Um PR que não presta para coisa nenhuma.

O PR falou. Não disse nada de novo, apenas e só mentiu em relação ao seu anúncio há meses atrás, que anunciou que não daria posse a um Primeiro Ministro que lhe garantisse estabilidade duradoura. Isso não vai acontecer.
O PR, não sei muito bem porquê, mas procurou fazer desaparecer da política portuguesa os partidos mais à esquerda, BE, PCP e Verdes. Estes partidos têm cerca de 1 milhão de votos e não podem ser descurados nem sequer mandar para as ortigas esses votos.
Mais uma vez, o PR mostra que está no poder para servir o seu partido (PSD) em vez de servir os portugueses.
Este PR que não foi o garante da Constituição da República Portuguesa durante os últimos quatro anos e termina o seu mandato com mais uma decisão polémica, (esperada) mas que não devia acontecer.
Quando o PR atira para os deputados a responsabilidade de haver ou não estabilidade política, quer isto dizer que o PR ou está à espera que haja deputados do PS que eventualmente votem favoravelmente o OE do PSD/CDS. Se isso não acontecer, como é normal dentro de um grupo parlamentar, o PR perde tempo e mais uma batalha.
O PR, veio com a história para legitimar a sua decisão. As coisas são completamente diferentes dos tempos anteriores. Pela primeira vez, hoje existe no parlamento, uma maioria absoluta das forças que perderam as eleições e quem as ganhou não consegue ter uma maioria na Assembleia da República, porque governar à direita, torna-se difícil.
Esta maioria que ainda não tomou posse, mas já está no empurra culpas para o PS pela instabilidade. É caricato que a instabilidade é feita exactamente pelo PR, porque foi ele que achou esta situação como a melhor.
Espero que a maioria Parlamentar mande para casa o próximo Governo do PR.  


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