniciativa e a retoma do crescimento económico, sem o apoio de
outras medidas".
Esta é "uma estratégia
de ocultação da incapacidade da União Europeia para corrigir as assimetrias de
desenvolvimento que esta união económica ou monetária claudicante veio
promover", considerou o constitucionalista numa conferência sobre
"Direitos Humanos e Democracia. Presente e futuro", promovida pela
Universidade Portucalense.
A dívida soberana dos gregos
"começou por ser descrita como o resultado de uma sociedade mal
organizada, como o resultado da insensatez e dos gastos irracionais e
megalómanos, como a expressão de uma incapacidade para a auto-organização, como
indício de um modo de ser insolente, preguiçoso, muito distante da diligência e
da capacidade de trabalho dos povos do Norte", referiu.
Pedro Bacelar de Vasconcelos
lembrou que "a Grécia começou por ser apresentada como uma excepção a
precisar de um castigo vigoroso que rapidamente a reconduzisse aos padrões de
comportamento impostos nesse clube de democracias que é a UE, mas a verdade é
que o problema não só não se resolveu, como continuou a agravar-se e a
alastrar. Pouco depois, Portugal juntava-se a esse clube dos preguiçosos do
sul, amorosamente descritos por PIGS".
E, acrescentou: "Hoje
temos também a nossa vizinha Espanha e a Itália confrontados com a exigência de
pagamento de juros usurários para conseguir obter nos mercados internacionais,
o indispensável financiamento das suas economias debilitadas. Como ouvi dizer
num coloquio em que participei recentemente, de súbito, as pessoas passaram a
ser tratadas como números e os números passaram a ser tratados como pessoas. Os
mercados são vítimas de stresse, os mercados julgam, decidem e dão-nos o
critério definitivo do que é bem e do que é mal ".
"Vai-se mesmo mais
longe insinuando que o desemprego deve ser visto como uma oportunidade,
insinuando que estamos a pagar por termos vivido acima das nossas
possibilidades, isto é, responsabilizando as pessoas e os cidadãos comuns por
desenvolvimentos que tem uma motivação bem mais complexa e transcendente",
disse, aludindo a recentes declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos
Coelho, a propósito do aumento do desemprego em Portugal.
"Estamos num mundo onde
as agendas se inverteram, onde a arrogação de novos critérios vai exigir uma
solidariedade internacional que anteriormente só era concedida no plano das relações
de vizinhança. Os conceitos de equidade e de justiça hoje têm como horizonte o
mundo inteiro e as enormes discrepâncias de desenvolvimento e de condições de
vida terão de se encaminhar para um ajustamento", concluiu.
A
Faceta deste governo enviar para as águas da Guiné-Bissau dois ou três barcos
da Marinha Portuguesa, mais aviões que ficaram estacionados em Cabo Verde e os
militares hospedados num Resort do arquipélago. Os custos com esta operação
precipitada do actual governo, custou ao país cerca de 5,8 milhões de euros. No
entanto, retiram-se regalias aos trabalhadores da função pública, assim como a
possibilidade de trabalhadores privados pedirem a reforma antecipada, que
ficaria mais barato que esse montante.
Bagão
Félix voltou ao assunto dos subsídios de férias e de Natal dos reformados,
porque diz que o Estado recebeu descontos sobre 14 meses e não sobre 12. Daí
que considera que o Estado está a ter uma atitude “confiscatória” aos
reformados.
O antigo ministro das
Finanças e da Solidariedade Social Bagão Félix classificou hoje a retirada de
subsídios de férias e de Natal aos pensionistas, mesmo que temporária, como uma
atitude "confiscatória", uma vez que descontaram sobre 14 meses.
"Quando se retiram os
subsídios de Natal e de férias aos pensionistas, sobretudo aos pensionistas
cuja pensão resulta dos seus descontos, é confiscatório no pior sentido da
palavra porque essas pessoas descontaram sobre 14 meses", disse Bagão
Félix, numa conferência na Faculdade de Economia da Universidade do Porto sobre
o novo modelo do Estado social.
Para o antigo ministro de
dois governos de coligação PSD/CDS-PP, tal como o actual, estas pessoas
"têm um direito constitutivo no sentido em que, de facto, fizeram um
desconto sobre 14 meses para terem direito a uma pensão sobre 14 meses".
Bagão Félix lamentou, ainda,
que se tenha vindo a "pulverizar a lógica do Estado social com erros
técnicos", numa altura em que "ninguém fala dos direitos
adquiridos".
"Quase apetece dizer,
então, 'não têm os subsídios, vamos fazer um desconto do imposto da Taxa Social
Única que pagaram anteriormente e vamos devolver isso às pessoas'", disse
o antigo governante, com a ressalva de esta ser uma ideia apenas teórica.
Apesar de o Governo ter
apontado 2015 como o ano em que começa gradualmente a devolver os cortes
salariais realizados na função pública e os subsídios de férias e de Natal,
Bagão Félix, numa entrevista à agência Lusa no início do mês, disse não
acreditar que tal venha a acontecer.
Fonte
DN em 18 de Maio de 2012
Essa
informação de que o Estado está a “roubar” os reformados, quando lhes confisca
o subsídio de férias e de Natal, já eu disse há tempos atrás. Pelo menos,
constato que não sou único a dizer que o Estado não é uma entidade de bem e que
não cumpre os acordos efectuados há muitos anos atrás entre Segurança Social e
os trabalhadores que efectuaram os seus descontos de capitalização para a dita
instituição, a fim de ter a velhice assegurada financeiramente.
Não
sei se algum Sindicato ou partido político interpôs alguma acção judicial ou se
pediu a fiscalização da Lei para o Tribunal Constitucional, se ninguém o fez
está errado. Para mim que não sou advogado nem jurista e muito menos
constitucionalista, acho que esta Lei é completamente inconstitucional, pois
trata-se de dinheiro que não pertence ao Estado, mas sim a quotizações dos
trabalhadores ao longo dos anos. Reafirmo o que já disse sobre este assunto, o
Estado é apenas o gestor deste dinheiro e não pode utilizá-lo senão nas
reformas dos trabalhadores.
(ATUALIZADA) O
ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje, em
Braga, que tentar resolver os problemas do país com "velhas fórmulas e
velhas receitas" é uma "atitude de grande esquizofrenia".
"Eu vi o que foi da
parte da administração local ao longo deste ano. Tudo o que significa fazer
alterações incomoda, gera inimigos. Porque também há uma atitude de grande
esquizofrenia. Nós queremos sair do problema, mas queremos sair com as velhas fórmulas
e velhas receitas. (...) Temos de fazer [as alterações], não por causa da
'troika', mas porque esse é o caminho certo, o caminho adequado", disse
Relvas.
Para Miguel Relvas, todos
são a favor das mudanças, mas "só para o vizinho".
Na Universidade do Minho,
para uma conferência dedicada à Reforma da Administração Financeira do Estado,
Miguel Relvas disse ainda que a concretização de "profundas reformas na
administração central e local" é outra das saídas para a crise.
Para Miguel Relvas, a
administração local padece de "uma esquizofrenia", pois "é a
favor de mudanças, mas só para o vizinho", explicando, durante a sua
intervenção na conferência, que "quem faz mudanças ganha inimigos".
Segundo o ministro, a
dificuldade está em querer "sair do problema, mas com as velhas
receitas". Por isso, afirmou que as "mudanças são o caminho
certo".
O
ministro-adjunto disse também que não tem havido uma "relação de
transparência" entre o cidadão e o Estado e que isso precisa de mudar.
"A
partir de 2013, todos os funcionários superiores da administração pública vão
ser escolhidos, não pelo ministro A ou B, mas por concurso. É um factor
decisivo de transparência e credibilização da administração pública",
indicou.
Relvas
deu também conta da necessidade de se procuraram "novos mundos",
porque "sempre" que Portugal viveu "só da Europa" teve
"dificuldades".
"Dos
oito países para os quais exportamos, seis estão em recessão. Isso obriga-nos a
procurar outros mercados", disse.
Fonte DN de 18 de
Maio de 2012
O
ministro voltou a culpar as Parcerias Público-Privadas (PPP) pela situação em
que o país se encontra e afirmou que nesta relação "o risco fica do lado
do Estado e muito pouco de quem tem que assumir responsabilidades".
Afinal segundo o Ministro-adjunto,
vem agora dizer que é uma opção política e não o memorando da troika que faz o governo seguir esta
política. O Governo apenas pretendeu deixar as políticas anteriores que eram
esquizofrénicas, segundo a opinião do ministro Miguel Relvas.
Agora por linhas e travessas, o
Ministro-adjunto Miguel Relvas, vem dizer que Portugal exporta para países
europeus que estes estão em recessão. Portanto, a culpa das nossas finanças
públicas tem a ver com a situação internacional, segundo ele. Também, acho que
os nossos clientes habituais estão em dificuldades como nós e daí que exportar
mais quantidade ou até a mesma que exportávamos até aqui, pode ser um problema,
mas isso, não será toda a desculpa. Além de Portugal ter necessidade de
exportar para outros mercados, comercialmente falando e como ex-director
comercial, digo o que sempre disse, mais vale ter 100 pequenos clientes, que
dez grandes clientes. Isso, porque o risco é inversamente proporcional em
relação ao número de clientes. Portanto, nós já devíamos ter procurado novos
mercados para os nossos produtos exportáveis, assim como deveríamos ter
diversificado os nossos fornecedores. Não pode ser só BMW, Mercedes,
Volkswagen, Opel, Porsche, etc.
Opel da Azambuja fecha amanhã ao fim de 43 anos
Por Leonor
Matias 20 Dezembro 2006
Amanhã, às 23.10,
as máquinas param na fábrica da General Motors, na Azambuja, ao fim de 43 anos
de laboração. A decisão da GM de deslocalizar a produção do Opel Combo para a
fábrica de Saragoça atira para o desemprego os 1100 trabalhadores da fábrica, a
que acrescem cerca de 400 postos de trabalho indirectos.
A GM é o
principal empregador da região e existem situações em que há vários elementos
da mesma família a trabalhar na unidade. Técnicos do Instituto do Emprego e
Formação Profissional (IEFP) estiveram na última semana a estudar caso a caso a
situação de cada trabalhador, atendendo à nova lei do subsídio de desemprego
que entrou em vigor no início deste mês.
O ambiente
na fábrica é de "tristeza", diz Paulo Vicente, da Comissão de
Trabalhadores. No seu caso, diz, com "42 anos e 12,5 anos de GM, vai ser
difícil arranjar emprego". Para já, não quer pensar no futuro, e afirma
que vai "tirar umas férias". Outro trabalhador, que pediu o
anonimato, disse ao DN que ainda não sabe o que vai fazer depois de amanhã. Os
trabalhadores da GM acalentam a esperança de a fábrica ser vendida a uma
empresa do sector automóvel e voltarem a ser chamados. Sobre os projectos no
sector logístico que se estão a instalar na zona, Paulo Vicente não acredita
que seja solução. "Não existem alternativas na região", desabafa.
A linha de
montagem começa a ser desmantelada de imediato e todas as ferramentas afectas à
montagem do Opel Combo serão transferidas para a fábrica de Saragoça. Os planos
traçados pela GM apontam para que o processo de desmontagem da unidade da
Azambuja e instalação das linhas na fábrica espanhola demorará cerca de dois
meses. Ou seja, diz Paulo Vicente, Saragoça ficará apta a fabricar o modelo
Combo em finais de Fevereiro. Até à data, não houve contactos entre os
trabalhadores das unidades portuguesas e espanhola.
Paulo
Vicente garante que os trabalhadores, apesar do desalento, estão a cumprir o
acordo que assinaram com a GM no início de Outubro, em que, em troca de um
plano de compensações, se comprometeram a fabricar 23 062 veículos até amanhã.
Por dia saem da fábrica 320 veículos. No final de 2005, um relatório da GM
enaltecia o desempenho da fábrica da Azambuja, ao registar um aumento de
produção de 11,2% face a 2004, ao montar 73 711 veículos. Ao nível da
qualidade, "a fábrica da Azambuja voltou a apresentar excelentes
indicadores e a evidenciar uma elevada eficiência a nível do processo
produtivo, cotando-se entre as três melhores unidades industriais da GM
Europa". Cinco meses mais tarde, um estudo evidenciava que o custo de
produção por veículo apresentava uma desvantagem de 500 euros comparativamente
a Saragoça. Amanhã, os trabalhadores do primeiro turno despedem-se da fábrica
às 14.30, e os do segundo às 23.10. Depois, o silêncio instala-se até à saída
das máquinas, logo a seguir ao Natal
Este é o exemplo da senhora Merkel, enquanto interessou utilizar
mão-de-obra barata, esteve em Azambuja, mas assim que arranjou alternativa na
Europa, também barata, tirou de imediato de cá a linha de montagem de veículos
OPEL.
O errado nesta questão de
facilidades para os investidores estrangeiros, prende-se com o facto de não
haver penalizações no acto de abandonarem o país. Para iniciarem a laboração em
Portugal, foi-lhes facilitado tudo, dando-lhes isenções de taxas, impostos e outras
regalias. No entanto, em meu entender, deveriam estar contempladas nas
negociações coimas por incumprimento de contractos ou por abandono do país. Se
assim fosse, ainda tínhamos cá a Opel e outras marcas de automóveis.
Outro assunto em destaque nos semanário
SOL desta semana.
BPN de Cabo
Verde usado pela rede suíça
18 de Maio,
2012 por Felícia Cabrita
A rede
sediada na Suíça e dirigida por Michel Canals fazia circular o dinheiro usando
contas abertas no BCP e, mais uma vez, no BPN e no BPN Instituição Financeira
Internacional (IFI), este com sede em Cabo Verde.
Como ficou
demonstrado na investigação da Operação Furacão, iniciada em 2004 pelo DCIAP,
desde o final da década de 90 que bancos como o BES, o Finibanco, o BCP e o
BPN, advogados e consultorias montaram uma engenharia financeira que visava
sobretudo colocar o dinheiro de alguns dos maiores empresários portugueses no
exterior – aliviando-os assim da carga fiscal, mas descapitalizando as empresas
e, em consequência, contribuindo para o empobrecimento do país. Apesar de a
investigação, encabeçada pelo procurador Rosário Teixeira e pela Inspecção
Tributária, ter resultado na constituição de 455 arguidos (150 dos quais eram
empresas), isso não demoveu quem já se habituara a atropelar o Fisco.
Mas neste
caso, com a crise instalada no país, o papel da rede de Canals, que também
funciona como agenciadora de clientes para bancos na Suíça (que depois colocam
os capitais em paraísos fiscais, como o Dubai) é actuar de forma inversa – ou
seja, como ‘fornecedora de dinheiro’, fazendo chegar a Portugal o dinheiro dos
depositantes quando estes necessitam, sem recorrerem ao seu transporte físico.
No caso dos
bancos investigados na Operação Furacão, o dinheiro era transportado pelos
‘homens da mala’ (funcionários da instituição de crédito que se deslocavam ao
exterior e faziam entrar o dinheiro na Suíça, camuflado nas bagageiras de
carros).
Como a Suíça
tem problemas em colocar dinheiro de forma directa em países da União Europeia
e sem identificar a sua origem, a rede liderada por Canals descobriu uma forma,
uma espécie de porta das traseiras. Era aqui que intervinha o intermediário
‘Medalhas’, um septuagenário que se passeia de Porsche e que abriu contas
bancárias por onde circulavam as verbas recebidas por Canals. Essas contas
eram, como se referiu, no BCP, no BPN e no BPN IFI.
Recorde-se
que foi no decurso da investigação ao banco de Oliveira Costa que o Estado, por
decisão do Governo de José Sócrates, em 2 de Novembro de 2008, decidiu
nacionalizá-lo. Ficou, assim, a deter o BPN SA e o BPN IFI, que servia para que
os respectivos clientes pudessem abrir contas numa instituição com sede num
país – Cabo Verde – onde a tributação de capitais é mais favorável.
Assim, foi o
próprio Estado, a partir da nacionalização, quem continuou a permitir que
clientes do BPN (como ‘Zé Medalhas’) usassem o IFI, não só para obterem grandes
lucros fiscais como também para promover a sua actividade de branqueamento. Ou
seja, o esquema manteve-se com a nova administração nomeada após a
nacionalização do banco pelo Governo de José Sócrates e assim continuou com a
nova administração nomeada pelo actual Executivo.
O BPN foi
adquirido pelo BIC, liderado por Fernando Teles e Mira Amaral, a 31 de Março
deste ano, tendo ficado de fora desta transacção não só os chamados ‘activos
tóxicos’ (o ‘lixo’ acumulado ao longo da gestão danosa de Oliveira Costa), como
o próprio BPN IFI, que está a ser gerido por duas empresas públicas, na
dependência da Secretaria de Estado do Tesouro, a Parvalorem e a
Parparticipadas.
Apesar de o
BPN IFIser do Estado – funcionando num primeiro andar de um edifício em Cabo
Verde, com apenas três funcionários – agora é o BIC que se assume como seu
proprietário, ao permitir aos seus clientes (como ‘Zé Medalhas’) continuarem a
utilizar a estrutura. Mas os investigadores apontam as baterias também ao Banco
de Portugal, que mais uma vez «falhou» na supervisão destas actividades.
Buscas
realizadas ontem.
‘Zé
Medalhas’ foi ontem alvo de buscas, na sua residência e no local de trabalho,
em que também participaram elementos da Unidade de Acção Fiscal da GNR. Segundo
o SOL apurou, ontem foram efectuadas buscas em agências do BIC em Queluz e do
BCP no centro de Lisboa.
Para escapar
às autoridades, ‘Medalhas’ recebia na sua conta no BPN IFI o dinheiro que saía
da Suíça, transferindo-o depois para as suas contas no BPN e no BCP em
Portugal.
Aqui,
efectuava avultados levantamentos semanais em dinheiro vivo. Este facto levou a
que aqueles dois bancos tenham, uma única vez, comunicado ao DCIAP a operação –
podendo agora, segundo a mesma fonte ligada ao processo contactada pelo SOL,
«refugiarem-se nesta denúncia para demonstrarem a sua inocência».
Apesar de o
recurso a este expediente ter ocorrido semanalmente, pode, ainda de acordo com
a referida fonte, ter apenas o compadrio do gerente das agências bancárias.
Resta aos investigadores, após as buscas, apurarem se isso era feito com a
conivência das hierarquias dos bancos ou se apenas passava pela gerência dos
balcões.
A entrega do
capital aos clientes era depois efectuada pela rede suíça, que também ganhava
uma comissão-extra – que acrescia à que já obtinham por gerir as aplicações em
nome dos clientes, nomeadamente em acções ou fundos.
Mas o grupo
também colocava dinheiro no exterior, como aconteceu com as verbas ganhas por
Duarte Lima na burla ao BPN. Nesta, recorde-se, está em causa um negócio
iniciado em 2007, de compra de terrenos em Oeiras (junto ao local para onde
estava previsto o novo Instituto Português de Oncologia), através do fundo
Homeland Imobiliário, financiado pelo BPN. O negócio terá valido a Duarte Lima
cerca de 10 milhões de euros e levou à prisão preventiva do advogado, em
Novembro passado, tendo sido agora decidida a prisão domiciliária, com pulseira
electrónica.
Tags: Cabo
Verde, Sociedade, BPN
O caso BPN, cada dia que passa
ficamos a saber mais verdades sobre este banco. Em vez de vendido foi dado ao
BIC, pois 40 milhões de euros não pagam sequer o valor do edifício sede do
banco. Mas esta trapaça, em lavagem de dinheiro e branqueamento de capitais, é
mais uma acha para a fogueira, em relação à supervisão do Banco de Portugal, à
banca privada.
Se houvesse uma investigação séria
por parte das autoridades e que o poder político não pudesse meter-se no meio
das investigações ou travá-las por qualquer meio, teríamos de certeza muitas
surpresas com as pessoas implicadas com os desvios de dinheiros deste banco.
