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A mostrar mensagens de julho, 2013

«Todos devem ser responsabilizados»

António Barreto diz tudo o que a maioria dos portugueses disse há muito tempo, ou seja, que tudo o que estamos a passar é culpa exclusivamente dos PARTIDOS POLÍTICOS, que governaram Portugal. Também sabemos que todos os políticos ao longo dos anos e após o 25 de Abril de 1974, apenas e só, se preocuparam com os benefícios próprios em vez do bem comum. Segundo António Barreto, "os dirigentes políticos que os fizeram" obtiveram "vantagens para si próprios nalguns casos, para seus partidos noutros casos, para os seus governos noutros casos ainda" e permitiu-lhes "arranjar emprego para outras pessoas para depois ganharem os votos" e "concursos para empresas e grupos económicos para poderem repartir um bolo melhor com pagamentos a longo prazo". "Toda esta operação, de repente, verificou-se que tinha deixado Portugal debaixo de uma ameaça terrível de banca rota", remata. "Todos devem ser responsabilizados" Para António Ba...

“O poder de enganar os portugueses com a verdade”

“O poder de enganar os portugueses com a verdade” JOÃO RODRIGUES 29/07/2013 - 17:10 O PÚBLICO desafiou economistas portugueses a analisar o legado de Vítor Gaspar. Hoje, escreve João Rodrigues, um investigador de Coimbra. Qual destas três palavras não entendeu? Não há dinheiro. Assim falava Vítor Gaspar e assim ainda falam os que pretendem tornar permanente a política de austeridade depressiva: não havia, não há e não haverá dinheiro. Não havia dinheiro e daí a troika e o seu memorando. Não há dinheiro e daí a proposta pós-democrática do Presidente da República. Não haverá dinheiro e daí o segundo resgate, qualquer que seja o seu nome, com a mesma austeridade, desta vez sem o FMI. Todas as fraudes – do “vivemos acima das nossas possibilidades” ao “todos temos de fazer sacrifícios” – e todas as políticas que estas inspiraram nos últimos dois anos – da mais predadora vaga de privatizações aos cortes nos salários directos e indirectos – são tributárias do poder de, com três palavra...

Governo quer levar PS para o pântano.

O Governo não quer cair sozinho no pântano político, necessita de muletas, ou seja, pretende arrastar consigo o PS, talvez com o intuito de ficar em igualdade de circunstâncias nos actos eleitorais que se avizinham. A situação de voltar a perder a empregabilidade, do aparelho partidário, está a provocar mossa no PSD. Não nos podemos esquecer, da frase de Marco António Costa para Passos Coelho, “ou vais para eleições, ou tens eleições no partido”. Isto tudo a propósito de o Governo pretender envolver o PS nas conversações com a troika. Depois de falhado o compromisso de "salvação nacional" que pretendia envolver o PS nas conversações com a troika, o Governo propõe uma "concertação alargada" com a oposição e os parceiros sociais sobre metas e medidas para levar à mesa das negociações com a missão externa. Este é um dos pontos da moção de confiança que o executivo de Passos Coelho já entregou no Parlamento e que é discutida na próxima terça-feira [i] . Na minha op...

Nuno Crato e os exames dos professores

A cada passo verificamos que os nossos políticos devem ser atrasados mentais. Ou então, gostam da perseguição aos funcionários públicos. Isto a propósito da prova que o Ministro da Educação Nuno Crato propôs para avaliar “alguns” professores. Tanto quanto sei, os professores tiraram uma licenciatura, outros, inclusive um mestrado, tendo passado por vários exames ao longo da sua licenciatura e terminando a mesma com determinada média de notas. Os que defenderam a dissertação de mestrado, ainda tiveram mais formação e conhecimentos, para quê? Se o próprio Ministério da Educação não reconhece essas qualificações! De que serviu estudar durante cinco anos e depois mais dois para os que tiraram o mestrado, se essas notas não servem de nada? Ou será que o Ministro Crato quer diferenciar os licenciados do pré-Bolonha dos pós-Bolonha? Se fosse isso, não tinham de estar a ser contemplados os professores com 10 anos de ensino, porque o pós-Bolonha começou em 2006, daí que a retroactivida...

Mais um governante ligado ao escândalo BPN, o roubo que os portugueses têm de pagar.

