Tinha de haver uma nomeação, de alguem da SLN...


Se até hoje tinha dúvidas de haver políticos pouco honestos, agora deixei de ter dúvida alguma.
Começa por Pedro Passos Coelho, que é tão bom quanto o novo secretário de Estado Franquelim Alves, que foi um dos grandes responsáveis pelo descalabro do BPN, pelo menos sabia o que se passava na SLN e ficou calado, e como se diz na minha terra, “tanto é ladrão o que rouba, como aquele que fica à porta”. Isto para atenuar ou minorar a responsabilidade do secretário de Estado Franquelim Alves, no caso do BPN, que custa aos portugueses cerca de 9 mil milhões de euros, que alguns roubaram e todos temos de pagar.
Passos Coelho a escolher este senhor ou aceitar a proposta de quem o propôs para o cargo, é exactamente igual a este senhor, desonesto, aliás, também teve a ver com os Fundos Estruturais, nomeadamente na Formação profissional, quando abriu uma empresa de formação e pelos vistos, formou pessoas fantasma para aeroclubes ou coisa parecida.
Depois temos o senhor Presidente da República, um dos grandes beneficiários do BPN, nomeadamente na compra e venda de acções desse banco, com lucro de 100% num tempo demasiado curto. O senhor Presidente, aceitou dar posse a uma pessoa que em termos de honestidade deixa muito a desejar. Na minha terra, também se diz: “Quem não quer ser lobo, não veste a sua pele”.
Mas a verdade é uma, quem é a pessoa honesta que quer fazer parte deste Governo?
Que eu saiba, nenhuma!
Isto, não passa de favores que tem sido apanágio deste Governo, nomeadamente entre Banca e o Governo.
Quando se dá posse a um secretário de Estado, que está completamente comprometido com a SLN e BPN, é porque tudo o que este Governo tem feito e continua a fazer, não tem credibilidade. Hoje soubemos de mais uma das metas de 2013, que já passou à história, que é a meta do desemprego, que ultrapassou em Dezembro de 2012 as previsões do Governo para o final de 2013.
Aos portugueses, falta a coragem que existe em Espanha. Ontem rebentou um escândalo com Mariano Rajoy sobre dinheiros que este recebeu de empreiteiros e outros industriais e já existe 500 mil assinaturas a pedir a demissão do Governo espanhol. Em Portugal um abaixo-assinado com o mesmo fim, conseguiu 50 mil assinaturas, que foi levado para o Parlamento e vai ter de ser discutido esse abaixo-assinado que pede a demissão do Governo. Com esta diferença de números vê-se a mobilização que existe entre os portugueses, para travar um Governo que está a destruir o país.
Temos a múmia em Belém que aceita tudo o que se lhe põe à frente, e um primeiro-ministro, que é nazi por ideologia política, daí, que só temos um caminho a seguir, que é de mal a pior.
Quando numa remodelação governamental, entra alguém que está metido em vigarices até ao tutano, então, deixa de haver credibilidade no Governo e nas instituições.
Será que os portugueses aguentam isto?
“Ai aguentam, aguentam”, como diz Fernando Ulrich do BPI.
Secretário de Estado contestado diz-se "tranquilo"
LUSA 01/02/2013 - 20:29
Franquelim Alves nega ter escondido passagem pelo grupo do BPN e diz que contestação é "uma falsa questão".
PCP espera que Cavaco Silva recuse empossar Franquelim Alves secretário de Estado
O novo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação mostrou-se nesta sexta-feira "perfeitamente tranquilo" com a entrada no executivo, definindo como uma "falsa questão" as dúvidas sobre a sua passagem pelo grupo SLN/BPN.
"Houve sempre dois factores determinantes que pautaram a minha conduta e nunca foram postos de lado: o rigor e a exigência", disse Franquelim Alves à agência Lusa, em declarações feitas depois de ter tomado posse numa cerimónia no Palácio de Belém.
O novo secretário de Estado lembra que foi administrador da SLN/BPN (Sociedade Lusa de Negócios/Banco Português de Negócios) "com o objectivo de tentar recuperar a área não financeira do grupo" e que nessa passagem seguiu "a mesma atitude e comportamento" com que tem pautado os seus "43 anos de vida profissional": "Estou perfeitamente tranquilo", declarou.
O PCP havia afirmado esperar que o Presidente da República se recusasse a empossar Franquelim Alves no cargo de secretário de Estado, alegando que omitiu a sua passagem pelo grupo SLN/BPN e as imparidades no Banco Insular.
Questionado pela Lusa sobre o assunto, Franquelim Alves diz que esta é uma "falsa questão" e que "toda a gente" sabe onde trabalhou.
"Não faço a mínima ideia a que currículo o PCP se está a referir. Genericamente tenho sempre assumido as minhas funções em todas as frentes, toda a gente sabe onde trabalhei. É uma falsa questão", sublinhou, adiantando também que o currículo que estará em breve na página Internet do Governo foi por si organizado e compilado.
Sobre as críticas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que se mostrou preocupada com a escolha de Franquelim Alves para a pasta, temendo "cedências" à Jerónimo Martins, onde foi director financeiro, na regulação das relações da cadeia agro-alimentar, o governante responde no mesmo sentido.
"O facto de ter trabalhado neste ou naquele sítio não me cria qualquer restrição nem inibição e toda a gente sabe isso. Não faço concessões nem admito qualquer tipo de atitude menos clara do ponto de vista daquilo que são as minhas obrigações", nota o secretário de Estado.
Franquelim Alves diz que vai estudar com "seriedade e profundidade" a pasta que assume a partir de hoje e diz querer "aprofundar" o trabalho desenvolvido até aqui e ajudar a transformar o tecido empresarial português, garantindo "instrumentos estratégicos no apoio às empresas e empreendedores num período particularmente complexo".
"Nesta altura é prematuro anunciar seja o que for", adverte contudo, lembrando que primeiro há que estudar as pastas e os dossiês da secretaria de Estado.
O Presidente da República, Cavaco Silva, deu hoje posse a sete novos secretários de Estado do XIX Governo Constitucional.

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