POLÉMICA
Miguel
Relvas acusado de pressionar o "Público"
Ontem 18 de
Maio de 2012
O Conselho
de Redacção do jornal "Público" denunciou uma alegada pressão feita
sobre jornalistas e direcção daquele jornal pelo ministro adjunto Miguel
Relvas, avança o site da RTP.
Segundo o
texto publicado na página do site da estação pública (tutelada pelo ministro
adjunto dos Assuntos Parlamentares) Miguel Relvas terá ameaçado promover um
boicote de todos os ministros ao jornal "Público" e divulgar na
internet detalhes da vida privada da jornalista Maria José Oliveira.
Ainda
segundo essa notícia, um comunicado assinado hoje pelos membros eleitos do
Conselho de Redacção do Público revela que as alegadas ameaças foram
confirmadas pela direcção do jornal e terão sido feitas para o caso de ser
publicada uma notícia que desenvolvia o tema das contradições no testemunho do
ministro na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e
Garantias, na passada terça-feira.
Este Ministro-adjunto, “asqueroso e
ditador”, nunca enganou na sua postura e forma de falar com os jornalistas. Não
olha de frente para as pessoas, a não ser que seja para as intimidar, viu-se
isso numa entrevista dada há duas ou três semanas atrás à RTP, em que, no
momento em que se sentiu apertado ou desconfortável com as perguntas, deu um
tom mais ameaçador à jornalista e esta abrandou a pressão que estava a fazer.
Aliás, de uma forma geral, todos os membros deste governo, quando são
confrontados com perguntas mais directas, passam a ser prepotentes e arrogantes
nas suas respostas.
Esta ameaça do Miguel Relvas, só
demonstra como é baixa a nossa classe política. Não olham a meios para atingir
fins, agarram-se ao poder como lapas ou como Pthirus pubis, (Vulgo chatos) não se largando com facilidade.
Depois dizem que estão a fazer sacrifícios para servir o país e querem reformas
com poucos anos de serviço.
Enquanto houver destes parasitas
na sociedade que se dizem políticos, porque mentem diariamente, traficam
influências através das mais variadas formas, só para se manterem na política e
com poder executivo na vida, o país não sai do marasmo em que entrou!
O Miguel Relvas esteve esta semana
no Parlamento a ser ouvido sobre o chamado caso do “super espião”, em que foi
passada informação confidencial por um ex-director dos SIED, ao Miguel Relvas.
No entanto, ele negou ter recebido tais informações, agora sabe-se que afinal
mentiu, o que toda a gente imaginava, e acaba por ameaçar em por detalhes da
vida privada da jornalista a descoberto na Internet. Isto é de uma
baixeza a todos os níveis, mas também não tenho os políticos em boa
consideração. Desde corruptos, ladrões, traficantes de influências, há de tudo
no mundo da política.
Apesar de já terem passado uns dias, desde que
começaram as críticas às ameaças do ministro Miguel Relvas à jornalista do
jornal Público, ainda se fazem sentir os ecos dessas ameaças. Manuela Ferreira
Leite disse num programa da CIC Notícias, que, “a ERC deve mostrar que existe e
para o que serve”, dando a entender que realmente o Miguel Relvas não está
isento de culpa e que se deve demitir ou ser demitido em última estância. A
situação é demasiado grave para que fique tudo na mesma, tem de haver punição
de quem ameaça desta forma.
José Eduardo Moniz, que está relacionado com o caso do
super espião do SIED, porque é administrador da Ongoing, disse que o Miguel
Relvas deve sair de sena, e este senhor conhece-o melhor que ninguém. As
palavras textuais são as seguintes:
"Nunca
se vai apurar a realidade desta história, mas que alguma coisa aconteceu, aconteceu.
É algo demasiado grave", sustentou o vice-presidente da Ongoing Media e
ex-director-geral da TVI."Um ministro tão experimentado não devia estar a
sujeitar-se a esta exposição, a este escrutínio e à dúvida que está a gerar.
Devia ser ele a arrumar o assunto".
Moniz
considerou ainda que Relvas "não tem sido um bom ministro, teria sido um
bom secretário-geral do PSD". À saída do programa, o vice-presidente da
Ongoing Media não quis fazer mais declarações sobre o caso.
Esta declaração foi publicada no Diário de Notícias do
dia 23 de Maio de 2012.
Também tem sido notícia de destaque, a situação de
Portugal em relação às suas contas e às metas que tem de atingir em relação ao
défice.
A OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico) tem dado números mais pessimistas, em relação aos
dados do governo. Para a OCDE, a meta do défice de 2012 vai falhar por uma
décima, isto é, o governo prevê ficar o défice nos 4,5% do PIB e a OCDE, prevê
que fique nos 4,6% do PIB. Enquanto que para 2013, o governo prevê um défice de
3,0% e a OCDE, prevê 3,5% do PIB. Quanto ao desemprego o governo prevê uma taxa
de 14,1 %, e a OCDE prevê que a taxa de desemprego seja de 16,5% em 2013.
Portanto, os números do governo são demasiado optimistas, comparando com os números
da OCDE. Também o Conselho Fiscal, entidade criada pelo actual governo, disse
que a execução orçamental não está a correr de forma a atingir as metas
previstas para este ano.
Operação
Monte Branco
Banqueiros, gestores e políticos na investigação à rede
de lavagem de dinheiro
24 Maio 2012 | 10:05
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
Jornais divulgam nomes de alegados
suspeitos, escutados e clientes da rede de lavagem de dinheiro. Ana Bruno,
administradora do Sol, é dada como tendo ligações ao cabecilha de um dos
esquemas de branqueamento. Todos negam qualquer envolvimento.
Primeiro foram os políticos.
A detenção de Michel Canals, o suíço que terá sido responsável por um esquema
de branqueamento de capitais portugueses na Suíça através da sociedade Akoya,
terá resultado da denúncia feita por Duarte Lima. O antigo deputado
social-democrata terá usado o esquema para movimentar fundos de herança de Tomé
Feteira.
Também Dias Loureiro,
ex-governante social-democrata, foi referido na imprensa como possível cliente
da rede de lavagem de dinheiro. O antigo administrador da SLN, antiga dona do
BPN, nega hoje, ao “Correio da Manhã”, qualquer ligação a este esquema,
garantindo não conhecer a Akoya, empresa que Canals terá usado para branquear
capitais. Já Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, terá sido cliente
dos gestores da Akoya, pelo menos enquanto estes trabalhavam na UBS, noticia o
“Diário de Notícias”.
José de Oliveira Costa,
antigo presidente do BPN, também é referido nas investigações como um dos
possíveis clientes da Akoya. Mas além do banqueiro que está a ser julgado por
irregularidades cometidas no banco nacionalizado em Novembro de 2008, surgem
nas investigações, conduzidas sob o nome de código Operação Monte Branco,
indicações de outros banqueiros.
O presidente do BES, Ricardo
Salgado, o seu primo e líder do BES Investimento, José Maria Ricciardi,
estiveram sob escuta no âmbito da investigação conduzida pelo Ministério
Público à actuação da Akoya, noticia hoje a “Sábado”. Ricciardi já negou
pessoalmente qualquer envolvimento com este esquema. Já antes fonte oficial do
BES tinha considerado “difamatórias” as notícias envolvendo responsáveis do
grupo nestes ilícitos.
Também ligados ao grupo BES,
já tinham sido referidos os nomes de Amílcar Morais Pires, administrador do
banco, e Álvaro Sobrinho, líder da operação em Angola, como possíveis clientes
da rede de lavagem de dinheiro, referiram o “i” e a “Sábado”. A revista adianta
ainda que António Horta Osório, presidente do britânico Lloyds, terá sido outro
dos banqueiros investigados.
Os gestores de grupos de
media também constam da lista de possíveis envolvidos. Paulo Fernandes,
presidente da Cofina (dona do Negócios) foi referido pelo “i” como possível
cliente de Michel Canals. O porta-voz da empresa desmentia, na mesma notícia,
qualquer ligação do gestor à Akoya.
Por
seu turno, Ana Bruno, administradora do jornal “Sol”, é referida pela “Visão”
como tendo ligações ao presidente da empresa suíço, através da Acron Berlin
Brandeburg Internacional Airport. A sociedade que vai gerir um hotel no
aeroporto da capital alemã, de que Ana Bruno é presidente, tem como parceiro
Michel Canals. A advogada nega qualquer envolvimento com o líder da Akoya.
Todos os dias há novas notícias sobre
este escândalo financeiro de “FRAUDE FISCAL E BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS”. Cada
dia que avança, vai-se descobrindo mais nomes que estão relacionados com esta
rede organizada de “lavagem de dinheiro”. Estão metidos, banqueiros,
empresários, políticos, uns no activo e outros já fora da política, etc.
Parece impossível como é que um
empresário como o dito “Zé das Medalhas”, não fazia declaração de IRS. No
entanto, tem casas de luxo e carros de luxo em seu nome. Como é possível, as
Finanças não detectarem estes casos de fuga ao fisco, atempadamente. É por
causa destes fraudulentos, que a maioria da população paga impostos elevados,
para compensar os prevaricadores. Estamos num país em que o “crime compensa”,
basta ver o que aconteceu a Isaltino Morais, nada! O processo caducou por
prescrição apesar de ter sido condenado, mas com as manhas dilatórias, o
advogado, de acordo com a Lei, conseguiu meter recursos após recursos e o
resultado foi a prescrição.
Assim, a culpa morre sempre solteira,
nunca temos ninguém responsável pelos crimes de corrupção e branqueamento de
dinheiros a ser preso. Talvez o “Zé das Medalhas”, que também, deve ser um
“Zé-ninguém”, pelo menos em notoriedade do “jet set” português.
Novas notícias sobre o Ministro-adjunto Miguel Relvas
e o caso das ameaças ao jornal Público e à sua jornalista:
CASO RELVAS/ PÚBLICO
Jornal divulga incongruência de Relvas
por Lusa Hoje 25 de Maio de 2012
O jornal Público divulga
hoje um esclarecimento sobre o caso das alegadas pressões do ministro Miguel
Relvas, onde reitera que as jornalistas do matutino foram ameaçadas e destaca a
incongruência que esteve na origem das questões enviadas ao ministro
Segundo o esclarecimento aos
leitores do jornal, a "notícia que não saiu" e que levou a jornalista
Maria José Oliveira a enviar questões ao ministro dos Assuntos Parlamentares --
e pedir-lhe para responder em 32 minutos -- tinha como base a primeira notícia
da resenha diária de imprensa que o ministro terá recebido do ex-director do
Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
Em causa estava o facto de
Miguel Relvas ter dito inicialmente não "ter ideia" de ter recebido
'sms' e 'clippings' de Jorge Silva Carvalho e, depois, na audição parlamentar
de 15 de Maio, ter afirmado lembrar-se que a primeira notícia que recebeu do
ex-director do SIED era sobre uma viagem de George W. Bush ao México.
Por outro lado, o
Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou ter conhecido Jorge Silva
de Carvalho apenas em 2010, quando era secretário-geral do PSD (entre Março de
2010 e Junho de 2011), mas a referida notícia sobre a viagem do ex-Presidente
norte-americano aconteceu em 2007, refere o jornal.
As alegadas incongruências
estiveram na base das questões enviadas por e-mail ao actual ministro-adjunto
às 15:27 do dia 16, tendo a jornalista indicado que precisava da resposta até
às 16:00.
Questões que Miguel Relvas
alegou ter sido "pidescas", não existindo justificação para
"pressionar" o ministro a respondê-las em 32 minutos, o que levou ao
protesto e alegadas ameaças às duas jornalistas (Maria José Oliveira e à
editora Leonete Botelho).
O Conselho de Redacção do
Público afirmou no dia 18 que Miguel Relvas ameaçou queixar-se ao regulador do
sector, promover um "blackout" de todos os ministros àquele jornal
diário e divulgar, na Internet, dados da vida privada da jornalista que o
confrontou, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.
A notícia pretendia
evidenciar "as incongruências" das declarações do ministro no
Parlamento, sobre o caso das secretas, mas acabou por não ser publicada.
Mais tarde, o Público
noticiou que Miguel Relvas pedira, nesse dia, pediu desculpa ao jornal, depois
de a direcção ter feito um protesto por "uma pressão" do governante
sobre a jornalista que acompanha o caso das secretas.
O pedido de desculpas foi
feito no mesmo dia em que o gabinete do ministro refutou a denúncia do Conselho
de Redacção do Público.
Após as respectivas audições
na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a 24 de maio, o
ministro reiterou não ter exercido qualquer pressão sobre a jornalista do
Público, enquanto a directora do diário, Bárbara Reis, reafirmou a existência
de uma "pressão inaceitável”.
No mesmo dia, o presidente da ERC, Carlos Magno, admitiu a
possibilidade de voltar a ouvir Miguel Relvas, depois de ter ouvido também a
jornalista Maria José Oliveira, a editora de Política do Público, Leonete
Botelho, e o Conselho de Redacção do diário.
A maioria PSD e CDS-PP chumbaram a 23 Maio os pedidos feitos pelo
PS e por Os Verdes para ouvir o ministro e os restantes envolvidos no caso,
aguardando o relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC),
enquanto o presidente do regulador admitiu não ter uma previsão sobre o tempo
que irá demorar o processo de averiguações.
No dia seguinte, em declarações aos jornalistas após a audição na
ERC, Miguel Relvas manifestou-se disponível para ir ao Parlamento, enquanto o
PS disse esperar que o PSD recue e viabilize agora a audição do ministro na
Comissão de Ética.
Aqui voltamos a saber com
toda a certeza quem está a mentir nesta questão. Miguel Relvas é mentiroso
compulsivo, mente constantemente em assuntos políticos, e, como não quer perder
o seu “tacho” político, acaba por negar que cometeu um erro crasso em política.
Com a experiência dele, esta situação é caricata, mas não acreditar que ele o
tenha feito, é espantoso.
Adjunto de Relvas
demite-se
por J.P.H. Hoje 25 de Maio de 2012
Adelino Cunha disse à revista "Sábado" que o seu pedido
de demissão foi aceite.
Segundo a edição online da revista "Sábado", foram
encontradas mensagens 'sms' trocadas entre o adjunto e o ex-director do SIED
Jorge Silva Carvalho entre 8 e 15 de Setembro.
Questionado pela revista, Adelino Cunha, ex-jornalista, terá dito:
"Apresentei o pedido de demissão, que o ministro-adjunto e dos Assuntos
Parlamentares aceitou". Adelino Cunha acrescentou que conheceu Silva
Carvalho antes de ser adjunto de Relvas, tendo continuado a contactá-lo por sua
iniciativa quando já exercia funções no Governo.
Fonte: DN de 25 de Maio de 2012
Adjunto de Miguel Relvas
demitiu-se
25.05.2012 - 11:18 Por PÚBLICO
Ministro não comenta demissão no seu gabinete (Foto: Rui
Soares/Arquivo)
Adelino Cunha, membro do
gabinete do Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas,
demitiu-se. Contactado pelo PÚBLICO, o antigo jornalista, que desempenhava as
funções de adjunto de Relvas, recusou fazer qualquer declaração. A notícia da
demissão está a ser avançada pela edição online da revista Sábado.
O PÚBLICO também tentou contactar um assessor do ministro, mas sem
sucesso. Segundo o que conta a revista, o Ministério Público terá encontrado,
nos telemóveis do ex-espião Jorge Silva Carvalho, mensagens trocadas com o
ex-jornalista que era adjunto do gabinete de Miguel Relvas.
"Entre 8 e 15 de Setembro de 2011, o adjunto e o ex-líder da
"secreta" combinaram falar através de um telefone fixo, é referida
uma ligação através dos telefones da Presidência do Conselho de Ministros e
concordam em encontrar-se para beberem um café no Hotel Tivoli", noticia a
Sábado
Contactado pela mesma revista, Adelino Cunha anunciou:
"Apresentei o pedido de demissão, que o Ministro-adjunto e dos Assuntos
Parlamentares aceitou." Contactado pelo PÚBLICO, Adelino Cunha foi
peremptório: "Não vou falar."
A revista acrescenta as explicações dadas por Adelino Cunha para a
conversa e para esse encontro com Silva Carvalho: "Em Setembro de 2011, o
Dr. Jorge Silva Carvalho manifestou a sua indignação pelo facto de um envelope
que lhe fora enviado pela Assembleia da República ter sido alegadamente
violado. A título pessoal, contactei antigos colegas jornalistas alertando-os
para esse facto. Informei-o também sobre os rumores que corriam na Assembleia
da República sobre o alegado conteúdo dos documentos”.
Sobre a intervenção do seu adjunto, Miguel Relvas diz: “Quanto às
SMS do meu Adjunto, Dr. Adelino Cunha, nada mais tenho a acrescentar ao que foi
dito pelo próprio”.
Fonte: Jornal Público de
25 de Maio de 2012
Ainda sobre este caso, o
jornal Diário de Notícias, escreveu o seguinte:
CASO 'SECRETAS'
Os nomes enviados por
Silva Carvalho a Relvas
Por Carlos Rodrigues Lima Hoje 25 de Maio de 2012
Ex-espião sugeriu para o SIED o nome de João Bicho, já demitido, e
Filomena Teixeira, a mesma pessoa que em 2011 participou numa investigação
interna. Luís Neves da PJ era o nome indicado para o SIS
Foram três os nomes indicados por Jorge Silva Carvalho, antigo
director do SIED, acusado pelo Ministério Público de corrupção e violação do
Segredo de Estado, a Miguel Relvas para a liderança dos serviços de
informações. Em cima das eleições legislativas de 2011, Silva Carvalho enviou
um sms a Miguel Relvas com as propostas: João Bicho foi o nome indicado para o
SIED, e teria como adjunta Filomena Teixeira. Para o SIS, foi indicado o nome
de Luís Neves, actual director da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ.
A informação consta no processo a Silva Carvalho que foi hoje
tornado público.
O sms de Silva Carvalho com os nomes foi enviado a 6 de Junho de
2011, um dia depois de o PSD ter ganho as eleições legislativas. Neste mesmo
dia, Silva Carvalho enviou um sms a Miguel Relvas dizendo-lhe que Ângelo
Correia tinha pedido ao banco Millennium BCP para contratar um quadro do SIS,
Gil Vicente. Segundo Silva Carvalho, com esta manobra, estaria aberto caminho
para Heleno Rego, casado com Gil Vicente, para a liderança do SIS.
No sms, Silva Carvalho trata Relvas por "tu".
Entretanto, depois da acusação do Ministério Público contra o
antigo director do SIED, João Bicho, que era director adjunto do SIED, foi
exonerado. Filomena Teixeira, apesar da proximidade com Silva Carvalho,
participou, em 2011, como instrutora do processo de averiguações interno nos
serviços secretos sobre a obtenção da lista de telefonemas do jornalista Nuno
Simas.
Fonte: DN de 25 de Maio de
2012
O tráfico de influências
que é usado pelos ex-ministros é impressionante, e na verdade, é que só é
preciso ganhar eleições, para que as movimentações comecem de imediato a surtir
efeito. Depois vem o Primeiro-ministro dizer que o governo só fala verdade, que
não mente, etc.
O jornal Público, achou
por bem, divulgar todo o teor das ameaças de Miguel Relvas à jornalista do
jornal. Abaixo segue toda a divulgação do jornal Público:
Explicamos aqui que as
pressões existiram
Nota da Direcção:
esclarecimento aos leitores sobre o caso Relvas
25.05.2012 - 11:40 Por
Direcção Editorial
Notícia publicada na edição
impressa do dia 16 de Maio (Imagem: PÚBLICO)
A direcção do PÚBLICO sente que chegou o
momento de explicar aos leitores o que se passou relativamente às pressões
exercidas pelo ministro Miguel Relvas sobre uma jornalista e uma editora do
jornal. Explicamos aqui que as pressões existiram e o que se passou.
Depois de a pressão que o
ministro Miguel Relvas fez sobre este jornal ter sido tornada pública, por
vontade alheia à direcção do PÚBLICO, têm sido feitas muitas perguntas e
comentários. Tendo a direcção do jornal sido ouvida ontem pela Entidade
Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre o assunto, chegou o momento
de, com transparência, fazer um esclarecimento aos nossos leitores sobre o que
se passou. Sobre a pressão e sobre a não publicação de uma notícia sobre o
ministro nesse dia.
