Pode estar eminente uma crise política.
A recente decisão do
Tribunal Constitucional (TC), está a ser
aproveitada pelo executivo, para tentar justificar uma possível renúncia da
continuação da governação do país. Isto acontece, porquê?
Depois da crise instalada no
Partido Socialista (PS), nada melhor que isso, para iniciar uma crise política,
porque apanha o PS completamente desorganizado e fragilizado para uma luta
política.
Tendo em conta as declarações
do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no passado Domingo na TVI, este disse que se
fosse o Sá Carneiro a ser Primeiro Ministro, numa altura destas, provocava de
imediato a queda do Governo para haver eleições antecipadas a fim de apanhar o
PS com as calças na mão. Parece-me que é exactamente essa a ideia da actual
maioria, porque assim têm mais possibilidade de poder ganhar as eleições
legislativas.
Esta decisão do TC não é
diferente de nenhuma das anteriores. O TC tem chumbado todos os Orçamentos de
Estado (OE) deste Governo. Mas não podemos culpar o TC por isso, mas sim o
Governo, que não sabe governar sem que tente atropelar a Constituição da
República. Nos anteriores chumbos, o Governo não pôs a hipótese de abandonar a
governação do país, apesar de ser muito reivindicada essa possibilidade por
parte de toda a oposição. Nessas alturas o Governo, mostrou que estava
demasiado agarrado ao poder e que não ia abrir mão dele. Hoje, parece que estão
a inverter-se as posições, nomeadamente da parte do Governo e do PS. Apesar de
para o líder do PS, ser a única grande hipótese de poder chegar a Primeiro
Ministro. E se não houver crise política, poderá ser exactamente pelo Governo
ou o PSD, não ter a certeza de uma possível vitória em eleições antecipadas.
Se o Governo quer fazer
cortes para arranjar dinheiro a fim de atingir a meta do défice acordado com a
troika, tem muito por onde cortar, a começar por:
1.
Cortar nas nomeações dos boys e das girls,
para os gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado.
2.
Acabar com a frota de carros de grande cilindrada.
3.
Reduzir para menos de metade o Orçamento da
Presidência da República (não se pode admitir que Belém gaste mais do dobro,
que a monarquia inglesa).
4.
Reduzir para metade o Orçamento da Assembleia
da República.
5.
Acabar com as subvenções dos políticos.
6.
Pensões aos políticos, só ao fim de 40 anos
de descontos e ou atingir os 66 anos de idade, como os restantes cidadãos.
7.
Taxar as PPP.
8.
Acabar com as rendas excessivas da energia.
9.
Taxar as grandes fortunas.
10. Repor
o Imposto Sucessório.
11. Punir
com eficácia os políticos apanhados em casos de corrupção.
12. Obrigar
os deputados a exercer a sua actividade política em exclusividade.
Com estas medidas, já devia
chegar para se atingir as metas acordadas com a troika, mas se mesmo assim, não
chegasse, ainda deve haver sectores do poder, onde se possa cortar mais uma
gorduras.

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