O dia de eleições legislativas

Não faço a mínima ideia de quem vai ganhar estas eleições. Mas uma coisa sei, é que há muitos anos que não via nas assembleias de voto, ambulâncias com acamados a votar. Alguém se vai abotoar com estes votos, e no local onde vivo, sei exactamente quem é o beneficiário. É caso para dizer que estes “grisalhos” até dão jeito em tempo de eleições. Para quem? Para os mesmos do costume.
Temos mais de 9 milhões de inscritos, retirando os 400 mil que emigraram ainda ficam cerca de 8,5 milhões de eleitores. Depois temos os mortos, que não são retirados dos cadernos eleitorais, como tal, não sabemos exactamente qual o número de pessoas que deveriam constar dos cadernos eleitorais, mas isso deve beneficiar alguém, porque já tivemos eleições europeias, eleições autárquicas e continuamos sem fazer um recenseamento eleitoral, para que os cadernos eleitorais estejam correctos. Quem beneficia com isto não sei, mas sei que logo à noite, vamos todos dizer que a abstenção ganhou. Será verdade? Quantos mortos constam dos cadernos eleitorais? Há quantos anos devíamos ter feito um novo recenseamento eleitoral?
Pois é, vamos continuar com o mesmo Governo, mesmo que não ganhe as eleições, não vamos ter nenhum partido, nem a PaF com maioria absoluta, pelo que vamos continuar a ter Passos Coelho por mais quase um ano em Governo de gestão. Será que vai continuar com a sua política? Depende daquilo que o for a estratégia, ou acabar o que não teve tempo de fazer, o resto das privatizações, acabar o dossier TAP, levar para a frente a “adjudicação directa dos STCP e da Metro do Porto”, acabar com o que resta da Saúde e da Educação. E finalmente despedir mais uns quantos milhares de funcionários públicos.

Depois de saber que ao meio dia, tinham votado cerca de 2 milhões de eleitores é isto que me apraz dizer, em relação ao que verifiquei até ao momento deste dia de votação para as eleições legislativas de 2015.  

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cavaco e agricultura, após o X Governo Constitucional

Viva a petinga e os jaquinzinhos

A dança das cadeiras