A
pressão de Relvas e a política de não a denunciar
A meio da tarde de
quarta-feira, 16 de Maio, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares,
Miguel Relvas, telefonou à editora de Política do PÚBLICO, Leonete Botelho, e
disse-lhe que as perguntas enviadas naquele dia pela jornalista Maria José
Oliveira – que há meses investiga o caso das secretas – eram
"pidescas", que se sentia "perseguido pelo PÚBLICO" e que
iria fazer uma queixa à ERC, iria processar o jornal, iria dizer aos ministros
que não voltassem a falar com o PÚBLICO e iria divulgar na internet que a
autora da notícia vive com um homem de um partido da oposição, nomeando o
partido - o que neste esclarecimento se considera desnecessário.
O PÚBLICO considera
inaceitável esta pressão sobre jornalistas vinda de um membro de um governo
democrático.
Como faz por regra, a
editora informou a sua colega sobre o conteúdo do telefonema e, mais tarde, por
vontade da jornalista visada, as duas comunicaram o incidente à directora do
jornal. Nessa tarde, o ministro Relvas ligara à directora, três ou quatro
vezes, sem que tivesse sido estabelecido contacto. Ocupada a fazer entrevistas
agendadas, a directora não atendera o telefone.
Houve mais dois telefonemas
do ministro para o jornal nesse dia. Um para a editora, no qual o ministro
reiterou as ameaças, acrescentando que as concretizaria se a notícia que estava
em preparação para o online fosse publicada, e outro para a directora, no qual
o assunto não foi abordado. Não tinha havido tempo para reunir a direcção e
tomar uma decisão.
Uma vez informada, a
directora não considerou que as ameaças do ministro viessem a ser postas em
prática. É nossa tradição não denunciar as pressões que nos são feitas – e
foram muitas e muito concretas ao longo de 22 anos. É assim em Portugal e não
só. Faz parte do jornalismo independente ter uma armadura contra as tentativas
de pressão. Leonete Botelho, a editora que recebeu o telefonema, fez uma
avaliação semelhante.
Em momento algum nos
sentimos intimidados e em nenhum momento o telefonema do ministro Relvas
alterou o trabalho que estava a ser feito. Continuaremos a investigar o caso
das secretas e as ligações entre os serviços de informação e o poder político.
O telefonema do ministro foi
objecto de reflexão e debate internos. Deveria o jornal ignorar o telefonema ou
protestar formalmente? E, se sim, de que forma? Por telefone, por escrito, numa
audiência com o ministro? Há quem considere, dentro e fora do jornal –
incluindo os jornalistas eleitos para o Conselho de Redacção – que a direcção
do PÚBLICO deveria ter denunciado publicamente a pressão, e logo no próprio
dia. Essa não foi a nossa opção. Depois de uma reflexão colegial, a directora
telefonou na sexta-feira ao ministro para lhe apresentar um protesto formal do
jornal, dizendo-lhe que é inaceitável um ministro fazer este tipo de telefonemas
a um jornalista. Na nossa percepção, o telefonema tinha – como têm todas as
pressões – o objectivo de condicionar e perturbar o trabalho que estava a ser
feito. A seguir, o ministro telefonou a Leonete Botelho a pedir desculpa pelo
telefonema.
Na véspera, a directora conversou com o advogado do jornal, Francisco
Teixeira da Mota. Numa primeira avaliação jurídica, o nosso advogado ressalvou
que o crime de ameaça implica uma ameaça credível contra a vida, a integridade
física, a liberdade pessoal e os bens patrimoniais – e que este não era o caso.
Neste primeiro contacto, Teixeira da Mota distinguiu claramente a questão
jurídica da questão ética e política, e sublinhou a diferença entre ameaçar
divulgar um dado da vida privada que é "íntimo", "desconhecido",
"secreto" ou "embaraçoso", e divulgar um dado que, sendo
"pessoal", é de fácil acesso público, sendo que, no seu entender, os
jornalistas têm que aceitar um maior grau de exposição e escrutínio do que os
cidadãos comuns. Francisco Teixeira da Mota não viu consistência na frase do
ministro que justificasse uma actuação legal. Uma semana depois, a sua
avaliação mantém-se.
A notícia que não saiu
Na quarta-feira, 16 de Maio, publicámos na edição impressa uma notícia
de Maria José Oliveira de página inteira com o título "Relvas recebeu sms
e emails de Jorge Silva Carvalho com propostas para as secretas". O lead
da notícia (que republicamos hoje) é sobre a contradição de Relvas tornada
evidente na sua audição, na véspera, na Assembleia da República. Na semana
anterior o ministro dissera não ter "ideia" de ter recebido sms e
clippings de Jorge Silva Carvalho; agora, no Parlamento, Relvas dissera que
sim, que recebera sms e clippings de Silva Carvalho todos os dias.
Mais à frente, lia-se que o ministro dissera que até se
"lembrava" que o "primeiro clipping era: 'Bush visita México.
Fonte: Reuters'"; e que a última visita de George W. Bush ao México,
segundo a Reuters, foi em 2007. Relvas, no entanto, dissera que só conhecera
Silva Carvalho em 2010. Na primeira página, o título foi "Relvas confirma
ter recebido propostas para as secretas".
Por volta da hora de almoço, Maria José Oliveira propõe ao editor do
online do turno da manhã, Victor Ferreira, escrever sobre "uma
incongruência" que as declarações do ministro tinham revelado,
referindo-se ao hiato 2007-2010.
O editor diz que se houvesse matéria relevante que demonstrasse que o
ministro tinha entrado em contradições publicaria o texto e diz também à colega
que se devia ouvir as explicações do ministro sobre essas "contradições".
A jornalista informa o editor que vai enviar perguntas por escrito ao ministro.
Às 15h27 Maria José Oliveira envia um email ao gabinete de Miguel Relvas com
uma pergunta. Pede ao gabinete do ministro para que a resposta seja enviada até
às 16h. É este pedido que leva o membro do Governo a sentir-se pressionado,
segundo afirmou ontem, após ter sido ouvido na ERC. Às 16h01, Maria José
Oliveira recebe a resposta do ministro, por escrito, dizendo que já prestara
todos os esclarecimentos sobre aquele assunto na Comissão de Assuntos
Constitucionais, no dia anterior. A jornalista escreve uma notícia, que envia
para o online.
O texto refere de novo a questão do hiato, que não tinha saído na
véspera na edição online, e incluía o seguinte parágrafo: "O PÚBLICO
questionou, por escrito, Miguel Relvas sobre em que altura recebeu a mensagem
que citou na audição parlamentar, referente à visita de Bush ao México. A resposta
foi: 'Todos os esclarecimentos sobre este assunto foram oportunamente prestados
em sede própria, ou seja, na 1ª comissão'."
A editora interina do online do turno da tarde, Joana Gorjão Henriques,
não identifica informação nova e apresenta o problema à directora. Em conjunto,
concluem que o texto não introduz elementos novos, para além da resposta do
ministro àquela questão, e que isso não justifica a publicação.
É nesta altura que a editora
de Política, Leonete Botelho, e Maria José Oliveira se dirigem à directora para
a informar, a pedido da autora da notícia, sobre o telefonema do ministro, no
qual Relvas ameaçara fazer uma revelação sobre a vida privada da jornalista. As
três analisaram em seguida que passos dar quanto à notícia e fica decidido que
Maria José Oliveira vai enviar novas perguntas a Miguel Relvas sobre as
contradições que a jornalista identificara. É sugerido que se pode ver de novo
a transmissão da audição no Parlamento e tentar perceber que contradições
existem e questionar o ministro quanto a elas.
Às 17h15, Maria José
Oliveira envia três novas perguntas ao ministro e no minuto seguinte recebe do
seu assessor a mesma resposta do email anterior, com o acrescento de que o
ministro só conhecera Silva Carvalho quando era secretário-geral do PSD.
Posteriormente, é enviada
aos editores do online uma notícia com o título "Relvas não esclarece
incongruências das suas declarações na AR".
A notícia aponta como
incongruência o facto de o ministro ter apagado as mensagens electrónicas
recebidas de Silva Carvalho, mas lembrar-se de parte do conteúdo das mensagens
apagadas, e refere as restantes perguntas que tinham sido feitas entretanto ao
governante.
A notícia volta a ser
avaliada pela editora interina do online, que mantém as dúvidas e coloca o caso
ao director-adjunto Miguel Gaspar, que estava a fechar a edição impressa nessa
noite.
O director-adjunto mantém a
avaliação de que não existem elementos novos e que as respostas do ministro,
por si só, não justificam a publicação. Acrescenta que se deveria fazer uma
análise da audição parlamentar, no dia seguinte, na qual as inconsistências
pudessem ser tratadas num espaço mais alargado e com os elementos de
contextualização indispensáveis a uma melhor compreensão. Essa posição é
contestada pela jornalista, que mantém que havia matéria noticiosa relevante e
levou o caso ao Conselho de Redacção.
Nova acha para a fogueira,
para que o senhor Ministro-adjunto salve a sua honra, demite-se o seu
Secretário de Estado, assumindo que conhecia e Silva Carvalho e que ele é que
era a ligação, entre o ex-espião e o Miguel Relvas. Nós acreditamos…
No texto acima publicado
hoje pelo jornal Público, vem completamente esclarecidos todos os factos das
ameaças e como as coisas se passaram. Também dá para perceber quão mentiroso é
o Ministro-adjunto.
O jornal Público é
suficientemente idóneo e não precisa de inventar notícias para ser lido, já não
se pode dizer o mesmo do senhor Ministro-adjunto, que tem falhas de memória e
apaga e-mails, para tentar livrar-se dos problemas em que se meteu.
Julgo que o tempo de
Miguel Relvas está a chegar ao fim como membro deste governo. Pode ficar com um
cargo importante dentro do PSD, mas na política, já não terá muito mais tempo.
Foram duas situações complicadas de gerir, e, não será muito fácil para o
Primeiro-ministro, conseguir manter o seu Ministro-adjunto, por muito tempo. O
governo está quase a fazer um ano, desde a sua posse, pelo que não será
difícil, esta gestão de troca de Secretário de Estado e do Ministro-adjunto.
Ontem, na visita oficial
da troika para mais uma avaliação,
foi ao Parlamento e disse que estava completamente surpreendida com os números
do desemprego em Portugal, isto negativamente, mas rematou, que este fenómeno
deve-se à falta de flexividade nos vencimentos, isto é, pretendem que os
ordenados desçam mais ainda. Portugal é o país da europa com a média mais baixa
de vencimentos e a troika pretende
que ainda sejam mais baixos. Dessa forma, as empresas conseguem realmente ser
competitivas, mas à custa de mão-de-obra muito barata, possivelmente pretendem
que Portugal seja a China da Europa em termos de mão-de-obra.
Os resultados para a
execução orçamental, continuam a degradar-se, as receitas estão a baixar,
nomeadamente no IVA e no IRC, apenas melhorou no IRS. No entanto, penso que
terá a ver com os reembolsos, que não são no mesmo montante que no ano
anterior, isto devido ao aumento de desempregados, que deixaram de descontar
para o IRS e logo não têm direito a reembolsos mais elevados.
O custo de vida em
Portugal aumenta constantemente, depois da electricidade, será a vez da água.
No entanto, quando se analisam os números com as médias europeias, nota-se as
diferenças de viver em Portugal ou noutro país da zona euro. Vejamos a notícia
baixo, sobre o aumento da electricidade em Portugal e os comparativos com a
zona euro e com a UE.
Valores da segunda
metade do ano passado
Aumento do preço da electricidade em Portugal foi o
terceiro maior na EU.
25.05.2012 - 12:41 Por Paulo Miguel Madeira
O preço da electricidade
para consumo doméstico subiu 12,9% homólogos em Portugal na segunda metade do
ano passado mais do dobro do aumento na UE e na zona euro, revelou hoje o
Eurostat.
A subida média na UE e na
zona euro foi de respectivamente 6,3% e 6,2% homólogos (face ao mesmo período
do ano anterior), tendo como referência preços para lares que consumiam entre
2500 e 5000 kWh por ano.
O aumento dos preços do gás
em Portugal, naquele período, foi ainda mais elevado, de 17,1%, também bastante
superior à média da UE (12,6%) e da zona euro (11,0%).
Os preços da energia em
Portugal, e aquilo que a troika Comissão Europeia-BCE-FMI considera ser
necessidade de reduzir as rendas excessivas das empresas do sector, têm sido
objecto de controvérsia no país, com a oposição a acusar diversas vezes o
Governo de estar a ser complacente para com esta recomendação/ exigência, ao
contrário do que fez noutros casos.
O aumento de preços da
electricidade para consumo das famílias em Portugal, naquele período, foi o
terceiro mais elevado da UE, superado apenas pelos 27% da Letónia e pelos 19%
de Chipre. No gás, os maiores aumentos aconteceram no Reino Unido (+27,2%),
Luxemburgo (22,4%) e Bélgica (21%).
Fonte:
Jornal Público de 25 de Maio de 2012
Nesta
reportagem do jornal Público, vê-se a diferença de aumentos da electricidade no
espaço europeu e o que aconteceu no segundo semestre de 2011 em Portugal.
As promessas do governo, que devem ter sido
feitas à EDP, para que esta pudesse negociar, a venda de parte das acções, que
o Estado detinha na empresa, aos chineses, ficam aqui bem patentes. Pois
aumentar a energia no segundo semestre do ano, e, quando se sabe dos resultados
do primeiro semestre, que foram elevados, como sempre, é anormal. O normal é
haver aumento no início de cada ano civil, salvo raras excepções, no caso de
haver prejuízos acumulados e que seja necessário inverter esse rumo. Esta é a
protecção que é dada às grandes empresas mistas, que têm o monopólio ou fazem
cartel na venda dos produtos.
ESTRATÉGIA
ORÇAMENTAL (EM ATUALIZAÇÃO)
Uma palavra apenas provocou
ruptura entre o PS e a maioria
por J.P.H./H.F.C. Hoje 25 de
Maio de 2013
"Documento". Foi a
ausência desta palavra que fez gorar o acordo entre a maioria e o PS que
viabilizaria uma resolução dos socialistas sobre o Documento de Estratégia
Orçamental.
As negociações foram
conduzidas por Carlos Zorrinho, líder da bancada do PS, sendo a maioria
essencialmente representada por Nuno Magalhães, líder da bancada do CDS, com a
assistência de Miguel Frasquilho (PSD), e ainda tendo o ministro das Finanças
um papel chave.
A palavra em falta está no
ponto 2 da resolução do PS. Na versão original da proposta lia-se que a AR,
aprovando a resolução, iria "recomendar ao Governo a reavaliação e revisão
do Documento de Estratégia Orçamental".
A proposta da maioria
retirava a esta frase a palavra "documento". Ficaria assim:
"Recomendar ao Governo que na condução das suas opções de Política
Económica e Estratégia Orçamental tome em consideração [e seguiam-se várias
alíneas] ".
O PS não aceitou e assim a
maioria chumbou todo o texto socialista.
Na resposta os socialistas
votaram contra todo o texto da maioria PSD/CDS - aprovado apenas pelos
subscritores.
Carlos Zorrinho explicou a
decisão do seu partido: "Não confundimos consenso com obediência."
Acrescentando: "A maioria, quando se trata de passar das palavras aos
actos no crescimento e emprego fica-se pelas palavras."
O vice-presidente da bancada
do PSD Miguel Frasquilho lamentou que não "tenha sido possível manter o
consenso iniciado quarta-feira" com a votação do ato adicional ao tratado
orçamental europeu. "A maioria tentou até ao último momento. O consenso
não aconteceu por teimosia do PS".
Essa versão foi repetida
pelo CDS. O líder parlamentar centrista explicou a falta de acordo com uma
"intransigência semântica, sem razão de ser," dos socialistas.
Nuno Magalhães afirmou que
apesar da ruptura no DEO a maioria continuará a fazer um esforço para chegar a
consenso com os socialistas em documentos fundamentais.
Fonte:
DN dia 25 de Maio de 2012 às 15,00 horas
Parece que a maioria
alargada acabou de romper de vez, com a chamada “ampla maioria de apoio parlamentar”.
Tudo isto, porque o PSD/CDS, continuam a pensar que a senhora Merkel e a
Alemanha é que mandam na Europa e que, os “cachorrinhos” devem seguir os seus
donos fielmente.
Ora, o PS já tem avisado
que está no limite, e as pressões sobre António José Seguro têm sido
abundantes, pelo que, não era de esperar, que os socialistas acabassem por
votar contra um documento importante.
Agora, vamos ver se por
esse mundo fora, continuam a dizer que Portugal é diferente, que o programa de
apoio está apoiado numa ampla maioria alargada, dos principais partidos
políticos.
Esta pode ter sido a
oportunidade esperada pelo PS, pois desde a eleição de François Hollande, que
António José Seguro, ficou com mais força política para exigir. Aliás, toda a
Europa mudou de discurso. Vamos ver como vão decorrer as próximas votações de
documentos importantes para o governo. Penso que a partir de agora tudo muda, o
PS vai passar a ser mais oposição e o governo poderá começar a sentir algumas
dificuldades em assuntos que seja necessário o apoio do PS.
Tem havido criticas de
António José Seguro, ao “custe o que custar” e também à frase de “para lá do
memorando da troika”. Com este romper
de votação favorável, ou melhor, com este voto contra, o PS deve estar a pensar
em ter uma vida mais activa na sociedade portuguesa, isto é, começar a liderar
o discurso de oposição ao governo, que até agora, tem estado nas vozes do PC e
BE.
PRIVATIZAÇÃO
State Grid e Oman Oil concluem compra de 40% da REN
por Dinheiro Vivo | Lusa Ontem
Os chineses da State Grid e os árabes da Oman Oil Company pagaram
a última tranche de 432 milhões de euros, concluindo a compra de 40 por cento
da REN.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM),
a REN informa que a Mazoon, sociedade totalmente detida pela Oman Oil Company,
e a State Grid adquiriram à Parpública, através de operações realizadas fora de
mercado regulamentado, a titularidade de, respectivamente, 80.100.000 e
133.500.000 acções, representativas de 15 por cento e 25 por cento do capital
social da REN.
Fonte: DN de 26 de Maio de 2012
Lentamente vamos ficando sem as “jóias da coroa” e
ficamos com as empresas que dão prejuízos.
A troika
obriga-nos a vender todas as empresas rentáveis, que dão lucro, e manda-nos
fechar ou resolver o problema das empresas que dão prejuízos, como quase todos
os transportes públicos.
Se olharmos para este sector de actividade, sabemos
que não podemos olhar só para a parte económica, pois existe também a
componente social, que terá de estar presente. Daí não ser possível fazer
repercutir no preço da passagem, a totalidade dos custos de exploração. Também
não é possível eliminar carreiras, para as tornar mais rentáveis, porque as
pessoas também têm horários a cumprir, não se podendo deslocar de manhã para determinado
local, e ficar por lá a fazer horas, para regressar no final do dia. Portanto,
as carreiras têm de existir dentro de horários normais para servir a população,
que se faça o que é normal nestes casos, que é aumentar o número de veículos a
circular nas horas de ponta e diminuindo-os nas horas mortas. No entanto, no
espaço de quinze meses, os transportes já sofreram três aumentos de tarifas.
Esses aumentos fazem com que as pessoas idosas, que habitualmente tiravam os
chamados “passes sociais”, deixassem de o fazer e cada vez existem menos
passageiros a utilizar os transportes públicos.
A questão da gestão dos transportes públicos não é
fácil, até porque ninguém consegue prever, se o veículo “A” ou o veículo “B”
vai lotar, ou se vai circular vazio. São as contingências da exploração de uma
rede de transportes.
Este fim-de-semana foi mais calmo em notícias, mas
mesmo assim, não se deixou de continuar a novela de Miguel Relvas, versos
ex-espião do SIED.
