Uma direita ressabiada

Ontem e hoje a PàF fartou-se de delirar na Assembleia da República.
Desde Telmo Correia a Passos Coelho, toda a direita pretendia que o PS ajudasse a PàF a governar e nesse caso a legitimidade do XX Governo Constitucional estaria certificada pelo Parlamento. Pois bem, o PS não faz parte da PàF, não concorreu às últimas eleições com o sentido de se coligar à PàF, nem de ajudar essa maioria a governar.
A direita acha que o actual Governo, o XXI Governo Constitucional, não tem legitimidade para governar. Pois bem, quem tem o apoio de 122 deputados, tem toda a legitimidade para governar. Ao contrário, a PàF, que apenas tem o apoio de 107 deputados.
Fazendo uma retrospectiva do XIX Governo Constitucional, lembro-me de ter visto “um chefe e um bando de meninos mimados e imberbes que nunca fizeram mais nada senão andar na política”. Mas mesmo assim, toda a oposição, tratava Passos Coelho com respeito no Parlamento, a contrário do que se está a passar actualmente.
Passos Coelho hoje, ao tratar o Primeiro Ministro como chefe do Governo, demonstra bem a sua dor de cotovelo, por o seu Governo ter sido rejeitado na Assembleia da República.
Portas, tratou o Primeiro Ministro da seguinte forma:
“Senhor Primeiro Ministro, vírgula, mas não o Primeiro Ministro que o povo escolheu”.
Realmente, o povo não escolheu António Costa para Primeiro Ministro, isso ficou claro nas eleições de 4 de Outubro passado. Mas o escolhido, esse, não passou na Assembleia da República, na casa da democracia, daí, ter saído outro Primeiro Ministro no actual quadro da Assembleia da República.
Para a direita, o sapo está a ser muito difícil de digerir e isso demonstra que esta direita não presta, não tem classe e basta ver, que é nessas bancadas que se encontram os deputados que chamam de “peste grisalha” aos idosos deste país.
Passos Coelho, que como Primeiro Ministro, mandou os jovens emigrar, as suas políticas, destruíram milhares de empregos, destruíram milhares de micro empresas, destruíram a economia deste país.
O povo votou a 4 de Outubro, mas a esmagadora maioria dos portugueses, ficaram em casa, como protesto contra os políticos em geral, mas em descontentamento com o Governo de Passos Coelho era o mote do dia. Se os abstencionistas tivessem votado, o resultado eleitoral seria bem diferente.

Hoje, pelo menos não temos um Primeiro Ministro que amedronte as pessoas, que provoque a instabilidade entre novos e velhos, entre ricos e pobres, entre patrões e empregados. Esse tempo acabou! 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

VAMPIROS

Alguns dos burlões do BPN, mas impunes...

A dança das cadeiras