Pensionistas, reformados, funcionários públicos e o DEO
Continuamos na senda das
mentiras por parte deste Governo, que mais não é que uma cambada de neoliberais
mentirosos, incompetentes e impreparados para governar um país.
Ficou ontem demonstrado com
o DEO, que toda a austeridade sofrida pelos funcionários públicos, pensionistas
e reformados, poderia e deveria ter sido muito mais atenuada ao longo dos
últimos três anos, isto porque, se agora encontraram uma solução para a CES, ou
seja, deixou de ser uma Contribuição Extraordinária de Solidariedade, e passou
a ser uma Taxa de Sustentabilidade. Quer dizer, que este Governo em vez de
"sacar" aos funcionários públicos, pensionistas e reformados parte
dos seus rendimentos, deveria ter pensado em algo semelhante, de forma a que o
"roubo" não fosse tão elevado.
No entanto, tudo isto não
passa de um embuste da parte do Governo, pois há 15 dia atrás o Primeiro
Ministro garantia que não havia mais aumento
de impostos. Como se viu ontem na apresentação do DEO, vai haver mais
aumento de impostos, o IVA sobe de 23%
para 23,25% e a TSU dos trabalhadores, passa de 11% para 11,2%. É uma aumento
pequeno, é verdade, mas isso não quer dizer que a taxa do IVA a curto prazo,
não suba para os 23,5% ou até para os 24% e em relação à TSU dos trabalhadores,
a entidade patronal deveria ter exactamente o mesmo aumento.
Os pensionistas e
reformados, ainda são considerados "milionários" com reformas de
1.000,00 €, porque a partir desse montante começam a pagar mais uma vez Taxa de
Sustentabilidade, já que no momento em que o Centro Nacional de Pensões calcula
a reforma, é subtraída a taxa de sustentabilidade e passa a pagar outra já
depois de calculado o valor da pensão.
Seria muito mais realista da
parte do Governo, voltar a colocar o Imposto Sucessório e taxar o capital, em
vez de se virar mais uma vez para os mesmos de sempre.
Espero sinceramente, que os
portugueses saibam responder a mais este ataque aos pensionistas e reformados
com a arma que têm, que será o voto.
Pode ser que a "cisma
grisalha" faça com que o CDS/PP desapareça da Assembleia da República, ou
que, pelo menos, deixe de ter um grupo parlamentar e passe a ser um deputado. É
nas eleições que deve ser demonstrado todo o descontentamento dos funcionários
públicos, pensionistas e reformados e se assim for, esta maioria desaparece e
tão cedo não se levanta.
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