Sobre Miguel Relvas
Secretas: Capucho exige que caso vá até "às últimas
consequências"
26.05.2012 - 14:03 Por Nuno Sá Lourenço
Capucho considerou que as novidades
sobre o relacionamento do ministro dos Assuntos Parlamentares e o ex-director
do SIED deixam o primeiro numa “situação muito difícil" (Miguel Manso
(arquivo))
Ex-conselheiro de Estado afirma que ministro
está numa "situação muito difícil". Novas revelações sobre o
relacionamento entre Miguel Relvas e Silva Carvalho incluem três encontros e
trocas de SMS, onde o social-democrata promete ver o que pode
"fazer".
António Capucho,
ex-dirigente do PSD e antigo conselheiro de Estado, considerou este sábado que
as novidades sobre o relacionamento do ministro dos Assuntos Parlamentares e o
ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho, deixam o primeiro numa “situação
muito difícil”.
Em declarações à rádio TSF,
o ex-secretário-geral do partido de Miguel Relvas exige esclarecimentos e
consequências: “A confirmar-se tudo isto e alguns dados parecem irrefutáveis,
estamos perante situações gravíssimas que têm de ser esclarecidas e levadas às
últimas consequências, porque a imagem e prestígio do Governo podem
deteriorar-se rapidamente se não for prontamente estabelecido um esclarecimento
para a opinião pública.”
A reacção surge depois de
emergirem mais dados na investigação do Ministério Público sobre as possíveis
irregularidades cometidas ex-responsável do SIED.
Entre estas, o facto de -
segundo o Expresso, o Diário de Notícias e o i - Miguel Relvas se ter
encontrado três vezes com Carvalho nos últimos anos. Duas vezes em Março de
2010, sendo que na primeira vez terá também estado presente, o director da
Unidade nacional de contra terrorismo da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Alegadamente um dos nomes que Carvalho haveria de sugerir depois para um cargo
de direcção nas secretas.
No segundo encontro
relatado, participaram também Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, e José
Braz da Silva, um empresário com ligações a Angola e Cabo Verde.
O PÚBLICO noticia também na
edição de hoje, a realização de um terceiro encontro, um jantar em Agosto do
ano passado, na Quinta do Lago, no Algarve, já depois de Relvas ser ministro de
Pedro Passos Coelho.
Aos jornais Expresso e
Diário de Noticias, Miguel Relvas respondeu que tais encontros se haviam
realizado “sempre em locais públicos e em ocasiões sociais”.
É também revelada a troca de
mensagens de telemóvel entre Relvas e Carvalho. Estando nove SMS em causa, o
Expresso avança que num desses o agora ministro terá respondido que estava a
ver o que podia “fazer” em relação a uma solicitação do ex-responsável de um
dos serviços de informações portugueses.
O jornal i e o Expresso,
revelam também que Silva Carvalho terá enviado a responsáveis da Ongoing dados
sobre Pinto Balsemão, o dono da Impresa, e que tinha um conflito com a primeira
Ongoing. Ao i, Balsemão destacou a gravidade das suspeitas. “Recentemente
consultei os relatórios que a PIDE fez quando me espiava. Agora, quando vivemos
em democracia, é muito mais grave.”
Ainda segundos o publicado
nesses dois jornais, o ex-chefe dos espiões terá mandado investigar, no
interesse da Ongoing, tudo sobre Pinto Balsemão. Até os empréstimos que tinha.
Silva Carvalho terá recebido depois um relatório de 31 páginas, incluindo
listas de amigos, inimigos e aliados de Pinto Balsemão. Que alegadamente terá
remetido para Paulo Mateus Félix, que na altura trabalhava na Ongoing.
Fonte:
DN de 26 de Maio de 2012
Marcelo Rebelo de Sousa diz que Miguel Relvas está
"semimorto"
Publicado às
00.19
Marcelo
Rebelo de Sousa considera que Miguel Relvas "é o berbicacho número um do
Governo" e que só há dois cenários: "Demite-se ou é demitido; ou fica
como um ministro, mas "semimorto".
O antigo
líder do PSD sublinhou, domingo, que Miguel Relvas deverá sair do Governo, se
for confirmado que ameaçou uma jornalista e/ou que conhecia Silva Carvalho mais
intimamente do que disse.
Mas se essas
acusações não forem provadas, o número 2 do Governo ficará um ministro
"meio-morto". Ou seja, para o comentador, "está provado que
teria sido melhor Miguel Relvas ter ficado apenas como secretário-geral do
PSD", em vez de "enredar" o primeiro-ministro num caso
complicado.
Ao fazer
ainda um balanço de um ano do Governo, no comentário habitual na TVI, Marcelo,
que sempre considerou a escolha de Relvas um "erro de casting",
admitiu estar "surpreendido negativamente com o grau de desgaste" do
Ministro-adjunto.
Fonte: JN de
28 de Maio de 2012
Todas as pessoas sensatas, quer sejam do PSD ou não,
de uma maneira geral, têm a mesma opinião de que o Ministro-adjunto Miguel
Relvas, deixou de ter condições para continuar no governo.
Se o Pedro Passos Coelho, não demitir ou não aceite um
pedido de demissão do Ministro-adjunto, então, é tão bom quanto ele e demonstra
que estava por dentro de todos os esquemas do Miguel Relvas.
Já na semana passada, escrevi aqui, que na minha
opinião o Ministro-adjunto Miguel Relvas, não tem condições para continuar e
que a vida política dele morreu. Hoje, passados alguns dias, verifico que a
situação não acalmou e que se mantem nas primeiras páginas dos jornais e que abre
os noticiários dos telejornais, daí que não existe muita margem de manobra ao
Primeiro-ministro nem a Miguel Relvas.
Este ministro, nunca foi uma pessoa de bem, quando
estava na oposição, tomava posições contrárias à forma como hoje age, pois já
em 2004 houve problemas e ele achava que a entidade que regulava a comunicação
social, estava completamente apta para julgar e condenar os prevaricadores,
entenda-se governantes de então, e hoje que está no governo, já não comunga das
mesmas ideias. Enfim, “olha para o que eu digo, mas não olhes para o que eu
faço”. Nesta minha interpretação da vida política portuguesa, que ando a
escrever desde o início do ano, a figura com mais destaque, tem sido o
Ministro-adjunto do actual governo. Só da responsabilidade dele, estão
bastantes páginas escritas, que julgo irem aumentar conforme o tempo vai
passando. A questão, é que uma pessoa que é muito falada, não quer dizer que
seja bom governante, porque neste caso, é falado de mais, devido a más
decisões, que tem tomado pessoalmente.
Outro assunto que hoje é notícia, é o caso de o
governo fazer compras sem concursos públicos, de mais de 130 milhões de euros
mensais. Segue a notícia:
Estado gasta por mês 130 milhões de euros sem concurso
Publicado às
00.22 ALEXANDRA FIGUEIRA
O Estado já
assinou contractos sem concurso público com centenas de milhares de
fornecedores. O valor dos negócios seria suficiente para que os portugueses não
pagassem IRS durante quase um ano.
São pouco
mais de oito mil milhões de euros - quatro vezes mais do que o Estado gasta com
fármacos, por ano - e foram pagos por entidades públicas a fornecedores que
elas próprias escolheram. Os dados constam da página da Internet onde são
inscritos os ajustes directos formalizados entre entidades públicas (como ministérios,
direcções-gerais, municípios ou empresas e institutos públicos) e fornecedores
de bens, serviços ou empreitadas.
Desde meados
de 2008, quando o registo arrancou de forma sistemática, até à semana passada,
foram assinados mais de 262 mil ajustes directos. Desde a entrada da troika em
Portugal, e da vigência do Governo PSD/PP, o valor dos ajustes caiu, mas
prossegue ao ritmo de 130 milhões de euros por mês.
Fonte: JN de 28 de Maio de 2012
Tanto se
fala de clareza e transparência, mas isso não passam de palavras vãs, todos
sabemos que esta situação de ajustes directos, são passiveis de corrupção e
desvios de verbas para contas em offshores,
ou outras situações de branqueamento de capitais.
Ainda não
acabou a investigação sobre “a Operação Monte Branco” e que segundo se fala nos
bastidores da imprensa, estão envolvidos membros do actual governo. Daí, que ao
ter conhecimento desta notícia dos gastos mensais em contractos de ajustes
directos, fico a pensar que afinal não é difícil haver realmente membros do
actual governo, implicados neste esquema de lavagem de dinheiros. Todo o ser
humano é corrupto, se derem uma oportunidade a qualquer pessoa, de se tornar
corrupta, consegue-se provar exactamente, que é uma questão de valor, mas uns
por mais outros por menos, toda a gente é comprável.
É lamentável
que alguém que tanto criticou o anterior governo por coisas idênticas, a partir
do momento que vai para Primeiro-ministro, continua a fazer exactamente a mesma
coisa, apesar de a troika já ter
recomendado que isso não poderia acontecer. Mais uma vez, critérios diferentes,
para tratar da mesma coisa.
Há um ditado
muito velhinho que diz “quem não quer ser lobo, não veste a pele”. Acho que
este ditado continua a ser premente, porque se não querem ser tratados por corruptos
e ladrões, devem fazer as coisas completamente às claras, “com clareza,
absoluta” como diz o Primeiro-ministro. Mas uma coisa e dizer e outra é fazer e
a distância, entre uma coisa e outra é abissal.
Com tantos
sacrifícios que são pedidos aos portugueses, com demasiada austeridade, com os
aumentos constantes de todos os produtos de primeira necessidade, haver
notícias destas nos jornais é no mínimo lamentável e que demonstra que não
temos políticos sérios, honestos e sinceros. Cada vez mais, não há seriedade
nesta nova classe de políticos de carreira, que nunca trabalharam, que sempre
foram meninos do papá, protegidos de tudo e todos e que apenas singraram na
política, por ser o local onde só vingam os vigaristas e ladrões.
A maior
preocupação, será de ter havido fuga de informação, na instrução deste
processo, para que o mesmo vá chegar onde chegam todos, a lado nenhum!
Esta é a
ideia que tenho dos políticos, porque quase todos, têm uma pequena história de
possível corrupção, são poucas as excepções. Posso exemplificar alguns casos
que tenho na memória:
·
Miguel Cadilhe, quando Ministro das Finanças num
governo de Cavaco Silva, utilizou um buraco na Lei, para fugir ao pagamento de
Sisa na compra de um apartamento de luxo. Depois de utilizar essa manobra, fez
alterar a Lei, para mais ninguém poder aproveitar-se dela.
·
As subvenções dos políticos.
·
O caso do Fax de Melancia, enquanto Governador de
Macau.
·
Os negócios de Ferreira do Amaral e Lusoponte.
·
Duarte Lima, quando era líder parlamentar do PSD, teve
o caso em que foi investigado por fraude fiscal, entre 1986 e 1994, quando era
deputado na Assembleia da República. O Ministério Público e a Polícia
Judiciária analisaram os movimentos bancários de 35 contas do advogado.
No processo
judicial de 1997, e de acordo com o «Correio da Manhã», Duarte Lima declarou ao
fisco 900 mil euros, quando na verdade terá recebido mais de cinco milhões de
euros. Uma diferença de mais de quatro milhões de rendimentos não declarados.
·
José Sócrates e o caso Freeport.
·
Manuel Dias Loureiro e o caso BPN.
·
Jose de Oliveira e Costa e o caso BPN.
·
Paulo Portas e os casos Universidade Independente e
compra de dois submarinos para a Marinha portuguesa.
·
Armando Vara e o caso Face Oculta.
·
Isaltino Morais
Enfim,
haverá muitos mais, mas a minha memória não é tão grande quanto isso e muitos
casos já estão esquecidos. No entanto, não deixa de haver corrupção, diria
alargada, no campo da política em Portugal. Muitas das personalidades de
charneira política, estão ou foram envolvidos em casos menos claros de
corrupção ou autoridade excessiva ou coisa do género.
Donos podem perder
terrenos nas margens do Douro
Publicado às 00.30
CARLA SOFIA LUZ
Milhares de proprietários de
imóveis nas margens do Douro podem perdê-los dentro de dois anos. O Estado entende
que os terrenos mais próximos do rio lhe pertencem e cabe aos donos provar o
contrário.
A legislação afecta as
margens de todos os cursos de água navegáveis. Não basta apresentar o registo
predial e demais documentos de titularidade. Todos têm de comprovar em tribunal
que o edifício ou o terreno em causa está nas mãos de privados há quase 150
anos. Se não o fizerem até 31 de Dezembro de 2014, a Administração Central
assume que os bens são públicos e os donos, que pagam impostos pelos imóveis,
ficarão impedidos de reclamar a titularidade.
Fonte: JN de
28 de Maio de 2012
Esta notícia
é caricata, o Estado está a querer “sacar” à falsa fé propriedades alheias,
possivelmente para vender aos chineses ou a outros estrangeiros. Isto é roubar,
não interessa a se apenas vai mexer com ricos, proprietários de terrenos
agrícolas, mansões, solares, etc.
Possivelmente,
as famílias ricas do Douro, com as quintas onde produzem vinho do Porto há
alguns séculos, conseguem provar o que o Estado pretende, mas haverá outros
casos em que a compra das propriedades foram efectuadas há menos de 150 anos,
podem ter sido adquiridas há apenas uma ou mais dezena de anos a um antigo
proprietário e como é que é feita a dita prova. Será uma notícia para ir
acompanhando e ver que desenvolvimento é que vai ter.
Transportes
Bruxelas quer ferrovia entre Sines e Madrid que suporte velocidade de 200 km/h
29.05.2012 - 14:05
Por Lusa, PÚBLICO
O Governo prevê a construção de uma
linha de bitola europeia para ligar Sines a Espanha
A Comissão Europeia enviou
uma carta aos governos de Portugal e de Espanha a defender a construção de uma
linha ferroviária, quanto antes, entre Sines, Lisboa e Madrid, que possa
suportar velocidades de, pelo menos, 200 quilómetros por hora, segundo o jornal
El Periódico de Extremadura.
O jornal refere que a carta,
datada de 18 de Maio, foi enviada pelo coordenador de Transportes da Comissão
Europeia, o italiano Carlo Sechhi, ao ministro português da Economia, Álvaro
Santos Pereira, e à ministra espanhola do Fomento, Ana Pastor.
Os planos portugueses para a
ferrovia, que se traduzem numa linha de velocidade elevada para transporte de
mercadorias, estiveram em cima da mesa numa reunião, em Fevereiro, entre o
ministro português e a homóloga espanhola.
Portugal tem insistido na
construção de uma linha de bitola europeia, dedicada ao transporte de
mercadorias, entre Sines e Badajoz, para facilitar as exportações portuguesas
para a Europa, o que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu em
Março ser desejável estar pronta até 2014.
Na carta citada pelo jornal
espanhol, o coordenador de Transportes da Comissão Europeia defende a
construção da ligação entre Lisboa e Madrid, quanto antes e independentemente
se a linha é para comboios convencionais ou de alta velocidade, que una as duas
capitais em menos de cinco horas com comboios a 200 quilómetros por hora.
A linha suportaria
mercadorias de Sines e, refere a Comissão Europeia, poderia ser adaptada, a
médio prazo, a alta velocidade. Bruxelas defende a construção de uma ligação
entre Évora e a fronteira espanhola para garantir uma ligação mais directa do
que a actual.
Declarando-se consciente das
dificuldades financeiras que atravessa Portugal, Sechhi refere, ainda segundo o
mesmo jornal, que uma das hipóteses poderia ser construir uma linha
convencional.
Posteriormente, e quando a
conjuntura económica melhore, modernizar-se-ia o traçado para aguentar comboios
de 250 ou 300 quilómetros por hora.
Detalhando a sua proposta,
Secchi refere que, numa primeira fase, seria construída a plataforma do traçado
Évora-Caia com via dupla, com linhas de bitola ibérica (1,666 metros) como os
existentes em toda a rede convencional dos dois países.
Esta “seria adaptada a
bitola internacional [1,435 metros e usado na maior parte da Europa para a alta
velocidade] no futuro”, refere.
Isso “permitiria garantir de
forma relativamente rápida o funcionamento da linha de mercadorias entre Sines
e Madrid e, ao mesmo tempo, efectuar a conexão entre Lisboa e Madrid em quatro
horas e meia ou cinco com velocidades de 200 quilómetros por hora”.
Desta forma, Portugal
poderia garantir “em um relativamente curto espaço de tempo, ligar o porto de
Sines com Espanha e até França, proporcionando, além disso, uma melhor conexão
de passageiros” entre as duas capitais e “permitindo fechar o ramal de
Cáceres”.
Para uma fase posterior, à
espera de que Espanha termine as obras do TGV até Badajoz, ficaria pendente a
electrificação da linha e a instalação dos sistemas de segurança e sinalização
para comboios de alta prestação.
Contempla também a proposta,
quando “a disponibilidade financeira o permita”, realizar a modernização dos
traçados actuais de Évora a Lisboa e a Sines.
Secchi defende a viabilidade
económica da proposta já que a curto prazo se reduziriam os custos face ao
abandonado TGV e sendo que o grosso das obras seriam co-financiadas “até 95%” –
com fundos europeus.
Sem referir o custo estimado
da infra-estrutura, o responsável europeu defende que o desenvolvimento da
linha por fases “possibilitaria minimizar as necessidades de financiamento
próprio” por parte de Portugal, utilizando Fundos de Coesão do período
2007-2014, parte das ajudas concedidas pela Rede Transeuropeia de Transportes
ao troço Caia-Poceirão (245 milhões de euros) e com fundos adicionais do
próximo orçamento 2014-2020.
Carlo Sechhi pede uma
reunião das três partes para discutir a proposta e assegura que, com este
plano, Espanha teria garantida a obtenção de fundos europeus aprovados para o
AVE a Badajoz no período 2007-2014.
Acho
incrível que Bruxelas nos imponha uma linha de velocidade alta, entre Sines e
Madrid, numa altura em que Portugal está sob ajuda externa e Espanha quase a
chegar a essa ajuda.
Isto
só pode ser por interesses de alguns países europeus, nomeadamente da Alemanha,
que assim continua a facturar em força enquanto os periféricos continuam a
definhar.
Alguém
nos quer vender comboios, nós não os fabricamos cá, por isso, penso que o
grande beneficiário desta obra, será pura e simplesmente a Alemanha, além de
haver um ou outro consórcio de empreiteiros europeus, que possam ganhar o
concurso da adjudicação da obra.
Ou
me engano muito, ou este projecto está a ser feito à medida da Bombardier.
Basta ir ao site desta empresa, para
verificar que está de acordo com as propostas de Bruxelas (ECO4 Technologies). E depois, ainda tem
outra coisa, Carlo Sechhi, diz que pode ser construído em bitola ibérica e mais
tarde passar para bitola europeia, isso é para gastar mais do dobro do
dinheiro. Todos sabemos que o custo da obra agora é um e que daqui a uns anos
ou se faz tudo de novo, ou os custos multiplicam-se umas quantas vezes.
Também,
parece que o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, está interessado nesta obra
e que a mesma esteja pronta em 2014. Estamos todos sob uma forte austeridade,
que constantemente são anunciados aumentos de impostos, uns directos outros
indirectos, mas que no fundo, tiram-nos o pouco dinheiro que temos e de um
momento para o outro, somos confrontados com um custo de uma Mega obra desta
natureza. Afinal o Sócrates não era assim tão mau, porque como sempre, todos querem
deixar a sua marca pela passagem na governação do país.
CARGONEWS Submeta-nos as
suas notícias
20.04.2010
DB Schenker Rail olha para a
CP Carga
A DB Schenker Rail, braço de
transporte de mercadorias da alemã Deutsche Bahn, poderá vir a apresentar uma proposta
para a compra da CP Carga, soube a CARGO junto de fonte ligada à transportadora
alemã.
O interesse não é recente,
tendo os primeiros rumores surgido mal se soube da vontade da CP de privatizar
o transporte de mercadorias. Mas ganhou consistência quando se soube que a
empresa alemã estava compradora da inglesa Arriva, por uma soma a rondar ao 1,6
mil milhões de libras, uma aquisição de que a BBC ontem voltou a fazer eco.
