Já existe um levantamento de imunidade política, vamos ter a esperança que se estenda a todos os políticos
Espero que este seja um
sinal da mudança, ou seja, que a partir de agora, todo e qualquer político que
cometa uma infracção à lei, lhe seja levantada a imunidade, para que possa ser
apresentado ao Tribunal e que possa cumprir a pena que lhe seja imposta.
Pessoalmente, estou
convencido que nada acontecerá à senhora deputada que em dia de aniversário,
tomou uns copos a mais, tendo sido apanhada em uma operação stop da PSP, com
uma taxa de alcoolemia acima da lei.
Penso que não existe nenhum
português que não tenha cometido nenhuma infracção ao Código da Estrada,
excepto aqueles que tiraram a carta de condução, mas que nunca a usaram, ou
seja, nunca conduziram uma viatura excepto na altura da aprendizagem. No
entanto, os portugueses comuns, isto é, os cidadãos que não enveredaram pela
demagogia, pelo oportunismo, pelo laxismo, pela corrupção, etc., são muitos os
adjectivos que se podem atribuir à classe política deste país.
Se esta liberação da
imunidade parlamentar, fosse aplicada a todos os políticos em geral,
nomeadamente aos governantes, para que a todo o momento a justiça os pudesse
convocar para os casos de corrupção em que muitos eles estão metidos. Mas para
isso, devia estar na lei, que os políticos não tinham direito a imunidades, ou
seja, teriam de ser regidos pela lei-geral como todos os restantes cidadãos.
Era preciso haver muita
vontade política no Parlamento, a fim de se mudar o que está mal, no que diz
respeito às imunidades dos políticos.
Aprovado levantamento da
imunidade de Glória Araújo
O
Parlamento aprovou hoje por unanimidade o parecer da comissão parlamentar de
Ética para a deputada Glória Araújo responder no processo de que é alvo por ter
sido detida a conduzir com uma taxa de 2,4 gramas de álcool.
A
aprovação do parecer em plenário seguiu-se à aprovação do parecer na comissão
para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, nesta semana, depois de o Ministério
Público ter solicitado à Assembleia da República o levantamento da imunidade
parlamentar de Glória Araújo (PS).
Glória
Araújo foi detida numa operação stop, na madrugada de 05 de janeiro, em Lisboa,
depois de ter acusado 2,4 gramas de álcool por litro de sangue, um valor que
prefigura crime.
O
Código da Estrada estipula os 1,2 gramas de álcool por litro de sangue como
valor a partir do qual a condução é considerada crime.
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