Polémicas governativas

De polémica em polémica, o Governo passa por entre os pingos da chuva sem se molhar.
Diz-se: Este Governo perdeu a credibilidade de governar. É uma afirmação correcta, mas na verdade é que não se demite e o Presidente da República que devia zelar pela garantia de a Constituição não ser violada, também nada faz para resolver este estado de coisas.
Em qualquer país da Europa, por muito menos escândalos, já o Primeiro Ministro tinha pedido a demissão, mas por cá, isso não acontece, porque os nossos governantes são como as lapa, estão demasiados agarrados ao poder. A verdade seja dita, são tão incompetentes, que não têm mais nenhum sitio para onde ir trabalhar. Os que arranjam um "tacho" batem de imediato com a porta, veja-se o que fez Vítor Gaspar e Carlos Moedas.
Vejamos:
Polémica da licenciatura de Miguel Relvas em que o Primeiro Ministro só muito tempo depois de ser escrito artigos sobre a falsidade da licenciatura do Ministro Adjunto do Primeiro Ministro, é que tomou a decisão de afastá-lo do Governo.
O caso Tecnoforma, onde o Primeiro Ministro é o principal visado, mas as mentirinhas do Primeiro Ministro, acabaram por não dar nada.
A demissão do seu braço direito Vítor Gaspar, que assumiu claramente que erraram na política seguida no país, mas mesmo assim, o Primeiro Ministro agarra-se ao poder e não se demite.
A pseudodemissão  do Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas e que na altura era "irrevogável", afinal foi revogável porque lhe foi atribuído o cargo de Vice-Primeiro Ministro.
As nomeações deste Governo, inclusive as da EDP tão contestadas na altura pela interferência nas ditas nomeações pelo Governo.
As sucessivas violações da Constituição através do Orçamento de Estado, que ano após ano, foi sempre chumbado pelo Tribunal Constitucional, com excepção feita este ano que está a correr, porque o Governo já se encontra em campanha eleitoral.
A situação mais gravosa deste Primeiro Ministro. Esteve diversos anos a trabalhar como trabalhador independente e não efectuou os descontos para a Segurança Social. Ora como deputado no fim da década dos anos noventa, Passos Coelho votou na Assembleia da República, a Lei de bases da Segurança Social e quando saiu de deputado esqueceu-se, ou melhor, diz que desconhecia que era obrigado a descontar para a Segurança Social, como trabalhador independente. Só acredita quem quiser, porque não passa pela cabeça de ninguém que alguém que foi sempre político, alem de estudante, não saiba que ao trabalhar tem encargos fiscais, tanto com a Segurança Social, como com o fisco.
Para colocar a cereja no cimo do bolo, houve uma petição on-line  a pedir a demissão do Primeiro Ministro, obteve mais de 19000 assinaturas num curtíssimo espaço de tempo e foi enviada para o Presidente da República, que resolveu arquivá-la. Pois é, a democracia não funciona neste país. Nem o Primeiro Ministro, assume as suas responsabilidades políticas em tudo o que de mal o Governo faz, nem o Presidente da República que jurou defender a Constituição, é capaz de fazê-lo. Portanto, estamos desesperadamente à espera que haja eleições legislativas para tirar a tirania do poder e logo de seguida, mandar definitivamente para a reforma o Presidente Cavaco.
Portugal tem de encerrar este capítulo muito negro da sua história, onde se destruiu a economia e se aumentaram os impostos dos portugueses de uma forma nunca vista. O pior, é que para voltar aos níveis de impostos anteriores a este Governo, vão ter de passar muitos anos, porque o retrocesso abrupto foi de mais de uma década.
Pena é, que na nossa Constituição não esteja contemplado o julgamento e a sua condenação dos governantes incompetentes que lesam os portugueses deliberadamente pelas suas ideias neoliberais.


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