Recorde-se que o ambicioso plano de expansão da empresa alemã, sobretudo a partir
de 2007, empurrou as suas contas para o vermelho, uma situação que parece já
estar ultrapassada a julgar pelos mais recentes avanços para novas aquisições.
Para a empresa ferroviária
alemã, a aquisição da CP Carga poderia significar a integração da operação
ibérica na sua vasta rede europeia, pela compatibilidade do material rolante
nas redes de ambos os países da Península.
A DB Schenker Rail, que em
Janeiro de 2009 sucedeu em termos de designação comercial à Railion, que por
sua vez tinha surgido em Dezembro de 2007 por fusão com a empresa logística da
casa mãe, integra companhias ferroviárias na generalidade dos países europeus,
da Polónia ao Reino Unido e Escócia, como a holandesa NV Cargo, a dinamarquesa
DSB, a italiana Strade Ferraté del Mediterrâneo (SFM), a suíça Brunner Rail
Services GmbH, e participações menores noutras companhias.
Abaixo está
a fotografia da sede da BD e de comboios de alta velocidade intercidades.
Com a
notícia acima indicada, também se vê o que o ex-Primeiro-ministro José
Sócrates, pretendia. Também ele, estava a abrir completamente as portas à
entrada da DB. Portanto, isto não passa de jogos dos bastidores em Bruxelas.
Todos os governantes se têm baixado, à senhora Merkel, e quem paga é o
mexilhão, que terá de pagar com os seus impostos todos estes interesses.
È revoltante
verificar, que todos os portugueses são piões de brega, neste grande tabuleiro
de xadrez, que é a CE. Nós que vivemos num país periférico, temos de pagar para
os senhores do centro e norte da Europa vivam à grande e à francesa, à custa do
nosso esforço. Não quero com isto dizer, que os alemães e os nórdicos não sejam
trabalhadores, até pelo contrário, mas aproveitam-se da fraqueza dos
periféricos da Europa e por vezes até são demasiado arrogantes connosco.
Realmente, agora começo a ver luz ao fundo do
túnel, pois a partir do momento que pesquisei e encontrei esta notícia, já tudo
faz sentido. Só é necessário ver que Portugal quer privatizar os transportes,
podendo ser por partes, primeiro os passageiros, depois as mercadorias, mas
estará sempre os alemães da DB por trás, para comprarem baratinho hoje que
estamos sob os efeitos da ajuda externa e que os nossos activos valem muito
menos dinheiro, que numa situação após resgate.
O memorando
da troika, obriga-nos a vender uma
grande parte das nossas principais empresas, nomeadamente as mais importantes.
Neste rol, também se encontra a CP, até porque os prejuízos com esta empresa
são elevados. Daí a privatização ser um mal necessário, tanto para o governo,
que se livra de uma empresa que não sai do vermelho, como de trabalhadores que
estão constantemente em greves. Com a privatização, resolve uns quantos
problemas de uma assentada. Primeiro, alterou as leis laborais para que os
alemães possam adquirir a CP e poder despedir as “ovelhas ranhosas”, que estão
na empresa acomodados ao tempo do “PREC” e depois do saneamento, acabam por
ficar com uma empresa altamente rentável e lucrativa.
Era muita fartura,
Bruxelas querer ajudar Portugal (…) e que não fosse a pedido de alguém muito
influente dentro do plano económico europeu. Assim, como cá temos “lambe
botas”, também existe na europa a mesma coisa e como também já disse
anteriormente, toda a gente tem o seu preço, para se deixar corromper e em
Bruxelas também existem corruptos.
Não faltará
dinheiro para Portugal se endividar mais um pouco, para preparar a entrada da
BD nos transportes em Portugal.
A empresa
Metro do Porto (MP) e os Serviços de Transportes Colectivos do Porto (STCP),
são duas empresas, que neste momento começam a dar lucro, por isso, não deve
demorar muito a serem vendidas, basta ver o que se passa com as nomeações do
governo para os CA destas empresas. O ministro da economia Álvaro dos Santos
Pereira, ainda não fez o trabalho de casa de nomear os administradores para
estas duas empresas e, devido a isso, a Metro do Porto não tem nenhum
administrado, devido à demissão dos anteriores. Possivelmente, já viram o que
se vai passar, daí, terem-se afastado, para que a venda possa ser feita sem
grandes opositores. Esta é a minha visão de toda esta situação, até poderei
estar enganado, mas infelizmente, penso que não.
Fisco enganou-se nas contas e receita de IRS pode não ser
tão boa
Publicado ontem 31 de
Maio de 2012
A Unidade Técnica de Apoio
Orçamental considera que a melhoria nas receitas com IRS até abril pode não ser
tão positiva quanto sugerem as contas do Ministério das Finanças, por se
ancorar especialmente numa queda dos reembolsos.
Numa análise a que a Agência
Lusa teve acesso, os técnicos da UTAO - Unidade Técnica de Apoio Orçamental
alertam que a melhoria registada na receita com IRS nos primeiros quatro meses
do ano se deveu em grande parte a uma queda nos reembolsos de IRS de 69,7% e
que a receita líquida cresceu apenas 0,3%.
"Excluindo o efeito
[isolado] de um menor pagamento de reembolsos, a receita líquida de IRS teria
crescido 1,4% ao invés dos 9,6%, situando-se aquém do objectivo implícito
ajustado do Orçamento do Estado rectificativo", que é de 5,9%, diz a UTAO.
O crescimento verificado nas
receitas com IRS em comparação com o mesmo período de 2011 foi a única razão
pela qual a rúbrica de receitas fiscais provenientes dos impostos directos
(IRS, IRC e outros) deu um contributo positivo para o valor total das receitas
fiscais, que mesmo assim registou uma diminuição face ao primeiro terço de
2011.
Ainda assim, a UTAO avisa
que estes resultados podem não ser tão bons como parecem porque a maioria dos
reembolsos serão efectuados em maio e Junho, altura em que as contas darão uma
ideia mais fiel do real comportamento das receitas com IRS e possíveis impactos
nos objectivos.
"Deste modo, a execução
orçamental dos meses de maio e Junho será muito relevante para avaliar o
dinamismo da receita líquida deste imposto, tendo presente que a maioria dos
reembolsos terá lugar neste período, ao qual acresce os efeitos das medidas da
revisão e limitação dos benefícios e deduções fiscais, sobretaxa de IRS com
reflexos na receita (líquida) do IRS de 2012 e suspensão/redução dos subsídios
de férias. O resultado destas medidas será determinante para perspectivar a
cobrança deste imposto no segundo semestre e aferir o cumprimento do objectivo
previsto para 2012", diz a unidade de apoio técnico aos deputados.
Fonte
JN de 01 de Junho de 2012
No
passado dia 24 de Maio, escrevi que o Ministério das Finanças, poderia estar
errado na avaliação da melhoria das receitas do IRS, devido à baixa de valor de
reembolsos de IRS, porque como eu que estou no desemprego há mais de um ano,
apenas recebi de reembolso, o montante que descontei, referente ao mês de
Janeiro de 2011. Se não tivesse ido para o desemprego, descontaria o ano
inteiro e teria direito às deduções na sua totalidade. Isso não aconteceu,
porque só descontei um mês, como tal, apenas recebi o valor que descontei para
o IRS, que no meu caso ficou pela metade do que é normal. Ora, isso foi uma
situação que a ser extrapolada a todos os desempregados, dá uma ideia errada
que o IRS rendeu mais dinheiro. Portanto, eu questiono quem está à frente das
finanças deste país, que não consegue prever os maus resultados, devido à falta
de emprego, logo baixa de descontos para as receitas normais do Estado. Esta
situação, também tem reflexos nas receitas da Segurança Social, porque se cada
vez entram menos descontos e por outro lado, cada vez pagam mais subsídios de
desemprego, isto põe em causa a sustentabilidade da Segurança Social. São estes
casos que os governantes não querem prever atempadamente, antes de tomarem
medidas draconianas e cegas, que depois podem levar ao descalabro da economia.
Não é necessário ir para a universidade, queimar pestanas, para ver para onde
nos leva esta política de austeridade, com mais doses de austeridade.
Portugal,
tem de se aliar aos países europeus, que pretendam crescimento económico da sua
economia, que querem continuar com os estado social, a população não são meros
números que se podem descartar de uma forma ou de outra. Temos de tentar
resolver o problema do défice, mas ao mesmo tempo, temos de implementar
crescimento da economia, criar postos de trabalho, evitar o encerramento de
empresas, pequenas, médias e grandes, porque cada posto de trabalho que se
perca, é mais um problema para a economia. O nosso país está na periferia do
sul, pelo que devemos por uma questão geográfica estar ao lado da Espanha, da
Itália e da Grécia. Se dermos as mãos entre estes países, teremos mais força
para obrigar a Angela Merkel a aceitar alterações à sua política de
austeridade.
Desemprego recorde passa dos
36% entre os jovens
Publicado
às 10.16 de 01 de Junho de 2012
Portugal continua a registar
uma subida da taxa de desemprego, que em Abril se fixou nos 15,2%, uma décima
acima do mês anterior, tendo o desemprego jovem aumentado para os 36,3%, revela
o Eurostat.
Enquanto a taxa de
desemprego geral subiu apenas uma décima, e porque o gabinete oficial de
estatísticas da UE reviu os valores de Março (15,1%, quando antes estimara
15,3), já a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos subiu,
entre Março e Abril, sete décimas, dos 35,9 para os 36,6%, sendo este novo
valor mais de oito pontos percentuais superior àquele que se observava um ano
antes (28,5), o maior aumento na União Europeia.
Em termos gerais, o
desemprego continua a sua trajectória ascendente em Portugal (era de 13,6% em
Outubro de 2011, 14,1 em Novembro, 14,6 em Dezembro, 14,7 em Janeiro deste ano,
14,8 em Fevereiro e 15,1 em Março) e a taxa é actualmente apenas inferior às de
Espanha (24,3%) e Grécia (21,7 em Fevereiro), estando a par da Letónia (dados
do primeiro trimestre de 2012).
Na zona euro, manteve-se nos
11% em Abril, estável relativamente ao mês anterior, e no conjunto da União
Europeia (UE) subiu de 10,2 para 10,3%, indica o Eurostat.
Nas suas "previsões da
primavera", divulgadas em maio, a Comissão Europeia estimou que a taxa de
desemprego em Portugal se fixe nos 15,5% este ano, diminuindo apenas para 15,1%
em 2013.
Quanto ao desemprego jovem,
Portugal regista actualmente também o terceiro valor mais elevado, apenas
superado por Espanha (51,5%) e pela Eslováquia (39,3).
Comparando com os dados de
há um ano, de Abril de 2011, a taxa de desemprego em Portugal subiu 2,6 pontos
(12,6 para 15,2), e entre os jovens mais de oito pontos percentuais (28,5 para
36,6), a maior subida na comparação anual entre todos os Estados-membros sobre
os quais há dados disponíveis.
O Eurostat calcula
mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta
taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os
resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo
Instituto Nacional de Estatística (INE).
Fonte
JN de 01 de Junho de 2012
Governo revê previsões em
alta
Taxa de desemprego vai
chegar aos 15,5% este ano
01.06.2012 - 12:09 Por
Raquel Martins
O Governo decidiu rever em
alta as previsões para o desemprego. Este ano, a taxa deverá chegar aos 15,5% e
em 2013 crescerá para 16%.
O ministro das Finanças
anunciou estes novos valores nesta sexta-feira, tendo lembrado na ocasião que,
no contexto da discussão do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) na
Assembleia da República, reconheceu "o carácter precário das previsões
para o desemprego" e assumiu "o compromisso de apresentar previsões
revistas por altura do quarto exame" regular da troika.
Esta revisão em alta decorre
de uma análise realizada pelos ministérios das Finanças, da Economia e da
Segurança Social, cujos resultados globais serão apresentados e discutidos com
os parceiros sociais na próxima semana. O PÚBLICO apurou que as conclusões só
serão divulgadas a partir de 11 de Junho.
Em relação a 2012, a nova
previsão é um ponto percentual superior ao valor que estava inscrito no
Orçamento Rectificativo (14,5%). O ministro falava numa reunião com os
parceiros sociais.
Esta manhã, o Eurostat
revelou que a taxa de desemprego em Portugal foi de 15,2% em Abril, uma décima
de ponto percentual superior à de Março.
Fonte:
Jornal Público de 01 de Junho de 2012
Parlamento
Partidos dizem que Governo
criou uma “máquina destruidora de emprego”
01.06.2012 - 13:23 Por Rita
Brandão Guerra
PS alertou para as
consequências brutais do desemprego na vida dos cidadãos.
A expressão é do PS, mas a tese de que o
actual Executivo não está a reagir para resolver o problema do desemprego, que
atinge os 15,2%, é partilhada pelo PCP e BE.
Segundo dados divulgados
nesta sexta-feira pelo Eurostat, Portugal continua a registar uma subida da
taxa de desemprego que, em Abril, se fixou nos 15,2%, mais 0,1 pontos
percentuais do que no mês anterior, tendo o desemprego jovem aumentado para os
36,3%.
Em reacção, o deputado
socialista Miguel Laranjeiro frisou que, se o Governo nada fizer, o país pode
seguir os casos da Espanha e da Grécia no que toca ao desemprego.
“Até que ponto é preciso
chegar o desemprego para que o Governo tome uma atitude e adopte medidas de
combate? O Governo está a criar uma máquina destruidora de emprego que tem
consequências brutais na vida dos cidadãos”, frisou o dirigente socialista.
Laranjeiro aproveitou para
acrescentar que “todos os meses” são batidos recordes no número de
desempregados. E atribuiu a responsabilidade: “E que resposta tem o Governo?
Até agora nenhuma”.
Já o deputado do PCP Jorge
Machado frisou que os dados são “explosivos” e considerou que o Governo está a
“afundar” o país, não apresentando soluções para resolver os problemas. O
comunista destacou ainda a alternativa hoje apresentada pelo PCP em plenário.
Os comunistas apresentaram um projecto de lei que pretende a renegociação da
dívida, proposta que foi chumbada pelo PSD, CDS e PS.
Da parte do BE, Mariana
Aiveca destacou os números do desemprego jovem, que deixam uma geração à
“rasca”.
“O desemprego só tem uma
direcção, continua a subir: 15, 2% é uma brutalidade e pior que isso é que a
taxa continua a aumentar particularmente nos jovens, o que significa que um em
cada três jovens está desempregado”, afirmou a deputada bloquista.
Fonte
Jornal Público de 01 de Junho de 2012
Tal
como as previsões do EUROSTAT tem vindo a anunciar, infelizmente confirma-se o
aumento do desemprego e que irá continuar a crescer até aos 16,5% em 2013.
Pelos vistos, o governo também já está a dar a mão à palmatória, e também ele,
reviu em alta os dados do desemprego, para chegar aos miseráveis números dos
15,5%, para este ano e 16% para 2013, contra os 14,1% que tinha previsto, há
pouco tempo atrás. Neste momento, entre pessoas inscritas e a receberem
subsídio de desemprego e as pessoas que já não recebem subsídio e que abandonaram
o Instituto de Formação Profissional e Emprego, estima-se que estão
desempregados, cerca de 1.225.000 pessoas. Esta situação é demasiado
preocupante, é um barril de pólvora que pode explodir a todo o momento. Só é de
lamentar que o Primeiro-ministro, pense que o “desemprego é uma oportunidade
para mudar de vida”. Este comentário do Primeiro-ministro é revoltante,
atiro-lhe para cima todo o meu ódio e raiva!
Governo admite corte na taxa
social única para os jovens
01
Junho 2012 | 12:58
Catarina
Almeida Pereira - catarinapereira@negocios.pt
Santos Pereira não revelou
detalhes sobre a medida que o Governo pode tomar, mas admitiu que está a ser
estudada.
O ministro da Economia admitiu
hoje que o governo português está a estudar medidas de combate ao desemprego
jovem que passam por uma redução da Taxa social única.
Questionado pelos
jornalistas no final de uma reunião de concertação social, Álvaro Santos
Pereira não quis avançar detalhes sobre a medida que está em preparação.
"Todas essas medidas
estão a ser equacionadas", afirmou o ministro da Economia, esclarecendo
que a iniciativa está a ser preparada no âmbito do programa "Impulso
Jovem", que o Governo está a negociar com a Comissão Europeia.
O Negócios noticia hoje que
o Governo está a preparar uma descida da taxa social única (TSU) suportada
pelas empresas com trabalhadores jovens e salários baixos, uma medida que tem
como objectivo combater o desemprego jovem, que, segundo os dados do Eurostat
hoje revelados, já atinge os 36,6%.
Segundo apurou o Negócios,
em cima da mesa está a eliminação da TSU para empregos de jovens com salário
mínimo, um desconto que vai diminuindo à medida que o salário aumenta.
Questionado pelo Negócios
sobre se a isenção da taxa social única vai incidir sobretudo sobre salários
baixos, o ministro da Economia respondeu de forma vaga. "Existe uma grande
sintonia do entre o Governo e os parceiros sociais de intensificar as políticas
activas de emprego e o combate ao desemprego. Essas medidas e outras medidas
estão a ser debatidas e serão debatidas nas próximas semanas", afirmou.
A redução da TSU para jovens
foi analisada com a troika durante esta revisão do programa e o anúncio por
parte do Governo poderá até já coincidir com a apresentação dos resultados
desta avaliação.
O enfoque nos jovens e nos
salários mais baixos vai ao encontro das características dos grupos mais
vulneráveis ao desemprego, identificaram fontes da troika antes da avaliação
ter começado. A utilização de recursos comunitários permitirá o estímulo sem
prejudicar as metas orçamentais.
Fonte:
Jornal de Negócios de 01 de Junho de 2012
Concertação Social
CIP defende redução da TSU
para salários baixos, sindicatos estão contra
01 Junho 2012 | 14:23
Catarina Almeida Pereira -
catarinapereira@negocios.pt
António Saraiva afirma que
um trabalhador que recebe o salário mínimo custa à empresa 730 euros por mês
mas só leva para casa 430 euros. O presidente da CIP acrescenta que "há
margem" para reduzir esta diferença
O presidente da Confederação
Empresarial (CIP) defendeu hoje a redução das contribuições para a Segurança
Social a cargo de empresas que têm trabalhadores que recebem o salário mínimo.
A questão não foi debatida
na reunião de hoje de concertação social, onde o ministro das Finanças
apresentou uma revisão em alta das previsões do Governo para a taxa de
desemprego. No final da reunião, os parceiros sociais acusaram o Governo de
estar a fazer pouco para combater a destruição de postos de trabalho.
Questionado sobre os
jornalistas sobre a medida que o Governo está a equacionar, no âmbito do
combate ao emprego jovem, o presidente da CIP defendeu a redução das
contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores que recebem o salário
mínimo.
"Eu tenho defendido que
o salário mínimo que todos reconhecemos que é baixo tem que ser aumentado mas
não levando às empresas uma carga salarial que as mesmas não possam
suportar", começou por dizer.
"Um salário de 485
euros aqueles que o recebem, recebem de facto 430 euros depois dos descontos.
Mas as empresas têm que tirar das suas caixas 730 euros", tendo em conta
que é pago em 14 meses, tem uma taxa social única de 23,75% e seguros
obrigatórios.
"Entre os 430 euros que
o trabalhador leva para casa e os 730 euros que a empresa paga há aqui margem
para que o trabalhador leve mais dinheiro para casa, que a empresa tenha menor
custo, e que por essa via possamos trazer ao trabalho aqueles que deles estão
afastados".
António Saraiva acrescentou
que não há ainda soluções finais, mas apenas "caminhos" que estão a
ser estudados.
A questão não foi debatida
na reunião de concertação social de hoje. "Essa medida não foi hoje aqui
referida. O conhecimento que temos sobre a medida resulta de conversas
bilaterais que temos mantido com o Governo", afirmou o presidente da CIP.