Mais uma vez, o Primeiro-ministro foi buscar alguém para o Governo com ligações no passado à SLN/BPN. Primeiro foi Franquelim Alves nomeado para Secretário de Estado da Inovação e Empreendedorismo e agora, é contratado Rui Machete para Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros [i] . Estas nomeações levam-me a crer, que este Primeiro-ministro, por não ter mais capacidade, não consegue encontrar para o Governo, pessoas que tenham a sua ficha “limpa”. Além do mais, vejamos o facto de este cargo necessitar de alguém dinâmico, com facilidade de viajar, de andar sempre de malas feitas, tal como Portas fazia no início deste Governo. Isto faz-me lembrar um pouco o mesmo cargo para o Professor Freitas do Amaral, no primeiro Governo de José Sócrates; durou pouco tempo no cargo, porque acabou por se demitir. Rui Machete aos 73 anos de idade, que tomara ele, que o deixem em paz, vai ter de passar de andar de país em país e ter jet lag constantemente. Rui Machete, que esteve ligado à SL...

O malabarista

Ontem à noite Passos Coelho chamou a Comunicação Social, para assistir ao seu discurso para dentro do Partido. Depois de Vítor Gaspar se ter demitido e escrito a carta a dizer que o fazia, porque a sua política não deu certo, que falhou em tudo, Passos Coelho continua a insistir no mesmo, ou seja, quer continuar a destruir o que resta da economia, porque apesar de a Concertação Social, tanto do lado dos sindicatos como dos empresários, já terem divulgado que é preciso mudar de políticas, o Primeiro-ministro não o quer fazer; ou não sabe mais, ou está vendido aos interesses da troika . Desde Christine Lagarde do FMI, ao Baco de Portugal, que ainda esta semana veio mais uma vez divulgar dados que não são abonatórios para o prosseguimento desta política, Pedro Passos Coelho acha que este é o único caminho a seguir. Só existe uma coisa que acabou por funcionar, mas até para isso existe uma explicação de ter tido sucesso, que é o aumento de exportações, contra a diminuição de importa...

A mentira passou a ser a arma argumentativa dos políticos

Parece que virou moda os políticos neste país, mentirem descaradamente. Agora é a vez de Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República. Esta senhora esquece-se que existe a televisão, que não deixa deturpar o que foi dito no Parlamento. Isto a propósito da sua resposta à carta aberta do STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional). "Teremos de considerar as regras de acesso às galerias", disse, merecendo aplausos por parte das bancadas da maioria PSD/CDS-PP, antes de citar a escritora e ensaísta francesa Simone de Beauvoir: "não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes" [i] . Portanto com as frases acima citadas, pretendeu Portanto com as frases acima citadas, pretendeu a Presidente (reformada) da Assembleia da República, insinuar que o povo é o carrasco da classe política, que são os deputados que lá estavam. Já tínhamos assistido às mentiras de Pedro Passos Coelho, que na campanha eleitora...

A mentirosa Ministra de Estado, das Finanças e do Plano

Maria Luís Albuquerque actual Ministra das Finanças, é uma mentirosa descarada, porque mentiu à Comissão de Inquérito da Assembleia da República a cerca dos swaps , que disse desconhecer tais contractos, na passagem de testemunho do Governo anterior ao actual Governo. Para quem desconhecia os contractos swaps e que só no final de 2012 é que tomou conhecimento dos ditos contractos, fica-se agora a saber que Maria Luís Albuquerque já sabia da sua existência em Outubro de 2011 [i] . No entanto, convém não esquecer que esta senhora foi responsável por alguns desses contractos swaps na Refer. No entanto, segundo a Ministra das Finanças, esse eram dos bons, ou seja, não eram contractos especulativos, como se realmente houvesse bons e maus swaps . Claro que agora podemos dizer que, Elsa Roncon disse na Comissão de Inquérito da Assembleia da República que, Maria Luís Albuquerque já conhecia os swaps desde Outubro de 2011, porque esperava ser promovida a Secretária de Estado do Tesouro [i...

Ou pensão de reforma, ou vencimento

À primeira vista, até concordo com esta situação, mas como sempre em Portugal, os cortes começam na base da pirâmide, deixando os mais poderosos (leia-se classe política) de fora. Haverá casos de pessoas em que a sua reforma é de tal forma baixa, que para sobreviver, essas mesmas pessoas, terão de encontrar mais uma fonte de receita. Outros casos não são assim, por exemplo: O antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva, (Eduardo Catroga) tem a sua reforma e depois de negociar com a troika pelo lado do PSD, passou a exercer funções de Sherman da EDP. Na altura da tomada de posse do cargo, houve um jornalista que perguntou se ia abdicar da sua pensão de reforma, à qual ele respondeu: “de forma nenhuma, tenho direito a ela”. Ora este senhor como Sherman da EDP, aufere cerca de 500 mil euros por ano e a sua reforma, que não será baixa de certeza, porque em Portugal não existe o mesmo critério de atribuição de pensões de reforma para toda a gente, este caso, é mais um dos privilegiad...

