Todos os comentadores de mãos dadas contra António Costa, porque será?
Nos últimos meses tenho estranhado
alguns jornalistas e alguns comentadores políticos.
No entanto esta semana tem sido uma
coisa por demais, a vassalagem prestada por esses comentadores ao Governo e
neste caso à coligação PaF (exactamente a mesma coisa).
Na segunda-feira, elogiaram António
Costa, mas depois de este ter tido uma reunião com Jerónimo de Sousa líder do
PCP, as coisas mudaram drasticamente, porque de um momento para o outro, viram
que afinal o “seu” governo pode cair. Com as declarações de Jerónimo de Sousa a
dizer “que o PS não forma governo, se não quiser”, e com António Costa a
elogiar os resultados dessa mesma reunião, voltaram-se todos contra ele. Quer
dizer; o Presidente da República devia ter ouvido todos os partidos, não o fez
e agora que ao esquerda está a preparar estratégias, os comentadores, que
pretendem continuar a vender muitos jornais, viraram-se mais uma vez contra
António Costa.
É incrível, como esta gente da
comunicação social, que têm um poder quase absoluto nas mãos, pois podem derrubar
um governo ou eleger um Primeiro Ministro, basta haver algum movimento em
conjunto e conseguem-no.
Nesta fase, estão a querer
cruxificar António Costa, por este poder vir a ser o próximo Primeiro Ministro.
Se isso acontecer, por haver algum consenso na esquerda, vão estar
constantemente a provocar o António Costa, alegando que será o Primeiro
Ministro bastardo.
Hoje, nem de propósito num debate
das eleições de 2011, Paulo Portas, pôs um cenário como o que se está a passar
actualmente, como sendo uma realidade que poderia acontecer em 2011 e que era
legitima, não sei o que mudou nos últimos quatro anos para perder essa
legitimidade.
Entendo, que todos aqueles que se
sentem favorecidos pelo actual Governo, queiram manter esta gente no poder,
para que os seus benefícios não terminem. Pois, mas existem todos os outros
que não estão a ser favorecidos por este Governo (63% da população votante,
fora os que quiseram votar, mas que alguém já o tinha feito por essas pessoas “VER
PROGRAMA SEXTA ÀS NOVE DE 09 DE OUTUBRO DE 2015”, MAIS OS EMIGRANTES QUE
VOTARAM ATEMPADAMENTE, E QUE OS SEUS VOTOS CHEGARAM A PORTUGAL NO DIA 1 DE
OUTUBRO, MAS QUE SÓ CHEGARAM ÀS MESAS DE VOTO DOIS DIAS DEPOIS DAS ELEIÇÕES).
Porque será que o Presidente da
República tenha acordado do “coma” tarde e más horas para pretender falar com
António Costa? Deu-lhe alguma dor de consciência? Foram remorsos? Ou foi algum
dos seus 500 conselheiros (convém não esquecer, que o presidente tem um Orçamento de 16 milhões de euros) que lhe chamou atenção que deveria ouvir António
Costa?
Francamente não sei, mas sei que a
legitimidade de António Costa formar o próximo governo deste país, é uma
realidade, assim o queiram o PCP e o BE. Na minha opinião, todos os partidos de
esquerda deveriam ter representação ministerial nesse governo, para que o mesmo
fosse de quatro anos e não de uma dúzia de meses.
Não tem nada a ver com ideologia de
cada partido, porque num governo dessa natureza, terá de imperar o programa do
PS que foi apresentado ao pormenor ao eleitorado. Ao contrário da coligação que
nada apresentou.
Faço figas para que o BE também
pretenda que o PS forme Governo e que aceite ter um representante seu como
ministro. Só dessa forma, com elementos de todos os partidos no ato da
governação, será possível manter um governo estável e com a duração de quatro
anos, por muito que doa aos comentadores políticos deste país.
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