UGT está contra redução que
incida nos baixos salários
Já o líder da UGT, João
Proença, admitiu que possam ser preparadas algumas medidas de incentivo à
contratação de jovens que passem pela redução da taxa social única, mas
manifestou-se contra incentivos que incidam especificamente em baixos salários.
"Não pode estar ligada aos baixos salários", disse aos jornalistas,
no final da reunião de concertação social.
Arménio Carlos, da CGTP,
está contra qualquer tipo de redução das contribuições para a Segurança Social.
"Não aceitamos qualquer redução de taxa social única, porque isso é pôr em
causa a sustentabilidade da Segurança Social", afirmou.
Mais
uma vez o governo está a baixar-se à troika,
basta ler o que eles disseram quando estiveram no Parlamento, sobre o
desemprego. Para a troika, o
desemprego em Portugal, tem a ver com não ter diminuído o valor dos salários.
Para estes senhores do BCE e do FMI, Portugal deve ter salários dentro dos
valores do Ruanda ou do Bangladesh, mas deveríamos bater o pé e dizer a estes
senhores que estamos na Europa como eles, que os nossos custos são mais
elevados que os deles, comparativamente, que pagamos muito mais impostos que
eles, comparativamente (no caso de Christine
Lagarde, até nem paga nada, por
inerência do cargo).
É
revoltante, como o governo cede a tudo o que a troika nos impõe, baixar salários é uma estupidez, retirar a TSU
para criar emprego a jovens, é uma estupidez maior, a sustentabilidade da
Segurança Social fica em risco. É preciso ver que existe um contrato entre o
Estado e os trabalhadores deste país, desde há muitos anos atrás. Esse contrato
não pode simplesmente ser rasgado ou ignorado, pois existe a possibilidade de
revolta popular e possivelmente possibilidade de guerra civil, isto numa
situação mais radical. No entanto, acho que não será possível de um momento
para o outro dizer aos reformados ou quem está prestes a chegar à idade da
reforma e dizer-lhes que acabou, que não existe mais dinheiro para pagar as
reformas a essas pessoas, que descontaram ao longo de muitos anos de trabalho,
para chegarem à sua velhice e vive-la com dignidade, porque para isso foram
criando o seu pé-de-meia, através da Segurança Social. Uma situação destas, com
toda a certeza, que levava a um levantamento das pessoas, que hoje estão
caladas e quietas no seu canto, mas que para defenderem os seus interesses, são
capazes de tudo.
Este
Ministro da Economia, devia realmente voltar a emigrar, porque é tão mau como
ministro, que já nem devia estar no governo. Quando o neoliberalismo é mais
importante que o estado social, então está tudo mal no país.
Até
pode haver pequenas empresas, que tenham dificuldade para pagar à Segurança
Social, a TSU, que são 23,75% do salário pago ao trabalhador, mas tem de se ver
caso a caso e também não nos podemos esquecer que a banca não empresta dinheiro
às empresas, pelo que a economia está de rastos.
No
entanto, muitos desses pequenos empresários, que hoje não podem pagar a TSU,
amanhã, estarão a receber as suas reformas mínimas, porque descontaram pouco ou
durante poucos anos, mas lamentam-se de receberem tão pouco de pensão. Já
existem casos desses actualmente, que quando estiveram no lado dos
empregadores, fugiam sempre que podiam no pagamento dos seus impostos, por
facturação paralela, subfacturação e outras manobras, a fim de meterem ao bolso
o máximo de dinheiro. Fuga ao pagamento de impostos, há todos os dias, quem
combata eficazmente essa situação, é que existe pouco.
Passos garante que Relvas
"nunca teve negócios com Silva Carvalho"
Publicado ontem dia 31 de
Maio de 2012
O primeiro-ministro, Pedro
Passos Coelho, afirmou, esta quinta-feira, que o ministro-Adjunto, Miguel
Relvas, "nunca teve negócios nenhuns com Silva Carvalho" e lamentou o
eco dado pela comunicação a matérias "não provadas" ou "dadas
como falsas".
À saída de um seminário no
Centro Europeu Jean Monnet, em Lisboa, o primeiro-ministro respondeu a questões
dos jornalistas, tendo sido questionado se foi surpreendido por alguma das
declarações feitas por Miguel Relvas, na quarta-feira, em comissão parlamentar
e se tinha conhecimento dos seus negócios com o ex-director do Serviço de
Informações Estratégicas de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho.
"Eu julgo que a sua
pergunta enferma de um erro, é que o doutor Miguel Relvas nunca teve negócios
nenhuns com o doutor Silva Carvalho", começou por responder Pedro Passos
Coelho.
Em seguida, o
primeiro-ministro considerou "lamentável que exista a persistência em
matéria de comunicação de dar eco a matérias que não só não estão provadas como
algumas estão comprovadamente dadas como falsas".
Passos Coelho afirmou depois
que não assistiu à audição do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares na
Comissão de Assuntos Constitucionais, que teve início a seguir ao debate
quinzenal de quarta-feira, cerca das 17.30 horas.
"A resposta à sua
pergunta é não, não tive oportunidade para estar três horas e qualquer coisa a
ver o conteúdo da sessão em que o doutor Miguel Relvas esteve no Parlamento a responder
aos senhores deputados e não vou produzir sobre isso nenhum comentário",
respondeu a uma jornalista.
Fonte
JN de 01 de Junho de 2012
SMS
de ex-espião para Vasconcellos sugere interesse da Ongoing na RTP
01
Junho 2012 | 09:39
Jornal
de Negócios Online -
negocios@negocios.pt
O ex-director do SIED, Jorge
Silva Carvalho, enviou uma mensagem ao presidente da Ongoing, Nuno
Vasconcellos, em que fala do interesse da empresa na RTP através da participada
Ejesa.
A mensagem escrita, segundo
noticia hoje o “Público”, foi enviada a 31 de Julho do ano passado, dia em que
a mulher de Vasconcellos, que lidera a Ejesa, concedeu uma entrevista ao
“Correio da Manhã”, onde se manifestava a favor da privatização da RTP, para a
qual iria olhar com interesse.
Silva Carvalho ter-se-á
“referido à empresária como X, dizendo que a entrevista estava óptima e vinha
dar um toque de serenidade”, como refere o jornal.
O ex-director do SIED disse
ainda que houve quem tivesse estranho os elogios que Alexandra Mascarenhas,
mulher de Vasconcellos, havia feito ao patrão da Impresa, Francisco Pinto
Balsemão, e quem tivesse reparado no pormenor Ejesa/privatização da RTP.
O “Público” sublinhou ainda
que na mensagem do ex-espião “há referências encriptadas a três pessoas,
identificadas por siglas, mas que correspondem aos nomes de Nuno Morais
Sarmento (advogado de Silva Carvalho), António Cunha Vaz e MR, as iniciais
utilizadas por Silva Carvalho para assinalar encontros com Miguel Relvas”.
Silva Carvalho diz, por SMS,
segundo a mesma publicação, que o NMS e ACV falaram com MR e que estava tudo
sob controlo, mas sem especificar a que se refere”.
Fonte:
Negócios Online de 01 de Junho de 2012
Pacheco Pereira acusa Miguel
Relvas de ter mentido de todas as maneiras
01.06.2012 - 00:02 Por
Luciano Alvarez
O social-democrata Pacheco Pereira acusou
nesta quinta-feira Miguel Relvas de ter mentido de todas as maneiras possíveis
no caso das secretas.
No programa Quadratura do
Círculo da SIC Notícias, Pacheco Pereira começou por dizer que há três tipos de
mentira: a mentira pura, a omissão da verdade e sugestão de falsidade.
“[Miguel Relvas] mentiu das
três formas”, disse Pacheco Pereira apontando as contradições entre as
afirmações feitas pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares nas duas
presenças na Primeira Comissão Parlamentar.
E para o social-democrata,
também o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho participou em duas formas de
mentira nas suas declarações na Assembleia da República, na omissão da verdade
e na sugestão de falsidade.
Já Lobo Xavier, acentuou que
o que está em causa vai muito além de Miguel Relvas e estranha não ter havido
“um sobressalto cívico” face à gravidade do problema. Sobre o apoio do
Primeiro-ministro a Miguel Relvas, Xavier afirmou: “espero que o
Primeiro-ministro esteja seguro da caução que deu a Miguel Relvas.”
O socialista António Costa
tinha mais dúvidas que certezas, nomeadamente sobre o relatório que foi feito
ao seu irmão e director do Expresso, Ricardo Costa, e que também o visa. Porque
não está o relatório no processo judicial instaurado ao ex-espião Silva
Carvalho? Quem o fez? Com que objectivo? Há outros relatórios?, foram algumas
das suas dúvidas.
Já sobre o apoio de Passos
Coelho a Miguel Relvas, Costa diz que o primeiro-ministro não tinha outro
remédio, porque a saída do ministro significava “o desmoronamento político” do
Governo. “Nenhuma daquelas alminhas tem capacidade para fazer a coordenação
política do Governo”, afirmou.
Fonte:
Jornal Público de 01 de Junho de 2012
Esta
novela ainda tem muito que se lhe diga, o Primeiro-ministro está a defender o
seu adjunto e tudo isto pode acabar mal. Continuo convencido que Migue Relvas
não tem condições de continuar no governo, continua a omitir dados das
conversas com Silva Carvalho, pelo que após este último ser libertado do
“segredo de Estado”, poderá haver muito mais para se escrever e dizer sobre
este assunto. Silva Carvalho vai querer vingar-se de tudo o que se tem dito de
mal sobre ele, porque a partir do momento que comece a falar para se defender,
se calhar vai haver muitas mais demissões do governo e até pode acontecer do
governo cair. Pedro Passos Coelho pode estar a gerir este assunto muito mal,
mais valia deixar cair Miguel Relvas, porque a derrocada política pode ser
muito maior. É preciso ver, que existem pessoas dentro do PSD, que querem ver a
queda de Miguel Relvas, até pelo percurso político deste senhor, dentro das
estruturas partidárias. Além disso, Miguel Relvas é o braço político de Pedro
Passos Coelho, o Primeiro-ministro nunca teria chegado onde chegou, sem a ajuda
de Miguel Relvas, daí a defesa acérrima por parte de Pedro Passos Coelho a
Miguel Relvas. Desde que esta “nublosa” não provoque a queda do governo e que
isso prejudique Portugal, em relação ao resgate financeiro a que está
submetido, tudo bem.
Banco Mundial garante que é
preciso um plano de emergência para a Zona Euro
01 Junho 2012 | 14:31
Diogo Cavaleiro -
diogocavaleiro@negocios.pt
"Ninguém quer ter de
colocar em acção as instruções" para o momento em que soarem os alarmes na
Zona Euro. "Mas é inteligente lê-las e estar preparado para as
cumprir", escreve hoje o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
Porque a Grécia pode levar a um "susto financeiro em toda a Zona
Euro".
A Zona Euro precisa de se
preparar para o momento em que poderá passar o ponto de não retorno, assegura o
presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, num artigo que hoje publicou no
“Financial Times”.
“Ninguém quer ter de colocar
em acção as instruções” para esse ponto de não retorno. “Mas é inteligente
lê-las e estar preparado para as cumprir”, continuou Zoellick, deixando alertas
para uma frágil situação na região.
“Os acontecimentos na Grécia
podem desencadear um susto financeiro em Espanha, Itália e em toda a Zona Euro,
colocando a Europa numa zona de perigo”, comentou o presidente do Banco
Mundial, que já defendeu uma vez que o futuro da Europa “depende do que
acontecer com Itália e Espanha”.
O antigo presidente do
Goldman Sachs acredita que o “Verão de 2012 oferece um estranho eco de 2008”,
dizendo que as pessoas ainda não iniciaram uma fuga de depósitos nos bancos na
região, “mas já estão a começar a correr”.
Falando na imprevisibilidade
que se sente, neste momento, na Zona Euro, Zoellick diz que, “se a Grécia
abandonar a Zona Euro, é impossível prever o contágio”. É por isso mesmo que
defende que “os líderes europeus precisam de estar preparados”.
O
que pode a Europa fazer?
“Não haverá tempo para
encontros de ministros das Finanças para discutir o cenário. Em mercados em
pânico, os investidores voam para activos seguros”, explicou o presidente do
Banco Mundial, no artigo em que é bastante crítico em relação à actual acção
dos líderes europeus.
Neste momento, os líderes
europeus têm de monitorizar os riscos de liquidez nas empresas. Para se
prepararem, deviam colocar capital do Mecanismos Europeu de Estabilidade (MEE)
nos bancos da região, além de deverem garantir um financiamento a médio prazo
para países como Espanha – “pode vir do MEE ou de uma implementação parcial de
obrigações europeias”.
“Esta recomendação não entra
em conflito com o pedido da Alemanha para disciplina orçamental ou para
reformas microeconómicas. Esses passos têm de ser tomados”, disse Robert
Zoellick, que abandona o cargo no final do mês para dar lugar a Jim Yong Kim.
No final do artigo, o
presidente deixou uma mensagem aos actuais líderes: “Os bons líderes
antecipam-se. Preparam-se para actuar rapidamente – e aproveitam o momento para
maiores fins”.
Fonte:
Jornal de Negócios de 01 de Junho de 2012
Parece
que afinal ainda existe inteligências com capacidade de ver o que poderá
acontecer à Europa dentro de pouco tempo. No entanto, os ministros das finanças
dos diversos países da zona euro, ainda não pararam para reflectir e arranjarem
soluções que evitem este colapso financeiro na zona euro. Mais uma vez a
senhora Merkel com a sua obstinada ideia de ser só austeridade, ainda não viu,
nem foi chamada à atenção dos problemas que estão na eminencia de acontecer.
A
Espanha e Itália continuam com os juros das suas dívidas soberanas a subir, pelo
que assim que aconteça da Espanha ter de pagar 7% de juros no mercado, terá
mesmo de pedir ajuda externa. E nesse caso, levará por arrasto a Itália. Não
sei se haverá dinheiro na Europa para resgatar a Espanha, mas com toda a
certeza que para resgatar Espanha e Itália, não existe! A ajuda para Portugal,
foi de cerca de 70 mil milhões de euros e vai ficar curta, para Espanha
possivelmente será necessário cerca de um bilião de euros, se não for mais.
Itália será muito mais dinheiro que Espanha. Portanto, ou os líderes europeus
se entendem ou isto vai acabar muito mal.
Sondagem:
Portugueses pessimistas, venha quem vier governar.
Publicado à 01.00 de 05 de Junho de 2012
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"Portugueses já não estão perante o
abismo", considera Passos Coelho
Política
Estamos mal e vamos
continuar mal, com este Governo ou com outro. Esta é a conclusão de uma
sondagem feita para o JN, que dá conta de um trambolhão do PSD (menos 7% do que
no barómetro de Setembro de 2011) nas intenções de voto.
O curioso é que a queda dos
sociais-democratas não alavanca o PS - também associado à troika -, antes
compensa os partidos à Esquerda dos socialistas: CDU e BE. A explicação
prende-se seguramente com o protagonismo de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã
no combate ao desemprego e às políticas de austeridade.
Já o CDS-PP, que integra a
coligação governativa saída das legislativas de há um ano, mantém o mesmo
resultado de Setembro e aparece como o partido menos votado de entre os que têm
assento na Assembleia da República. Um dado preocupante para Paulo Portas se a
tradição não provasse que os centristas valem mais nas urnas do que nas
sondagens.
Esta lógica de penalização
do PSD corresponde à avaliação que os portugueses fazem do Governo.
Uma maioria significativa
(67%) atribui-lhe nota negativa e, o que é mais alarmante para Pedro Passos
Coelho, desce significativamente a percentagem dos que acreditam que a actuação
do Executivo possa ser mais positiva num futuro próximo. O grosso dos
inquiridos considera mesmo que daqui a um ano o cenário, embora melhore um
pouco, continuará a ser mau. Sobretudo no que toca ao emprego.
Um sinal de que os
portugueses desejam uma mudança de Governo? A verdade é que não. Mais de metade
dos portugueses (58%) defende que nenhum partido da Oposição faria melhor do
que o actual Governo.
FICHA TÉCNICA
Esta sondagem foi realizada
pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica
Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de
Notícias nos dias 26, 27 e 28 de Maio de 2012. O universo alvo é composto pelos
indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em
Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do
país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por
regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A
selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os
resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto
de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma,
estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos.
Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi
inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado
eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1366 inquéritos válidos, sendo que
58% dos inquiridos eram do sexo feminino, 33% da região Norte, 21% do Centro,
33% de Lisboa e Vale do Tejo, 6% do Alentejo e 6% do Algarve. Todos os
resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de
eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat
na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 49,1%*.
A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1366 inquiridos é
de 2,7%, com um nível de confiança de 95%.
Fonte:
JN de 05 de Junho de 2012
É
impressionante como após um ano de governação, com aumentos de custo de vida,
com confiscação do subsídio de férias e Natal, o governo apenas perde 7% das
intenções de voto.
Até
sou capaz de aceitar a estagnação do PS, mas numa situação normal, seria do PSD
estar abaixo do PS. O CDS, não resistiu e baixou para 5º partido. No entanto, o
PSD, consegue manter o primeiro lugar, apesar das medidas tomadas serem da sua
inteira responsabilidade, ou melhor, foram para além do memorando da troika, em muitas das medidas tomadas,
nomeadamente, no corte dos subsídios de férias e de Natal, que inicialmente,
regressariam em 2014 e posteriormente, passou para 2015 e faseadamente, isto é,
25% por ano. Só esta situação, seria de penalizar bastante o PSD, mas não
consigo entender a reacção da população nesta sondagem.
Uma
coisa é certa, a população começa a não acreditar no próprio regime político.
Não está em causa este ou aquele partido político, mas sim a descredibilização
de toda a classe política. Actualmente, pouca gente acreditará nos políticos,
nos tribunais, que funcionam mal, na honestidade e idoneidade dos políticos em
geral. Talvez devido a isso, a sondagem dar este resultado, mas também estou
convencido, que se houvesse eleições e depois de uma campanha eleitoral, estes
resultados mudariam.
"Portugueses
já não estão perante o abismo", considera Passos Coelho
Publicado à 01.04 de 05 de Junho de 2012
O primeiro-ministro defendeu
que, ao fim de um ano de Governo, "os portugueses já não estão perante o
abismo" e que está em curso uma mudança económica que é "a mais
importante dos últimos 50 anos".
Durante um jantar promovido
pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, no Convento do Beato, em
Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que "a envolvente externa"
oferece motivos de preocupação, mas que Portugal "está hoje mais forte,
mais sólido e mais resistente a contágios adversos".
Numa intervenção de cerca de
quinze minutos, o primeiro-ministro referiu que foram conhecidas as
"conclusões positivas" da quarta avaliação ao cumprimento do programa
de assistência financeira a Portugal e que na terça-feira se cumpre um ano
desde as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD, na sequência das
quais foi formado o actual Governo de coligação com o CDS-PP.
"Os portugueses já não
estão perante o abismo com que nos defrontámos há praticamente um ano atrás.
Portugal está muito mais preparado para receber investidores e para iniciar um
novo ciclo de investimento, ao mesmo tempo que, a prazo, poderá recuperar o
dinamismo da sua procura interna, assim que tenha realizado o seu ajustamento
interno também", defendeu, em seguida.
Segundo Passos Coelho,
Portugal está "a conquistar progressivamente a confiança dos
mercados" e os últimos dados estatísticos permitem acreditar que
"algo está a mudar na direcção de um ciclo de retorno ao investimento e ao
crescimento".
Sem querer fazer um balanço
da governação, o primeiro-ministro afirmou que foi mandatado para
"recuperar a credibilidade e resgatar as melhores condições de
investimento para o país" e que, um ano depois, a economia portuguesa
"está a beneficiar de uma mudança que é estrutural e que em termos
qualitativos e quantitativos é, sem dúvida, a mais importante dos últimos 50
anos".
Passos Coelho acrescentou
que a mudança em curso é "talvez mesmo a mais relevante" desde que
Portugal integrou a Associação Europeia de Livre Comércio, em 1960.