BPN ainda continua a aumentar o buraco das contas públicas

Mais uma polémica com a actual ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque. Esta senhora fez as negociações de venda do BPN ao BIC e o resultado disso, é que pelos vistos, foi mais um descalabro financeiro para o país. O BPN foi vendido por 40 milhões de euros, mas agora o BIC reclama 100 milhões de euros, ou seja, o Estado acaba por não receber absolutamente nada, como paga 60 milhões para que o BIC fique com o BPN. Parece que Maria Luís Albuquerque só sabe fazer asneira da grossa, mas nem por isso é demitida das funções que tem no Governo. Apesar de moribundo, o raio do Governo não cai e continua a fazer asneiras e todos os contribuintes têm de pagar as asneiras que esta cambada de incompetentes continua a fazer. Quanto mais tempo estiver a governar, mais os cidadãos têm de pagar com os seus sacrifícios e o “aumento brutal de impostos”. Esta caso do BPN, cheira a mais um swap encapotado, ou seja, o BPN foi vendido por um valor irrisório, só o edifício sede do Banco valia m...

Mais uma ditadora em ascensão

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"Não podemos deixar que os nossos carrascos nos dêem maus costumes", foi a frase de Simone de Beauvoir adaptada ontem por Assunção Esteves para prosseguir a sessão plenária após dezenas de pessoas terem sido retiradas das galerias do parlamento - gritando "demissão" e "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais". A frase valeu à presidente da Assembleia da República contestação alargada nas redes sociais e que a própria já veio desvalorizar dizendo que se referia a "qualquer elemento de perturbação". [i] É preciso ter lata para dizer o que disse a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Se esta senhora que se reformou aos 42 anos de idade, auferindo uma quantia pela sua reforma de 2.800 euros mensais, acumulando com o vencimento de deputada, mais as regalias de que beneficia por ser Presidente da Assembleia da República. Ora com esta introdução inicial, pode-se interpretar que afinal os carrascos são exactamente estes parasit...

E agora?

E agora? Passos não se demite, está agarrado ao poder, porque não tem quem lhe dê um emprego. Enquanto Gaspar foi para o seu antigo emprego no Banco de Portugal, Passos Coelho ao demitir-se, será imediatamente demitido de Presidente do PSD e o que faz a seguir? Passos Coelho se fosse uma pessoa de bem, hoje pela manhã estaria no Palácio de Belém a pedir a demissão de Primeiro-ministro, porque ontem às 20,30 horas, foi-lhe retirada toda a credibilidade como Primeiro-ministro. Isso levaria a nova crise política, mas não foi isso que o Presidente da República fez ontem à noite? Claro que sim, até porque ao não aceitar a proposta de Pedro Passos Coelho, aliás, nem sequer comentou ao de leve no seu discurso tal proposta, pelo que acabou de dar uma certificação de incompetência ao actual Primeiro-ministro. Esta crise governativa começa com a demissão de Vítor Gaspar, que de certa forma se culpa pelo falhanço da política seguida, daí a sua demissão. Paulo Portas agudiza a crise com...

Quem não quer eleições, tem medo de perder regalias

Com a crise governativa que se instalou esta semana em Portugal: 1º. Com a saída de Vítor Gaspar do Governo, seguido por Paulo Portas no dia seguinte, provocou uma crise governativa como há muito não se via. Sobre este assunto já muito se disse e se escreveu, mas na verdade, aquilo que ouço em relação a eleições antecipadas, é que toda a esquerda quer eleições e toda a direita não quer eleições. Também os comentadores de acordo com as suas preferências políticas, jogam no mesmo campo. Outros, sõ mais radicais e preferencialmente não pretendem mais eleições, ou seja, este Governo entrava em governação vitalícia. Tem-se ouvido e lido de tudo um pouco. Em relação a haver eleições antecipadas, parece que muita gente tem razão, temos um ano para resolver as coisas com os credores, estando ainda sob assistência financeira, o que nos continua a dar protecção de financiamento. Fazendo o que pretendem os partidos da coligação, ou seja, eleições depois de Junho de 2014, quando a troika for ...