A reforma do Estado


A reforma do Estado deste Governo, é a mesma de sempre ou seja o povo paga a crise, custe o que custar.
Em relação às rendas excessivas dos produtores de energia, nada foi feito apesar de o Governo dizer o contrário. Só dizer que reduziu as rendas não chega, é preciso mostrar exactamente o contrário a fazer isso de forma a que melhore a factura da energia aos portugueses.

Vídeo sobre energias José Gomes Ferreira
A primeira baixa deste Governo, foi por tentar obrigar a EDP a perder as ditas rendas que a troika sinalizou que eram excessivas.
Mas além das rendas, também existe as PPP, que não acta nem desata, isto porque o Governo protege os bancos que foram e são os detentores juntamente com algumas empresas de construção civil, os detentores das ditas PPP, assim como o BEI (Banco Europeu de Investimentos).
O secretário de Estado Carlos Moedas, foi protagonista no duplo pagamento de portagens da Ponte 25 de Abril à Lusoponte, mas ainda lá continua, desde que tenha a mão de Relvas por baixo, nada acontece.
Aos portugueses, querem cortar 4.000 milhões na Saúde, Educação e nas prestações Sociais do Estado, tais como pensões e reformas, mas coragem de atacar o mal de quem prejudica o Estado, como os detentores das PPP e os usurários das rendas excessivas, aí, o Governo não mexe, apesar de dizer que já o fez.
Nas rendas excessivas, nada fez!
Nas PPP, apenas retirou a manutenção das ex-SECUT e passou-as para as Estradas de Portugal, ou seja, não pagamos aos concessionários, mas pagamos através das Estradas de Portugal, o que vai dar ao mesmo.
Este Governo é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes!
Já é tempo de haver mais honestidade nas afirmações que são feitas pelos governantes, todos em geral mentem, enquanto são governantes.
Onde está o PSD e o CDS, que acusou o Sócrates do fecho de escolas e de maternidades?
Tanto quanto eu saiba, isso era uma forma de reforma do Estado, que o José Sócrates estava a fazer. Não é que eu concorde em absoluto com isso, acho que antes de chegarmos aí, é preciso emagrecer o aparelho do poder central, (não pode haver tantos assessores, nem as nomeações de boys e girls, como é sempre feito pelos diversos governos) e autárquico, (possivelmente, devia-se unificar Conselhos e não Freguesias) passa também pela unificação das polícias. (Na mesma cidade, temos pelo menos três forças de polícia diferente, PSP, GNR e Polícia Municipal)
Reestruturação das Forças Armadas, possivelmente pode emagrecer em número de efectivos. Também pode regressar o serviço militar obrigatório e deixar de haver profissionais em todas as patentes, com o custo inerente a esse profissionalismo.
Possivelmente, também passa pelo despedimento de funcionários públicos, ou a passagem para a mobilidade de parte deles, mas não podemos embandeirar em arco com despedimentos maciços de funcionários públicos. O Governo fala em despedir à volta de 50.000 funcionários públicos, mas não diz onde. O famoso relatório (encomendado por medida) do FMI, fala só em professores de 50.000 despedimentos e mais 110.000, que presumo ser na Saúde, porque não diz onde se cortam esses funcionários. Por mim, podia ser no Ministério das Finanças, assim ficávamos com mais tempo para pagar os impostos.
Senhores governantes, deixem-se de tretas e comecem a cortar, ondem devem cortar e depois se verá onde e quanto se deve cortar no social.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cavaco e agricultura, após o X Governo Constitucional

Viva a petinga e os jaquinzinhos

A dança das cadeiras