O primeiro-ministro alegou
que é patente, mesmo para os mais céticos, que o Governo tem "uma ideia
clara" para a economia portuguesa, que passa por "mais democracia
económica e diversificação nos mercados".
De acordo com Passos Coelho,
a 'troika' composta por Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e
Comissão Europeia atestou que as reformas estruturais estão "num caminho
correto" em Portugal.
"É o que sucede no
mercado laboral, na mobilidade de pessoas e bens, proporcionadas com as
reformas que estão também a emergir do arrendamento habitacional, na gradual
eliminação dos tradicionais défices da economia portuguesa, como por exemplo na
área energética e dos transportes, nos contractos de concessões, na reforma do
mapa judicial e nos códigos de justiça, na reforma autárquica, na eliminação
das barreiras ao investimento, na eliminação ou redução de custos de contexto,
como é o exemplo do 'licenciamento zero', na reestruturação das empresas
públicas, principalmente no sector dos transportes, na exigência de mais
concorrência no mercado, entre muitas outras matérias", enumerou.
Por outro lado, o
primeiro-ministro sustentou que é indiscutível "o êxito" do processo
de privatizações, que apontou como "uma etapa crucial para a recuperação
do país, e deixou um elogio à "grande capacidade de resistência" dos
portugueses.
"Têm suportado, em nome
do interesse nacional e de uma esperança no futuro, grandes sacrifícios, como o
fazem os nossos desempregados", afirmou.
No que respeita à
"envolvente externa", Passos Coelho considerou que a União Europeia,
em particular a zona euro, atravessa "um momento crucial" e que
"os próximos três meses serão decisivos", manifestando-se
"confiante" de que serão "novas respostas para a dimensão
política e social".
No seu entender, "é
crucial a ratificação dos tratados europeus firmados recentemente em
Bruxelas".
Fonte:
JN de 05 de Junho de 2012
Esta frase do Primeiro-ministro, até
dá vontade de rir. Este homem sempre que abre a boca só diz disparates e
revolta quem o ouve, nomeadamente, que está atento ao que se passa e está
informado.
Eu
diria, “Portugal já não está à beira do abismo, porque já deu o passo em frente
e o resultado foi, ir para ao fundo do abismo”.
Estes
discursos do Primeiro-ministro, só não têm reflexos na vida das pessoas, porque
somos um país pacato e que neste momento está tudo muito calmo, porque parece
que estamos todos conformados, com a triste sina, de sermos governados por
políticos tão maus.
Endividamento
alcançou 30,6 mil milhões até Março
Governo adia estratégia para
reestruturar dívida das empresas públicas
04.06.2012 - 12:13 Por Raquel Almeida
Correia
Refer é a empresa mais endividada, num
total de 6,7 mil milhões de euros
(Paulo Ricca)
O ministro das Finanças
esclareceu hoje que o plano para lidar com o endividamento do Sector
Empresarial do Estado será apresentado em Julho, quando estava inicialmente
previsto para Maio.
Na conferência de imprensa
sobre avaliação da troika ao cumprimento programa de ajustamento financeiro,
Vítor Gaspar avançou que “até ao final de Julho será apresentada uma estratégia
para lidar com o passivo financeiro” das empresas públicas. Este mesmo plano
será enviado “este mês” ao Parlamento, em forma de “proposta de lei”, dando ao
Ministério das Finanças mais poder sobre o controlo do endividamento,
acrescentou.
Trata-se de um adiamento
face ao calendário assumido com as autoridades externas. Na última revisão da
Comissão Europeia, divulgada no início de Abril, referia-se que o Governo teria
de apresentar a estratégia de reestruturação da dívida a tempo da avaliação
seguinte, que ocorreu em meados de Maio e resultou, como hoje foi anunciado, na
aprovação da quinta parcela do empréstimo contraído pelo país, no valor de 4,1
mil milhões de euros.
No primeiro trimestre deste
ano, o endividamento do Sector Empresarial do Estado (SEE), incluindo o sector
da saúde, atingiu 30,6 mil milhões de euros, o que representou uma subida de
4,7% face ao mesmo período de 2011. A grande fatia do passivo cabe ao sector
dos transportes, que acumula uma dívida de 11,4 mil milhões (mais 6,3% do que
nos primeiros três meses do ano passado).
Tal como já tinha sido
noticiado pelo PÚBLICO, as Finanças têm vindo a assumir um papel mais activo na
construção deste plano para controlar e reduzir o endividamento das empresas
públicas, que são directamente tuteladas pelo Ministério da Economia, de Álvaro
Santos Pereira. É a Vítor Gaspar que caberá a palavra final nesta estratégia,
que tem passado, em grande parte, pela concessão de créditos do Tesouro a estas
entidades.
Na revisão de Abril, a
Comissão Europeia referia ainda que o Executivo tem até ao final de Junho para
apresentar um plano que garanta o reequilíbrio orçamental do SEE, nomeadamente
das transportadoras públicas, que têm vindo a acumular défices nos últimos
anos. Apesar de uma melhoria de resultados entre Janeiro e Março de 2012, a
operação destas empresas continua a dar prejuízos, que chegaram a 32,8 milhões
de euros nesse período.
Fonte: Jornal Público de 05 de Junho de
2012
O
primeiro trimestre deste ano, superou o aumento da dívida das Empresas
Públicas, em relação ao período homólogo do ano anterior. Portanto, ou me
engano muito, ou as ditas reformas estruturais para as Empresas Públicas, ainda
não foram feitas. Se já mexeram nessas empresas, então, estamos perante uma
manifesta inoperância das ditas reformas estruturais. Sei que a privatização,
da CP Mercadorias, foi adiada para o próximo ano, deve ter a ver com a
construção da via de bitola europeia de velocidade alta. Só assim, é que pode
interessar aos alemães da BD.
Estas
empresas do Estado, continuam a servir para dar “guarida” aos amigos e
correligionários, daí, que não convém vender tudo de uma vez.
Portugal em destaque por falta
de controlo e sanções à corrupção
Publicado às 13.18
Portugal, a par da Grécia e Espanha, está
em destaque num relatório da Transparência Internacional por a má prática, e
por a ineficiência e a corrupção não serem suficientemente controladas nem
punidas.
O relatório da Transparência
Internacional, dedicado ao tema "Dinheiro, Política e Poder - Riscos de
Corrupção na Europa", analisou as práticas anticorrupção em 25 países
europeus, em 2011.
|
A estes três países junta-se a Itália no
grupo em que a Transparência Internacional detectou graves deficiências na
prestação de contas do sector público e problemas profundamente enraizados de
ineficiência, má prática e corrupção, os quais não são suficientemente
controlados nem enquadrados em termos sancionatórios.
No documento, Portugal é citado como um
país em que um estudo recente indicou que menos de cinco por cento da corrupção
conhecida levou à condenação.
Esta organização da sociedade civil
considera "particularmente preocupante" que em alguns países da Europa
Central e Oriental -- como a República Checa, a Hungria e a Eslováquia -- se
tenha registado um retrocesso nas medidas anticorrupção.
Ao nível do aumento da corrupção, o
relatório identifica um conjunto de países: República Checa, Grécia, Portugal,
Roménia, Eslováquia, Eslovénia e Espanha.
Portugal, tal como a Grécia, a Itália e
Espanha, foi identificado como um dos países com sérias deficiências no seu
sistema.
Dos 25 países analisados, apenas oito têm
códigos de conduta para os deputados, com alguns países, como a Dinamarca, a
Finlândia e a Suíça, abrangem questões éticas.
Fonte:
JN de 06 de Junho de 2012
Ora
aí está, estava a demorar as Instituições Internacionais, pronunciarem-se sobre
a corrupção em Portugal.
Pelos
vistos, os países do Sul da Europa, estão todos no mesmo rol, também não é por
acaso, que são os que estão a debater-se com problemas económicos.
Não
sei como é nos outros países, mas aqui o que não funciona mesmo, é a justiça,
porque se os Tribunais punissem severamente os corruptos e que as Leis, não
fosse permissivas para os prevaricadores, então as coisas eram diferentes.
Enquanto nós não tivermos uma Justiça que seja capaz de punir e executar as
sentenças dadas em Tribunal, então, continua tudo na mesma e continuaremos a
ser falados pela negativa e a estar nos primeiros lugares da Europa, como
corruptos.
Todos
os casos que estão nos Tribunais e aqueles que já prescreveram, dá uma ideia de
como estas coisas funcionam. Já sabemos, que não se passa nada e que tudo o que
está em Tribunal, não vai dar em nada.
Em
primeiro lugar, é preciso mudar Leis, não permitir que haja recursos atrás de
recursos, ou se quiserem recorrer, da sentença, primeiro vai para a prisão.
Mete o recurso e caso ganhe, paciência, cumpre o tempo que esteve preso. Caso
perca, não pode voltar a recorrer e limita-se a cumprir a pena de prisão.
Se
a Lei não permitir que haja recursos, para que o julgamento se perca no tempo,
se acabarem com essas medidas dilatórias que actualmente são legais e que
evitam que os criminosos com dinheiro, se safem da prisão, então, as coisas
mudam e passaremos a ter uma classe política mais honesta. Enquanto isso não
acontecer, então, não haverá credibilidade nos políticos e mais grave ainda no
próprio regime.
Apareceu
no Jornal Público um artigo sobre Pedro Passos Coelho, muito interessante, pois
dá a conhecer o seu carácter a sua forma de pensar e as suas ideias
neoliberais. É um artigo bastante extenso, mas que retracta perfeitamente o
nosso Primeiro-ministro e passo a transcrevê-lo na integra.
Pedro Passos Coelho: líder de uma
geração que já não tem nada a perder
07.06.2012 - 14:02 Por Teresa de Sousa
Há sempre três dimensões num retracto
político. O personagem, o seu pensamento e a circunstância. O do
primeiro-ministro ainda está apenas em esboço. Porque "entrou e saiu"
da política. Porque rompeu com a aristocracia do seu partido. Porque apostou -
por táctica ou por convicção - num pensamento de matriz liberal que não faz
parte da tradição política nacional. Porque representa uma nova geração de
políticos que só conheceram a democracia.
Texto originalmente publicado na revista
2, de 3 de Junho de 2012
Desvendar o mistério chamado Pedro
Passos Coelho continua a ser, um ano depois da sua eleição, um exercício
arriscado. A História ainda pode ser generosa com ele, se a história desta
crise acabar bem e não demasiado tarde. Mas também pode vir a ser implacável.
Hoje já menos gente se atreve a subestimá-lo. Continuam a prevalecer, todavia,
duas narrativas sobre ele à espera da prova dos factos. Aquela que o descreve
como um político sem dimensão e sem pensamento, que se limitou a aproveitar uma
oportunidade. A que o vê como o intérprete de uma nova geração e de uma nova
visão, autónoma em relação ao passado, mais ousada em relação ao futuro, que constitui,
no fim de contas, o único caminho que falta experimentar para libertar o país
das amarras do atraso estrutural e de algumas ilusões europeias. Para este
retracto, todas as perguntas são legítimas. As respostas são ainda muito
incompletas.
No fim da tarde, o Palácio de São Bento
está silencioso e tranquilo. Reina a ordem no seu gabinete. Lá fora
desenrola-se uma tempestade política. O primeiro-ministro tem e não tem tempo a
perder. Durante duas horas, o telefone não toca. Olha apenas uma vez para o relógio.
Não muda de posição. Raramente deixa transparecer um sinal de irritação. Não, a
palavra é excessiva. Talvez seja melhor dizer algum incómodo. Explica tudo o
que entende que deve ser explicado. Não faz cedências. Uma parte do mistério
que ainda envolve o personagem começa aqui.
Passos Coelho é um sedutor. Pelo trato,
pela educação, pela afabilidade, pela cortesia. Depois, há uma parede de vidro,
invisível, que rapidamente se percebe que é intransponível. Quando foi eleito
líder do PSD, em Março de 2010, toda a gente quis saber quem era o homem que
ousara desafiar a oligarquia cavaquista. Dos grandes espaços africanos à dureza
de uma aldeia transmontana. A imersão precoce na política. A liderança da JSD.
O desprendimento da política. "Entrou e saiu", "liga e desliga
com uma enorme facilidade". Sem alarde. E sem cobranças. Regressou para
liderar um país em plena tormenta. Entre a cordialidade e a distância, há um
campo difícil de decifrar. Que apenas se pode intuir. Mário Soares nunca
escondeu a simpatia pelo personagem, incluindo nos momentos politicamente mais
inoportunos. Ninguém como ele sabe separar as ideias das pessoas. "Gosto
dele porque é simpático e inteligente, mas eu sou um socialista e ele é um
neoliberal". O que parece não ter grande importância. "Há dias, logo
a seguir a eu ter dito o que disse sobre o Governo e sobre a troika,
encontrámo-nos numa coisa pública e ele cumprimentou-me com a simpatia de
sempre." Aparentemente, Passos retribui. Nunca cortou as pontes com
Soares. "Talvez sejam os dois muito ciosos da sua própria autonomia".
Talvez. Soares simboliza a história da democracia portuguesa. Passos a geração
que pela primeira vez se libertou do momento da ruptura com o antigo regime e
da visão que emanou dessa ruptura. A democracia rotinizou-se. Os políticos
também. Vai um mundo entre eles. Passos Coelho foi, no entanto, o primeiro
primeiro-ministro de um governo de centro-direita a comparecer no Parlamento no
dia 25 de Abril exibindo um cravo vermelho. Sinal de libertação?
Há qualidades de carácter que o definem
e que um ano de governo através da maior crise vivida pela democracia
portuguesa não parece ter conseguido alterar. Assunção Esteves, a Presidente da
Assembleia da República que resultou do primeiro "erro" cometido pelo
novo primeiro-ministro (a escolha falhada de Fernando Nobre para segunda figura
do Estado), não faz parte do círculo mais próximo. Foi, no entanto, uma das
suas principais apoiantes no PSD. Sobre o carácter, resume tudo numa frase:
" É de uma seriedade inatacável. E tudo o que é transparece, como dizia
Torga". Sérgio Sousa Pinto, que coincidiu (por pouco tempo) na liderança
da Juventude Socialista quando Passos Coelho chagava ao fim dos seus três
mandatos à frente da JSD, é categórico. "Quando a JSD estava muito descredibilizada
pela sua relação íntima com o poder - era quase um Estado dentro do Estado, ou
um partido dentro do partido, no auge do cavaquismo - ele conseguiu
injectar-lhe alguma autonomia. (...) Era muito articulado, muito sólido,
inteligente." Nessa altura, "fazia uma crítica pela esquerda ao
cavaquismo". No PSD, há uma geração que se formou nessa JSD que lhe é
fiel, até quando parece estar ideologicamente distante. Talvez porque
compreenda que este é o momento dela. Chegou ao poder num tempo de tormenta em
que tudo se joga. Se correr mal, sai de cena. Sem contemplações. Provavelmente,
a crise transformará os portugueses em gente mais exigente e com mais memória.
Que geração é esta? Está já distante da
geração dos fundadores que ainda hoje pesa sobre a paisagem política do país.
Distingue-se da geração seguinte, dominada por gente que vinha das academias ou
da elite intelectual. Como António Guterres ou como Cavaco Silva. "É uma
nova geração que se fez nas juventudes partidárias e nos aparelhos dos partidos",
diz o académico e historiador António Costa Pinto. "Passos, Sócrates ou
Seguro." De gente normal? "Faz todo o sentido dizê-lo". "A
nossa democracia é relativamente jovem e deu origem a uma classe política
também relativamente jovem que fundou os partidos, que os rotinizou e que os
levou ao poder". Era uma geração que, paralelamente à vida política, se
tinha destacado pela sua vida profissional. A geração actual apresenta duas
diferenças que podem ser vistas como problemas. "A primeira é banal e
seria quase inevitável: já nasce com o perfil clássico de um político
profissional criado nas juventudes partidárias". A segunda é particular e
é nova. "Portugal não tem, como a Inglaterra ou a França, poderosos
centros de formação de elites onde a elite política também é gerada e testada
antes de chegar à vida política profissional". Pedro Passos Coelho faz
parte dessa rotinização democrática sem a componente elitista. "Há, por
isso, uma certa insatisfação com a chegada ao poder desta geração que não se
destacou em nada e que é mais difícil de ler".
Pedro Passos Coelho encaixa e não
encaixa nesta definição. O historiador não é muito sensível ao argumento do seu
afastamento da vida política por longos períodos. Não é um outsider nem veio de
uma carreira de reconhecida independência. "Foi para o mundo empresarial
mas de uma forma muito protegida, muito ligada ao próprio partido e aos seus
notáveis."
Outro historiador, que vê Portugal à
distância de Dublin mas não esconde a sua proximidade política com o personagem,
não vê as coisas sob o mesmo prisma. "Para mim, passou muito pouco tempo
para começar a criar estes grupos. Vejo as coisas mais pela dimensão da tarefa
e menos pela personalidade política". Filipe Ribeiro de Meneses destaca as
circunstâncias do exercício do poder, "muito mais exigentes" -
"Salazar era dono do seu tempo, hoje nenhum primeiro-ministro é dono do
seu" -, e a cultura de uma nova geração que já não tem nada a perder.
"As gerações anteriores são as que ditam os parâmetros mas são também as
que têm os empregos e as reformas assegurados, nós não." É este também o
novo lado da "normalidade" de Passos, a situação absolutamente
anormal em que governa. José Pacheco Pereira, hoje distante da política e ainda
mais da nova geração do PSD, é muito mais contundente. "Os políticos que
são formatados nas juventudes partidárias são movidos por uma mera ambição de
poder. (...) Sabem pouco sobre o país, são formados numa redoma, sempre num
trem de vida muito associado ao poder político, com empregos dependentes do
Estado e das autarquias, tudo num circuito muito fechado". Passos Coelho
"não é diferente."
A sua geração não pensa necessariamente
assim. A vida profissional marcou-o muito. "Regressou diferente depois de
ter passado pelas empresas. Notou-se uma grande diferença no seu pensamento
político", diz um velho companheiro da JSD. De resto, "era como se
nunca tivesse saído da política, a mesma intuição, o mesmo interesse pelas
pessoas, o mesmo prazer no exercício da política, o mesmo conhecimento do
partido." O próprio, numa entrevista ao PÚBLICO em Fevereiro de 2009,
depois da sua primeira tentativa de conquistar a liderança, se define como um
político dos pés à cabeça. "Vejo-me como um político, é uma coisa que
nasce connosco", independentemente dos cargos que se ocupam ou não ocupam
em cada momento.
Reduzi-lo a uma só dimensão, seja ela a
da "formatação" operada pela JSD, ou a experiência empresarial, seria
um tremendo erro. Passos Coelho não tem um percurso normal. Sai de cena com
demasiada facilidade e sem cobrar nada. Viveu uma vida demasiado pouco
convencional para que isso não constitua um traço do seu carácter. "Na
maior parte da minha vida, fiz coisas que não eram expectáveis", diz na
mesma entrevista. "Fui pai muito mais cedo do que era usual, fui trabalhar
antes de ir para a faculdade, fui, aos 21 anos, viver com uma mulher por quem
me apaixonei, sem ter casado, casei quando a minha filha mais velha
nasceu". Por isso, não frequentou as melhores escolas onde as elites se
educam. Formou-se de outra maneira. A rotinização da democracia passa também
por aqui. A elite olha-o de revés? É normal. Ele olha de revés para a elite que
trouxe o país até aqui. Não acha que tenha feito grande trabalho. Quando
regressou ao partido para iniciar o caminho em direcção à liderança, voltou a
colocar a ideologia em cima da mesa. A partir de meados dos anos 80, "o
PSD enfraqueceu deliberadamente a sua visão ideológica e programática (...) e
tornou-se uma espécie de arauto da tecnocracia" (Maio de 2009). A
tecnocracia passou a ser um bom pretexto para se governar ao centro. A política
despolitizou-se. Hoje não pensa muito diferente quando analisa o percurso que
trouxe o país até aqui. Governou-se sempre para o curto prazo.
No fundo, foi essa elite que abriu o
caminho para uma oportunidade "liberal". Que ele aproveitou. Para
ocupar um espaço de diferenciação que estava livre? Por convicção política?
Porque chegou até aí? A controvérsia está, naturalmente, instalada.
Na JSD, apresentava-se pela esquerda
social-democrata. Foi "vice" de Marques Mendes durante um breve
período de tempo (2005-2006). Reaparece para se candidatar à liderança em 2008,
já como representante do pensamento mais liberal dentro do seu partido.
Marca uma ruptura com a cultura política
tradicional da direita portuguesa onde o liberalismo nunca criou raízes. Durão
Barroso chegou a fazer um ensaio no mesmo sentido, rapidamente apagado pela
composição do seu breve Governo entre 2002 e 2004. António Borges chegou a
sonhar com a liderança do PSD. (Hoje está muito próximo do primeiro-ministro e
é certamente uma das pessoas que mais o influenciam em matéria económica).
Passos transformou esta pulsão numa proposta política. Transformou? Esta é uma
história que se vai fazendo de opiniões distintas e de contradições. "Limitou-se
a ocupar o espaço que estava vago", diz alguém que o acompanhou durante
algum tempo nesta caminhada em direcção ao poder, e que prefere preservar o
anonimato. "Carregou as cores para fazer a diferença", admite um
antigo companheiro da JSD. O que se compreende. "O país era uma planície
ideológica". "O Estado tinha ido demasiado longe". Meia dúzia de
bandeiras chegaram para provocar a polémica. A ideia do Estado-garantia. A
privatização da CGD. A liberalização do despedimento individual.
Há uma ruptura política, que tem a ver
tanto com o pensamento como com a realidade. A cultura política dominante
trouxe-nos até ao muro. Era o momento de propor outra coisa. Nesse sentido,
esta ambiguidade alimenta as duas interpretações possíveis.
Nada é consistente na sua opção
"liberal", diz Pacheco Pereira. "É uma cultura superficial,
formada nos blogues, que não resiste ao confronto com a realidade porque
desconhece essa realidade." Não faz segredo das suas críticas. São
públicas e, geralmente, bem fundamentadas. "Não se é um genuíno liberal
quando se parte do liberalismo económico, só se é verdadeiramente liberal
quando se parte do liberalismo político". Um programa reduzido ao mero
liberalismo económico dá como resultado, por exemplo, "uma alteração
radical no equilíbrio das relações de trabalho que nem sequer tem a ver com as
necessidades da economia". Refere-se à reforma laboral negociada com a
UGT. Concluiu que Passos tem uma "ideologia conjuntural" que oscila
conforme as conveniências.
António Costa Pinto vê as coisas de
outra maneira. "Ele tem uma experiência política muito grande, sabe que o
pragmatismo tem dominado a acção dos políticos na democracia portuguesa, sabe
que a grande maioria da sociedade portuguesa não partilha valores de natureza
liberal nem os aceita bem". E, mesmo assim, "não hesita em afirmar
esses valores".
"A troika deu-lhe uma oportunidade
que provavelmente não teria de outra maneira", diz um alto quadro da
finança, referindo-se ao programa de ajustamento com o qual o país se
comprometeu a troco do financiamento externo. "É difícil distinguir o que
resulta do seu pensamento e o que resulta do programa da troika, que é
claramente enformado por estes princípios [liberais]". O que é de Passos e
o que resulta das circunstâncias? "O maître à penser do Governo é o
ministro das Finanças, e ele é claramente um liberal no sentido clássico, bem
fundamentado. O facto de o primeiro-ministro o ter ido buscar ou de ter chamado
António Borges vai no mesmo sentido." É suficiente para sustentar um programa
e para deixar uma marca? "O problema é que Passos Coelho ainda não tem a
densidade ideológica para pensarmos nele como uma referência de
pensamento".
Costa Pinto, de novo: "Para mim,
que ele aproveita a oportunidade da troika para realizar o seu programa é
claro, mas o mais interessante é a componente discursiva". Aquilo que as
pessoas classificam de gaffes, não são gaffes. "Ele tem arriscado um
discurso liberal em áreas raramente afloradas: o elogio da emigração, o
desemprego como oportunidade e como mobilidade... É isto que me parece
novo". Está a afirmar um conjunto de crenças políticas que foram feitas em
conjunturas críticas de outras democracias. "[A primeira-ministra
britânica] Margaret Thatcher assumiu esse risco numa conjuntura extremamente
difícil e reformou, efectivamente, a relação entre o Estado e a sociedade
inglesa..." Não terá muito tempo. Mas tem uma "janela de oportunidade
que é o programa da troika imposto pelos credores, a ausência, até ver, de
grandes movimentos de contestação social, e a posição difícil em que se
encontra o PS". Depois, haverá um novo ciclo eleitoral. Ao historiador
resta uma dúvida. "Este modelo vai consolidar-se ou vai desfazer-se contra
a realidade e obrigá-lo a ser rapidamente muito mais pragmático?" Estamos
a falar do discurso e das pessoas. Aplicar um programa que opere uma mudança é
muito mais complexo. "O resultado até pode ser o inverso", avisa o
mesmo quadro financeiro. "O programa da troika aplicado nas circunstâncias
em que está a ser, num país sem soberania financeira e condicionado pela
dívida, acaba por ser um projecto de libertação da sociedade civil conduzido
pelo Estado". Da forma mais pura e mais dura, através de uma direcção
central que começa no topo e que se impõe ao resto da sociedade, porque as pessoas
não têm sequer condições para resistir. É esta a ironia. Que não retira mérito
ao personagem. "Veio de Trás-os-Montes, tinha ambição política, tem
qualidades de liderança e qualidades humanas, foi andando, inspirou-se aqui e
ali e foi construindo o projecto em que hoje acredita".
Pode ganhar esta batalha. "Se as
coisas correrem bem, aqui e na Europa, ele levou-nos lá." Receberá o
prémio. Sozinho. Também pode haver uma catástrofe. "Mas, nesse caso,
provavelmente o sistema político teria de refazer-se de cima a baixo".
Seja como for, não se faz esta aposta de
ânimo leve. É de altíssimo risco. Exige uma grande firmeza. E, provavelmente,
também uma grande convicção.
"Ele é um falso moderado", diz
o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. " E tem esse instinto liberal, o
que, em Portugal, ainda é uma raridade em política." Fala para quem, num
país dependente do Estado até nas mentalidades? Pode falar para "uma
grande camada social, dos chamados pequenos e médios empresários que gostariam
de enriquecer trabalhando, que nunca tiveram voz política neste país".
Quando diz que o desemprego é uma oportunidade, há uma parte do país que o
entende. Aquele que costuma dizer: "Não há falta de trabalho, há é falta
de gente que queira trabalhar". "O problema é que como este
pensamento, que não tem tradição, também não tem pensadores", diz
Villaverde Cabral. A sua "gaffe" sobre o desemprego teria feito todo
o sentido, "se tivesse sido acompanhada por uma iniciativa política".
"Ora, o Instituto de Emprego e Formação Profissional está conceptualmente
ultrapassado - seriam precisas políticas activas de emprego liberais".
"Novas".
Há o discurso. Falta o programa?
"Há mais vontade liberal do que tem havido capacidade de executar as
reformas". "O Governo de Passos Coelho ainda tem um duplo rosto: o
que olha o passado e o que olha o futuro. O rosto de Vítor Gaspar e o rosto de
Miguel Relvas." Um dia, terá de se libertar da troika e de se libertar do
partido.
Um ano não chega para saber se será
capaz. Mas um ano chega para perceber que o primeiro-ministro não recuará
facilmente. Nem perante o desemprego que ultrapassa as previsões. Nem perante o
discurso do "crescimento". Nem perante as pressões do partido.
Há um acréscimo de convicção ideológica
que o distingue. Manuela Ferreira Leite poderia adoptar medidas de austeridade
(quase) tão duras em nome da necessidade de quebrar a espiral do endividamento.
Fá-lo-ia em nome da necessidade. Provavelmente um governo socialista não
poderia fazer muito diferente. Passos Coelho fá-lo em nome de uma ruptura. Que
não surgiu do nada. Há já um longo caminho percorrido por uma geração que
queria tomar o PSD por dentro. Começou no Compromisso Portugal, que foi a
primeira tentativa para construir um pensamento liberal assente numa nova
geração. Misturou muita gente nova mas ainda muitos dos interesses mais
instalados. Durão Barroso acabou por não aproveitar essa onda. Sócrates chegou
a absorver parte dela. Passos deu-lhe continuidade.
Os seus apoiantes mais próximos
reivindicam para esta nova leva "liberal" um longo trabalho de casa.
O movimento "Pensar Portugal" foi o primeiro movimento lançado para
"reflectir estrategicamente sobre o país", diz Teresa Leal Coelho,
vice-presidente da bancada do PSD no Parlamento, muito próxima do líder. Nasceu
em 1998, mas foi ainda uma iniciativa da sociedade civil. Uma forma de
"democracia participativa", a partir de um núcleo restrito mas aberta
ao debate com os vários sectores da sociedade. "Foi intenso. Reuníamos
quase uma vez por semana. (...) Essa reflexão partia do sentimento de que o
país tinha chegado a uma encruzilhada, tentávamos elaborar um conceito
estratégico adaptado ao mundo global. Discutimos muito a Europa". Tinham
um "desígnio político". Mais tarde a Plataforma Construir Ideias deu
continuidade a esta reflexão mas já tendo em vista a candidatura de Passos
Coelho à liderança do PSD. Passou a ter uma ambição programática. Consolidou um
grupo.
Talvez por isso, Teresa Leal Coelho não
veja esta ruptura ideológica como um risco demasiado grande mesmo num país sem
tradição liberal e com uma enorme dependência do Estado. Voltamos às gaffes que
não são gaffes. Pedro Passos Coelho fala para um país que não existe? "Não
sei se é tanto um país que não existe mas um país que nós pensamos que não
existe (...) As afirmações que são percebidas como gaffes são mal recebidas
pela nomenclatura que as filtra por razões dogmáticas". Invoca o
liberalismo político que Pacheco Pereira pensa que não existe. "O
liberalismo político é uma corrente ideológica ou uma filosofia política que
parte da primeira das verdades: que todos nascemos livres e iguais". Tão
simples como isto? "Ele diz que qualquer pessoa deve viver com dignidade e
com honra, e os comentadores gozam com isso."
Há naturalmente uma ruptura geracional.
"Eu gosto de chamar-lhe a geração da queda do Muro de Berlim". Foi
esse acontecimento que marcou a sua formação política. Mais do que o 25 de
Abril. "É uma geração que não pede desculpa por viver em liberdade".
Talvez essa geração seja mais permeável aos ventos da Declaração de
Independência dos Estados Unidos e às concepções de liberalismo político de
matriz mais anglo-saxónica. No livro que publicou em 2010, antes da sua
candidatura vitoriosa à liderança, Mudar, Passos fala da responsabilidade de
uma "geração democrática" que chegou à idade madura, "que não
experimentou outras vivências não democráticas e que, não tendo termo de
comparação, se tornou mais exigente e mais impaciente com o actual estado de
coisas."
Talvez haja ainda uma segunda chave para
compreendê-lo e que é a forma como olha para o mundo. Acusam-no de não ter um
discurso europeu. Nunca chegou a ver a Europa como um ideal e é isso que também
o distingue das gerações anteriores que lideraram o país. A Europa já não é a
matriz do seu pensamento político.
Não foi uma coisa que surgiu agora,
perante a crise existencial do projecto de integração europeia. É mais antiga.
Quando liderou a JSD não escondia uma visão mais "soberanista" da
integração europeia. Sempre preferiu a Europa dos Estados ao Estado europeu.
Escreve, no seu livro: "[Fomos] ingénuos ou provincianos, ao fazermos de
conta que queríamos ser apenas europeus, buscando a riqueza na Europa, enquanto
ela própria precisava de a ir buscar a outros lados onde nós, por incrível que
pareça, estávamos mais próximos". Filipe Ribeiro de Meneses admite que o
seu pensamento europeu não encaixa necessariamente na cultura política própria
da União Europeia. "Não sei, por exemplo, o que pensa da manifesta perda
de poder das instituições europeias supranacionais. Se pensa que devem ser os
governos a dirigir a Europa. Ou qual o modelo que mais beneficia
Portugal". Não iria ao ponto de dizer que é "pós-europeu".
Aceita que o seu pensamento é "mais global do que europeu, encaixa num
modelo mais anglo-saxónico."
Assunção Esteves, cujo pensamento
federalista é conhecido, diz que ele está a evoluir. Quem se senta à mesa do
Conselho Europeu aprende depressa. Já vimos antes outras
"conversões". Além disso, a Europa passou a fazer parte da política
interna - saiu das Necessidades para São Bento. A crise colocou-a na sua agenda
diária. Os efeitos da aprendizagem são visíveis, mesmo que mais por necessidade
do que por convicção.
Hoje, diz com absoluta tranquilidade que
a crise vai obrigar a Europa a avançar no sentido de uma maior integração - vai
ser preciso somar à união monetária a união económica e esta implica um grau
elevado de união política. Mas não corre a foguetes. Não espera que os líderes
europeus se reúnam numa noite e decidam criar um "governo europeu".
Não há condições nem há vontade política. Não acredita nessa espécie de
"vanguardismo". Sabe, apenas, que é esse o caminho para salvar o
euro, para salvar a Europa e para salvar o país.
Não deixa por isso de olhar para a
Europa com uma boa dose de cepticismo: ou consegue adaptar-se às novas
exigências da globalização, competindo em campo aberto com as grandes potências
e os grandes espaços emergentes, ou entrará em declínio. "Podemos admitir
que a Europa possa ficar a marcar passo, presa a um certo proteccionismo que
preserve o chamado Estado social europeu, ou que acelere as suas reformas e se
prepare para uma maior abertura e competitividade externa", escrevia em
2010. Antes de a crise explodir.
"É talvez um pós-europeu que não
deixa de perceber que, sem um pé muito firme na Europa e uma forte relação com
o seu centro, não valemos tanto lá fora", diz Teresa Leal Coelho. Em
África, no Brasil e, sobretudo na Ásia. "Qualquer que seja o caso,
Portugal deverá preparar-se (...) para fazer valer a sua inserção estratégica
na Europa e a sua aposta numa estratégia atlântica para escapar ao
empobrecimento e para acertar o ritmo com as mudanças em curso", escreveu
na mesma altura. "O que ele quer, porventura, dizer é que hoje nós estamos
em competição com o mundo inteiro. E que o mundo é assim", diz Filipe
Ribeiro de Meneses.
No fundo, o mesmo olhar sem ilusões e a
mesma concentração no essencial. E o essencial é cumprir o programa da troika
para voltar a ganhar credibilidade externa. O mais depressa possível. Passos
Coelho entende que a economia e, por via dela, as pessoas pagariam um preço
mais alto se se prolongasse o tempo do ajustamento. Tudo o resto parece
remetido para um lugar secundário no seu discurso.
"É inflexível". Dificilmente
sairá do "custe o que custar". A sua ideia é simples. É preciso
aproveitar a crise para mudar. E há uma janela de oportunidade que não durará
mais do que dois ou três anos para tornar essa mudança irreversível. Tem a
convicção de que uma maioria de portugueses já compreendeu que, do outro lado
da crise, não está o regresso ao passado. Que, depois deste hiato, haverá outra
coisa: um país menos rico, mais exigente, mais responsável e um Estado menos
presente na economia e na vida das pessoas. Dificilmente sairá deste guião que
estabeleceu para o seu Governo. Talvez seja esta, também, outra chave para a
compreensão do personagem: uma atitude de cepticismo - em oposição ao idealismo
- de uma geração que sabe que o futuro não vai ser melhor do que o presente.
Nele, esta convicção chega a assumir as cores da indiferença social.
"Falta-lhe até a clássica demagogia tão própria da classe política",
diz Costa Pinto. "Falta-lhe compaixão", diz a jornalista Maria João
Avillez. "Essa racionalidade, que é uma das suas características, tem o
enorme risco de ser interpretada como indiferença", diz um dirigente
social-democrata que o conhece bem. É uma característica pessoal. Também
assenta na convicção de que a crise, que é mundial, obriga a valorizar outros
valores. A mudar de vida. Há um outro "ajustamento" a fazer. Das
mentalidades.
Podemos regressar ao personagem e à
barreira invisível. Passos Coelho é um solitário. "É uma rede feita de
relações bilaterais. Não há reuniões de grupos. Não é um tipo de
balneário". As relações são institucionalizadas. Mesmo com os mais velhos
companheiros. A influência é difícil de exercer. "É muito duro vender-lhe
uma ideia. Tem de ser muito sólida, passar o crivo da segunda pergunta."
O mesmo modelo funciona ao nível do
Governo. O facto de serem poucos ministros permite-lhe ter reuniões regulares
com cada um deles. "Normalmente confronta-os com as más notícias".
Se correr mal, "cai-lhe tudo em
cima", reconhece um alto dirigente do PSD que sempre o acompanhou. "A
grande interrogação sobre o sucesso da sua estratégia está na forma como a
elite reagir", conclui Costa Pinto. "Não é apenas a sociedade que
depende do Estado, a elite também depende do Estado e tem tido uma grande
capacidade para utilizar os recursos do Estado em proveito próprio". Até
que ponto Pedro Passos Coelho terá capacidade para enfrentá-la? "Se
resistir a isto, resiste a tudo", diz Ribeiro de Meneses.
Ainda falta muito para saber a resposta.
Ou não faltará?
Fonte:
Jornal Público de 08 de Junho de 2012
A
questão é realmente saber até que ponto é que o povo se vai manter dócil e
quieto. Neste momento não temos o mesmo poder de mobilização que houve em 1975,
quando a extrema-esquerda pretendia tomar o poder total do país da mesma forma
que o Pedro Passos Coelho, está a fazer agora. Em 1975, o Partido Comunista e
os pequenos partidos da extrema-esquerda, que já detinham o poder, estavam a
tentar mentalizar o povo que deveria ser essa forma de governar o país. Neste
momento, o Primeiro-ministro, também pretende demonstrar e implementar uma
política neoliberal ou mesmo liberal, ao país, e parece que está a conseguir,
porque não tem grande oposição. No entanto, nas conversas de rua e de amigos,
todos achamos que é pena não haver ninguém que comece a fazer algo, para que a
partir daí se despolete uma situação sem retorno, isto é, a partir do momento
em que a contestação comece, não volte atrás, não pare mais, que faça cair o
Governo, que se provoque a ruptura completa com este tipo de governação que não
nos leva a lado nenhum. O descontentamento é geral, mas também existe o medo,
ainda não houve contestação nas ruas e isso é o que está a faltar para que as
coisas mudem de rumo.
No
fim deste mês vai haver mais uma manifestação de indignados, normalmente são
manifestações pacíficas, mas tudo depende da polícia que está numa situação de
não querer aceitar coisa nenhuma e que desanca a torto e a direito, sem olhar
em quem batem. Vamos ver como vai ser desta vez.
Está
demonstrado que o problema não é do endividamento de Portugal, a Europa tem de
resolver em definitivo todos os problemas que existem, porque já não é só um
caso da Grécia, Irlanda e Portugal. A Espanha já teve de pedir 100 mil milhões
de euros para a banca espanhola, pelo que os juros da dívida soberana espanhola
dispararam para 6,9% a dez anos. Não tarda e está a pedir resgate para o país, pois
a rating da dívida soberana já caiu
para Baa3. A Itália está com os juros a disparar, ainda vai demorar mais algum
tempo a chegar ao ponto da Espanha, mas vai pelo mesmo caminho. O Chipre, terá
de pedir resgate para a banca até ao fim deste mês. Portanto, esta é uma
situação da Europa e não deste ou daquele país. Todos estamos de acordo que é
preciso haver consolidação das contas públicas, mas também é necessário
crescimento da economia e isso não é possível com austeridade sobre
austeridade. Tem de haver um meio-termo, tem de haver mais tempo para
consolidação das contas públicas, não pode ser de uma ano para o outro que se
resolve um problema de uma década ou mais.










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Scott Jacob.